quarta-feira, 12 de setembro de 2018

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A cada ano que passa novos nomes chegam na NFL. Sejam jogadores ou treinadores, todos tem seu momento de estreia, e a abertura da temporada 2018 não foi nada gentil com os novos Head Coaches. 7 times abriram a temporada com novos comandantes, surpreendentemente ou não, foram 7 derrotas. Matt Nagy no Bears, Steve Wilks no Cardinals, Frank Reich no Colts, Pat Shurmur no Giants, Mike Vrabel no Titans, Matt Patricia no Lions e Jon Gruden no Raiders. Uns com atuações melhores, outros piores, mas cada um com o seu caso particular. Ao longo desse texto tentarei trazer cada caso explicando cada derrota.

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Começando com Matt Nagy, o que podemos falar do jogo do Chicago Bears no Sunday Night? Um início de partida avassalador, com um ataque explosivo e uma defesa dominante, mas que no segundo tempo mostrou nervosismo e uma certa inexperiência. O que não é nada absurdo, encarar o Packers e Aaron Rodgers fora de casa no horário nobre será sempre uma tarefa complicada. Mitchell Trubisky indo para o seu segundo ano com um ataque completamente diferente, com novos alvos e leituras. A equipe chegou a abrir 20×0 até o meio do terceiro quarto, mas acabou sucumbindo no Lambeau Field e viu Rodgers e companhia virarem o jogo para 24×23. O talento está todo ai, vamos ver se Nagy consegue trabalhar bem essa evolução depois do primeiro revés.

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Já para Steve Wilks o buraco é um pouco mais embaixo. O treinador do Cardinals estreou jogando em casa contra o Washington Redskins e assistiu um passeio da equipe da capital. Alex Smith e Adrian Peterson não tomaram conhecimento da defesa de Arizona e rapidamente anotaram 3 TDs ainda no primeiro quarto de jogo. A partir dai, foi só administrar o placar até o fim da partida que terminou 24×6. Falando especificamente da defesa do Cardinals, especialidade de Wilks, o treinador viu sua unidade cansar após ficar mais de 38 minutos em campo graças a um ataque inoperante comandado por Sam Bradford. Quanto tempo será que o veterano vai aguentar até a pressão da torcida por Josh Rosen se intensificar? É a principal questão para ficar de olho do novo treinador que pode definir o ano da equipe.

O terceiro da lista é Frank Reich. O treinador assumiu o comando do Indianápolis Colts após todo aquele imbróglio que já cansamos de falar no caso McDaniels e tem como principal tarefa criar um ataque que ajude e favoreça Andrew Luck. Após mais de uma temporada fora dos campos da NFL, Luck alternou bons e maus momentos na partida, como na INT ainda no inicio do jogo e um passe magistral para Ebron anotar um TD longo. Com um dos elencos menos talentosos entre os 7 listados, Reich conseguiu mostrar um bom serviço e deixar o torcedor do Colts esperançoso pelo futuro. Uma defesa que conseguiu gerar pressão e turnovers mesmo sem muitos nomes conhecidos e um ataque que funcionou sem expor muito Luck. Inicio animador apesar da derrota doida com um fumble retornado para TD no fim do jogo.

Já no New York Giants temos a era Pat Shurmur começando. Com um dos confrontos mais difíceis da abertura desta temporada, a equipe viu pela frente o finalista da AFC do ano passado, Jacksonville Jaguars. Com uma defesa poderosíssima, Eli Manning já começou a temporada com um teste de fogo e não foi muito bem. A promessa com a chegada de Shurmur era de melhorar principalmente a chamada de jogadas após o fiasco que foi Ben McAdoo, em um sistema que mascarasse os defeitos da equipe como a linha ofensiva e a queda física de Eli. O que se viu na verdade foram algumas chamadas questionáveis quando por exemplo numa quarta descida no final do jogo precisando do TD para virar o placar, ele coloca o principal jogador da equipe, Odell Beckham, para bloquear e abrir espaços para uma rota de Sterling Shepard. Mas de forma geral, o futuro traz alguma esperança para o torcedor. Com um dos melhores grupos de skill players da Liga, a expectativa é que nomes como Odell, Saquon Barkley e Evan Engram consigam gerar algumas vitórias a mais para a equipe de Nova York.

Mike Vrabel no Tennessee Titans é um dos casos mais difíceis de se analisar e tirar conclusões de uma estreia. A partida ficou paralizada por mais de 3 horas devido as condições climáticas em Miami, o que comprometeu o físico de todos os jogadores envolvidos. Para completar, a equipe ainda perdeu seu QB, Marcus Mariota, com uma lesão no cotovelo pela maior parte do jogo. Para não ser injusto com o novo treinador, vamos deixar seu caso em aberto.

O mesmo já não pode ser dito por Matt Patricia. Assumindo um elenco bastante competitivo e subestimado pelos torcedores em geral, o Lions fez uma péssima estreia diante do seu torcedor frente a um New York Jets que tinha um calouro começando como Quarterback titular da equipe. Matthew Stafford lançou 4 INTs durante a partida e a defesa da equipe, especialidade de Patricia, sucumbiu diante do calouro mais jovem a estrear na posição de QB na história da NFL. Sem conseguir gerar muita pressão pra cima da limitada linha ofensiva do Jets, nomes como Ezekiel Ansah precisam pressionar mais além de apenas um sack para justificar tanto dinheiro investido. Na secundária, Glover Quinn e Darius Slay não podem deixar o corpo de recebedores do Jets fazerem o que querem. Patricia terá muito trabalho pela frente… Alerta ligado em Detroit.

E por último, o mais badalado dos novos comandantes, fazendo sua reestreia na Liga, Jon Gruden. O polemico treinador que disse que queria trazer o Football de volta para 1998 e trocou Khalil Mack, uma das principais estrelas da Liga, prometia um retorno bombástico. O que acabou não acontecendo… Gruden mostrou um bom plano de jogo para o inicio da partida, conseguindo correr bem a bola com Lynch e achar espaços pelo ar com seus recebedores, no entanto, foi muito mal no segundo tempo. Diante de uma das principais jovens estrelas da Liga, Sean McVay, Gruden acabou sofrendo para fazer ajustes no intervalo. Enquanto a equipe do Rams voltou bastante diferente para a segunda etapa, o Raiders parecia perdido, sem conseguir finalizar seus drives e colocar pontos no placar. A “cereja do bolo” fica por conta de duas interceptações terríveis por parte de Derek Carr, uma delas inclusive virando uma pick six, que deu números finais a partida de 33×13.


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