sexta-feira, 11 de Maio de 2018

Compartilhe

Nenhuma divisão na NFL teve tanto movimento na posição de quarterback como a AFC Norte. Mesmo times com nomes teoricamente garantidos na posição (como o Steelers e o Ravens) tiveram jogadores vindo via free agency ou por draft. O que antes era certeza agora não é mais. Vamos então avaliar como se encontra a posição mais importante do esporte em cada um dos times da divisão.

A esperança em Cleveland

Qualquer texto sobre a situação da posição de quarterback no Cleveland Browns deve sair com o pressuposto de que é impossível saber o que Hue Jackson irá fazer. Seu histórico recente com calouros preocupa. Mais de uma vez, ao ver uma sequência de jogos ruins, ele fez trocas extremamente precoces no under center, colocando calouros na linha de fogo. E o resultado era o esperado, eles não conseguiam sobreviver ao time apático e as chamadas de jogadas péssimas.

A situação na posição está melhor hoje? Com certeza! Talvez seja o melhor que já esteve nos último 30 anos. Tyrod Taylor é um jogador consistente, que cuida bem da bola e tem a capacidade de ser um manager nesse ataque que, no papel, fica fácil na metade de cima dos melhores da liga. Baker Mayfield, mesmo com suas limitações, talvez era a escolha mais lógica para Cleveland nesse draft, que precisava de uma injeção de energia e motivação, de alguém que traga vida para o vestiário e para dentro de campo. E como já abordado em outras matérias, Mayfield é esse cara.

A esperança para essa temporada é que o responsável por chamar as jogadas de ataque não será mais Hue Jackson, e sim Todd Haley, novo coordenador ofensivo do time que antes comandava o ataque do Pittsburgh Steelers. A princípio, isso deve ser um fator de melhora no ataque do time e dará tempo para a ponte ser feita com calma entre Taylor e Mayfield. Agora, se isso se manterá até o final da temporada é impossível de prever.

O drama em Pittsburgh

No final das últimas temporadas (e até mesmo no meio delas, ocasionalmente), Ben Roethlisberger tem falado sobre sua aposentadoria. Parecia que era apenas ocorrer uma partida ruim que esse fantasma já começava a rondar o Steelers. Dada essa crescente incerteza sobre a permanência ou não de Big Ben, a franquia fez o lógico no último draft: selecionou um quarterback, no caso Mason Rudolph, na escolha 76.

E qual foi a atitude de Big Ben quanto a isso? Ir a público e falar que ainda pretende jogar por pelo menos mais 3 anos e que o time fez mal ao draftar o calouro de (universidade do rudolph). Ao sentir sua posição ameaçada, mudou completamente seu discurso. A posição de quarterback é a que mais meche com o ego de um jogador. Ele é a cara da franquia, o líder do ataque, o membro mais valioso do time. Big Ben, ao ver a ameaça na forma de Rudolph percebeu sua estabilidade na equipe balançar e definitivamente não gostou disso. O fato é que esta situação foi causada por ele mesmo e ele não tem do que reclamar (a não ser talvez da sua linha ofensiva que o deixa apanhar demais, um dos motivos das ameaças de aposentadoria).

Para o próximo ano e provavelmente ainda o seguinte, salve uma tragédia, Roethlisberger comandará o ataque em Pittsburgh. O que acontecerá depois dependerá de dois fatores: o rendimento de Big Ben em 2019 e a evolução de Rudolph na reserva. Caso Big Ben não demostre decadência nesses anos, ele poderá ter seu contrato que termina em 2019 renovado, mesmo com 38 anos e com Rudolph apresentando evolução. Afinal ele não é um jogador qualquer.

Agora, caso exista piora do desempenho de Big Ben e Rudolph impressione a comissão técnica (algo que não é normal de ver acontecendo com escolhas de terceira rodada na posição), poderemos ver a saída do camisa 7 de Pittsburgh ao final de 2019. O problema aqui é que a evolução de Rudolph pode ser prejudicada pelo drama de Roethlisberger.

A incerteza em Baltimore

Aí está outro que não ficou nada feliz com o resultado do draft de seu time. Joe Flacco se sentiu visivelmente incomodado quando o Ravens fez uma troca para cima para selecionar Lamar Jackson com a escolha número 32 no draft. Uma prova disso é a relutância do atual titular para falar sobre o assunto e o fato de ele ainda não ter nem conversado direito com calouro. Mas a situação de Flacco é pior que a de Big Ben. Além de não ter o mesmo talento, o quarterback já tem mostrado declínio nas últimas temporadas e está começando a sentir o peso da idade (nem todos são prodígios físicos como Tom Brady). Vale lembrar que o time já tinha contratado Robert Griffin III na free agency, mas esse não deve ver o campo em Baltimore.

A posição de titular no under center do Ravens neste ano depende diretamente de Flacco. Um 2018 pelo menos razoável deve ser o suficiente para mantê-lo como titular por toda a temporada. Porém o fantasma de Jackson está rondando. Não seria nada surpreendente se, após um início de temporada ruim, ele acabasse assumindo a titularidade ainda em seu ano de calouro. Afinal, ninguém seleciona um quarterback na primeira rodada para deixá-lo por muito tempo no banco.

Caso Flacco faça uma temporada ótima em 2018, ele pode ainda ser titular no próximo ano, mas é difícil vê-lo indo muito além disso. Seu contrato oficialmente vai até a temporada de 2021, mas o Ravens tem a possibilidade de cortar o jogador antes da temporada de 2020, o que provavelmente deve acontecer. Além de abrir espaço para Lamar Jackson, isso salvaria mais de 12 milhões no salary cap daquela temporada.

A aparente estabilidade em Cincinnati

Indiscutivelmente o quarterback mais tranquilo em sua titularidade na divisão. Mas até que ponto Andy Dalton tem como garantida a titularidade no Bengals? Desde 2011, ano em que foi draftado, o desempenho do jogador tem sido interessante mas não muito surpreendente. Ele teve bons números desde que entrou na liga, mas ainda passa longe de ser considerado um jogador de elite. Talvez o fator mais preocupante sejam as participações em playoffs desde que Dalton comanda o ataque do time. De 2011 até agora foram cinco visitas a pós-temporada, porém sem NENHUMA vitória. Um retrospecto que preocupa.

Apesar de tudo, Dalton está garantido no under center do Bengals pelos vindouros anos. No momento ele sequer tem alguém para brigar pela vaga por ele. Mas alguma evolução deverá acontecer para que a certeza da titularidade se mantenha.

 

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Leave A Reply