terça-feira, 10 de julho de 2018

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Tem bastante tempo que o Seattle Seahawks chega na temporada como um dos favoritos a disputar o Super Bowl. Desde 2012 indo aos playoffs ano sim ano também, com super times e destaques tanto no ataque quanto na defesa. No entanto, 2017 para 2018 foi um divisor de águas e parece que o torcedor que se acostumou a ver o time sempre brigar vai ver essa realidade mudar. 2017 foi o primeiro ano sem ir a pós temporada desde 2012 e em 2018 a equipe assumiu de vez que está passando por uma reconstrução. Apostando todas as suas fichas em seu Russel Wilson, a franquia espera que essa transição seja o menos dolorida possível, mas será que somente o talento de um QB elite é capaz de segurar todo um time?

Somente nesta intertemporada o Seahawks perdeu 10 jogadores titulares dos dois lados da bola. Nomes importantíssimos com Sherman, Bennett, Kam Chancellor e Jimmy Grahan entre outros se aposentaram, foram trocados ou saíram na free agency. Esse problema fica maior ainda quando vemos as chegadas na equipe tanto via draft quanto no mercado. Fica claro perceber que apesar de existir talento entrando, ele não é suficiente para repor a altura os nomes perdidos. Jogadores como Brandon Marshall, DJ Fluker e Barkevious Mingo não são e nem serão solução em lugar nenhum. O resultado disso é que vindo de um ano decepcionante sem ir aos playoffs, a tendência desta temporada é que as dificuldades aumentem e a campanha seja ainda mais dura para a equipe de Seattle.

E desta forma, precisamos entrar em outro ponto chave da equipe, o comando. É impossível negar todo o sucesso que Pete Carroll conquistou em toda sua carreira e no Seahawks. No entanto, talvez ele não seja o melhor nome para comandar essa renovação. Depois de toda confusão que foi noticiada no ano passado de um possível racha no elenco entre ataque e defesa, apesar de nada ter sido provado, as medidas tomadas pela direção da equipe mostram que existia sim um problema. E querendo ou não, toda essa confusão foi mal administrada por Pete Carroll. Agora que “o problema” foi embora e a equipe assumiu a reconstrução do elenco, ela precisa ser feita da maneira certa. Carroll tem 66 anos e é o Head Coach mais velho da NFL. Com uma renovação de elenco em mente, talvez um outro perfil de treinador, mais novo e moderno, seja mais efetivo para o que a franquia procura neste momento.

Mas o que a franquia procura exatamente nesse momento? É pouco provável que o time decida implodir tudo e começar do zero. Principalmente quando ainda se tem alguns all-pros no elenco. Os pilares em Russell Wilson no ataque e Bob Wagner e Earl Thomas na defesa fazem com que o time nunca seja ruim o suficiente para pegar uma escolha no top5 para reformular seu elenco. O mais apropriado é uma transição suave. Voltada aos jovens talentos da equipe, de forma que esse limbo de vitórias seja breve e o Seahawks volte a figurar entre os favoritos o mais rápido possível. O problema é que é difícil precisar quanto tempo esse momento pode durar. É claro, tendo um Franchise QB no nível de Wilson facilita tudo, mas são poucos QBs que carregaram times fracos a glória, e a vez do camisa 3 está batendo a porta.

A torcida de Seattle está dividida, a mídia local segue no mesmo rumo. O Seahawks é uma das maiores incógnitas da temporada e extremamente difícil de prever. Existe a corrente daqueles que querem explodir com tudo, garantir uma boa escolha no próximo Draft e fazer uma verdadeira reconstrução. Mas também existem aqueles que mantém boas expectativas, apoiadas principalmente em suas estrelas restantes e em seu Quarterback Elite, uma temporada digna, e dependendo do andar da carruagem na conferência, uma ida aos playoffs. 2018 será um ano chave para a franquia e todos os envolvidos, principalmente Russell Wilson e Pete Carroll. Um ano bom e todo esse papo da intertemporada será esquecido ou um ano ruim e as incertezas e mudanças podem  ser ainda mais profundas.

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