terça-feira, 6 de novembro de 2018

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É chover no molhado dizer que Patrick Mahomes está jogando demais, ou que ele é um dos candidatos ao prêmio de MVP. Na verdade, isto é até subestimar o que o garoto vem fazendo em campo. Mahomes vem produzindo números que, se ele conseguir manter o ritmo, colocarão sua temporada como uma das melhores de todos os tempos para um quarterback. Conseguirá ele fazer isso na segunda metade da temporada?

Primeiramente, vamos aos números. Em 9 jogos disputados até aqui, Mahomes já tem 2901 jardas aéreas e 29 touchdowns lançados. Projetando essas marcas para uma temporada completa (16 jogos), teríamos o seguinte cenário: ele atingiria 5157 jardas aéreas, o que seria a 7ª melhor marca da história, mas a menos de 100 jardas do 3º lugar (5235 de Tom Brady em 2011) e a pouco mais de 300 jardas da maior marca (5477 de Peyton Manning em 2013). O número de touchdowns chegaria a 52, o que ficaria em segundo lugar no ranking histórico (55 de Peyton Manning em 2013).

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Se a projeção dos números absolutos já é espantosa, os índices percentuais não ficam muito atrás. 9,1% dos seus passes tentados viraram touchdowns, o que será o melhor número de todos os tempos (respeitando uma amostra mínima) caso o percentual seja mantido. Em uma temporada completa, o único QB a ter tentado pelo menos 500 passes (Mahomes já tem 317 em 2018) e ter alcançado os 9% de TDs em relação ao total é Aaron Rodgers, em 2011. Seu rating de 116,7 é o sétimo maior de todos os tempos, não muito atrás dos 122,5 de Aaron Rodgers em 2011 (o 3º colocado na lista também é de 2018, por Drew Brees). Apenas seus 66,2% de passes completos – que são um ótimo número – não chegam perto dos líderes históricos no quesito.

Dados os números, a pergunta que fica é: o quão difícil será para ele conseguir manter o pé no acelerador e enfileirar números tão bons quanto os da primeira parte da temporada? O próximo desafio já é mais difícil do que parece: o Arizona Cardinals, apesar da campanha ruim (2-6), tem a sétima melhor defesa da NFL em jardas aéreas cedidas. Usando essa mesma métrica para analisar o cenário mais amplo, envolvendo todos os adversários do Kansas City Chiefs, encontramos aquele que será provavelmente o maior obstáculo para a quebra de todas as marcas históricas mencionadas acima: o nível das defesas que eles vão enfrentar será melhor do que o que eles já viram.

Nos nove jogos já feitos até aqui, o Chiefs enfrentou apenas duas defesas que se encontram na primeira metade do ranking: o Denver Broncos (duas vezes) e o Jacksonville Jaguars. E não é coincidência que os 2 menores ratings de Mahomes no ano, os únicos abaixo de 100, tenham vindo justamente nestes confrontos: 62,7 contra o Jaguars e 89,5 em um dos jogos contra Denver. Pelo outro lado, o Chiefs já enfrentou 3 das defesas que estão entre as 10 que mais cedem pontos (San Francisco, Cincinnati e Cleveland).

Nas partidas restantes, além de Arizona, o Chiefs enfrentará outros 2 adversários que estão entre os que menos cedem jardas: o Baltimore Ravens (2º) e o Seattle Seahawks (6º). Ambas estão entre as 5 que menos cedem pontos. Serão desafios complicados. A maior chance de turbinar as estatísticas e partir rumo aos recordes está nos 2 jogos contra o Oakland Raiders, que é nesse momento um time totalmente desgovernado. O tão aguardado confronto contra o Rams promete jogadas explosivas e números bastante altos, mas pede alguma cautela contra vários jogadores que podem explorar a inexperiência de Mahomes para forçar turnovers. Por último, mas não menos importante, há o segundo jogo contra o Chargers, que possui uma defesa mediana nas estatísticas, mas que vem em ascensão na temporada, além da probabilidade de este jogo ser um confronto direto pelo título da divisão.


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