sexta-feira, 25 de maio de 2018

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Até pouco tempo atrás, a NFC Oeste era uma das divisões mais competitivas e empolgantes da liga. O Seattle Seahawks contava com o ainda novato Russel Wilson, Marshal Lynch em seu auge e com a espetacular Legion of Boom. O San Francisco 49ers tinha uma devesa fortíssima liderada por Bowman e Willis, que muitas vezes carregava o time nas costas. O Arizona Cardinals ainda tinha Palmer no under center e um Larry Fitzgerald em seu auge como alvo. O Los Angeles Rams (na época ainda em St. Louis) acabava sendo o patinho feio, mesmo com os hoje valorizados Nick Foles e Case Keenum.

Porém do início da década para cá muito mudou e os papeis se inverteram na divsão. Quem antes era coadjuvante agora se tornou protagonista. Em 2017 o Rams impressionou e liderou a divisão, sendo o único time do grupo que garantiu vaga na pós-temporada. O Seahawks teve a sequência de 5 aparições consecutivas nos playoffs quebrada e tanto o Cardinals (prejudicado por lesões) quanto o 49ers (que conseguiu um quarterback apenas pra lá da metade da temporada) não foram nada bem. Mas para 2018 a NFC Oeste voltará a atrair olhares.

Arizona Cardinals

O Arizona Cardinals assinou na free agency com Sam Bradford por um ano e 20 milhões de dólares, mas não é para ele que as câmeras estão voltadas. Com talvez a maior barganha do draft eles selecionaram Josh Rosen, quarterback de UCLA, calouro mais pronto para assumir a liderança de um ataque na liga. E a tendência é que Rosen jogue ainda esta temporada, visto que Bradford infelizmente é muito propício a lesões.

Independente de quem for o quarterback, o ataque ainda conta com o futuro hall da fama Larry Fitzgerald e com o retorno de David Johnson, além de Christian Kirk, selecionado na segunda rodada do draft. Além de alvos, ele também estará melhor protegido, com a vinda de  Justin Pugh e Andre Smith na free agency e do center Mason Cole no draft. Porém do outro lado do campo as perdas foram duras, começando pelo coordenador defensivo James Bettcher e de jogadores em todos os níveis, com mais destaque para o texugo do mel Tyron Mathieu. O ano deve ser duro para o time e para o torcedor do Cardinals, ainda mais com a quantidades de forças não só na divisão, mas também na conferência nacional.

Los Angeles Rams

Se tem um time que está assustador para a próxima temporada é o Los Angeles Rams. Franco favorito a vencer novamente a divisão, a equipe conseguiu melhorar ainda mais para 2018. Se juntando a Lamarcus Joyner na secundária vieram Aquib Talib e Marcus Peters, fazendo com que a perda de Trumaine Johnson nem seja sentida. E para aterrorizar qualquer linha ofensiva, que tal Ndamukong Suh se juntando a Aaron Donald? Como parar essa dupla será o maior desafio de quem enfrentará o time.

No draft, o time optou por acumular escolhas e teve sua primeira seleção apenas na terceira rodada. Mas o calouro com maiores chances de impacto no primeiro ano chegou apenas na quinta rodada. O OLB Ogbonnia Okoronkwo deverá ter muitas oportunidades de pressionar o QB adversário, já que o ataque estará preocupado com Suh e Donald. A maior perda do time foi o recebedor Sammy Watkins, mas o ataque deverá continuar espetacular mesmo sem ele. Curioso também será observar como a comissão técnica liderada por Sean McVay lidará com tantos jogadores de “personalidade forte” no vestiário.

San Francisco 49ers

O San Francisco 49ers tem capacidade para surpreender a todos na próxima temporada. Ainda e reconstrução, o time conseguiu se reforçar em todos os níveis tanto na free agency quando no draft. No ataque, temos que começar com a assinatura com Jimmy Garoppolo, que recebeu um dos maiores contratos da free agency. E quando você define seu quarterback, você precisa dar ferramentas para ele. O RB Jerick McKinnon cai como uma luva no esquema do técnico Kyle Shanahan, assim como o calouro WR Dante Pettis. O center Weston Richburg (ex-Giants) e o calouro  Mike McGlinchey (escolhido na primeira rodada) vieram para proteger o investimento.

Na defesa, o primeiro grande baque foi a assinatura com o ex-Seahawks Rishard Sherman, que caso se recupere, fará com que a secundária de um salto tremendo. Fred Warner, linebacker escolhido na terceira rodada, traz grande valor especialmente na cobertura contra o passe. Outro reforço indireto veio com a retirada das acusações de violência doméstica sobre o linebacker Rouben Foster, que deverá reingressar o time. O 49ers ainda precisa de ajuda, especialmente no pass rush, mas de forma geral vem muito forte para a próxima temporada. Não deverá tirar o trono do Rams, mas talvez consiga brigar por uma vaga na pós temporada via wildcard.

Seattle Seahawks

Tanto na free agency quando no draft as coisas não foram boas para o Seattle Seahawks. O time viu sua defesa histórica se despedaçar com a saída de Michael Bennett e Rishard Sherman, e pouco trouxe para melhorar a estrutura. No ataque, perdeu Jimmy Graham e Paul Richardon. O draft do time foi no mínimo questionável, não chegando nem perto de casar com a narrativa de reconstrução do time. Na primeira rodada selecionaram o RB Rashaad Penny. Nada contra o jogador, mas um time com tantos buracos não pode se dar ao luxo de gastar uma escolha de primeira rodada em um running back, ainda mais em uma classe tão profunda na posição. A fraca linha ofensiva pouco recebeu reforços e talvez o único nome que tem capacidade de causar impacto no ano de calouro seja Michael Dickson, punter de Texas.

O ponto alto da intertemporada até agora foi a escolha de Shaquem Griffin no draft, que tem uma história de vida espetacular e vai poder jogar junto do irmão gêmeo Shaquill Griffin na defesa do time. O único motivo para não contar o Seahawks como carta fora do baralho tem nome e sobrenome: Russel Wilson. Ele já carregou o time nas costas na última temporada, chegando a ser considerado em conversas para MVP ano passado, e é responsável por toda a esperança do time em 2018. E por pior que pareça o cenário, nunca é sábio apostar contra um time que tem quarterback.


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