quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Compartilhe

Nos últimos anos, temos visto uma onda enorme de renovações ou contratações de quarterbacks com salários que não param de crescer. O problema é que alguns desses jogadores ainda têm muito o que provar, somando apenas uma temporada realmente boa, ou talvez até mesmo menos do que isso. As franquias da NFL têm se desesperado na hora de pagar os atletas da posição mais importante do jogo e, com isso, podem eventualmente quebrar a cara.

Leia textos exclusivos a cada semana sobre todos os times da NFL. Seja um assinante L32

Na inter-temporada do ano passado, Derek Carr renovou com o Oakland Raiders para se tornar o quarterback mais bem pago da liga. Poucos dias depois, esse contrato foi superado pelo de Matthew Stafford com o Detroit Lions. Passaram-se alguns meses para que o acordo de Jimmy Garoppolo com o San Francisco 49ers assumisse a alcunha de maior da NFL. Mais recentemente, perto do início da temporada de 2018, o recorde foi superado outras três vezes: Kirk Cousins com o Minnesota Vikings, Matt Ryan com o Atlanta Falcons e Aaron Rodgers com o Green Bay Packers.

Leia mais: O dilema chamado Le’Veon Bell

Leia também: Somos testemunhas de uma lenda chamada Aaron Rodgers

De todos esses seis, o único que é indiscutivelmente um jogador de elite é Aaron Rodgers – e ele provou isso na noite de domingo, quando comandou uma virada incrível sobre o Chicago Bears com uma perna só. Todos os demais – até mesmo Ryan, que já foi MVP da NFL em 2016 – ainda tem muito o que provar. Stafford e Cousins são veteranos sólidos, mas que nunca foram espetaculares, Carr foi excepcional em 2016 mas, assim como Ryan, caiu demais de produção em 2017, e Garoppolo ganhou seu contrato monstruoso com menos do que uma temporada completa como titular.

Além de Rodgers, Cousins também teve uma boa apresentação na semana 1 de 2018. Os outros quatro, porém, produziram apresentações desastrosas. Matt Ryan, Matthew Stafford, Derek Carr e Jimmy Garoppolo combinaram para dois touchdowns e onze interceptações. Números de causar inveja até mesmo em JaMarcus Russell.

Tudo começou na quinta-feira, com Ryan não conseguindo praticamente nada contra o Philadelphia Eagles. Apesar de estatisticamente ter sido o menos pior dos quatro citados acima, ele errou muitos passes em direção a Julio Jones, um dos principais recebedores da liga. Os dois, mesmo há anos juntos, não pareceram na mesma página. No domingo, Garoppolo teve um teste dificílimo contra a forte defesa do Vikings e também não conseguiu produzir coisas positivas.

O pior estaria por vir na segunda-feira: Stafford e Carr sofreram verdadeiros colapsos na sessão dupla do Monday Night Football. Ambos viram passes serem retornados para touchdown e falharam em mover as correntes na maior parte do tempo. Para piorar, sofreram pancadas que poderiam tirá-los da partida e até por mais tempo.

Para os quatro quarterbacks, fica evidente a necessidade de melhorar e justificar o valor neles investido. Cada um deles tem problemas diferentes, mas que apareceram de forma acentuada na primeira semana. A performance, olhando a cada lance, mais encorajadora foi a de Garoppolo, enquanto Carr e Stafford foram os que mais ficaram devendo.

Para as franquias, porém, fica a maior lição: a extrema quantia de dinheiro sendo paga a quarterbacks com pouco sucesso comprovado é válida? Além de comprometer espaço salarial, fica difícil mudar de nome na posição por alguns anos em caso de fracasso. Essa é uma preocupação que começa a aparecer especialmente em Oakland, com Carr vindo de um 2017 ruim e iniciando 2018 de forma ainda pior.

Notem que os times que podem pagar estrelas defensivas, como Los Angeles Rams, Chicago Bears e Philadelphia Eagles, têm seus quarterbacks em contratos de calouro, portanto, contando muito pouco no espaço salarial. Esse pode ser um dilema a dominar os próximos anos na NFL – pagar quantias exorbitantes ao seu quarterback ou investir em um elenco mais qualificado como um todo? As duas coisas juntas não são possíveis. Se Carson Wentz, Jared Goff e Mitch Trubisky se confirmarem como jogadores dignos de tais contratos, certamente o material humano que os cerca cairá de qualidade.

É uma liga de quarterbacks, mas quantos realmente podem decidir partidas contra qualquer defesa? Aaron Rodgers, Tom Brady e Drew Brees? O quanto realmente os demais merecem ganhar? Veremos o que o restante da temporada nos diz sobre o quarteto Ryan, Stafford, Carr e Garoppolo.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe