terça-feira, 6 de novembro de 2018

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O início da temporada 2018 trazia muitas esperanças aos torcedores do Green Bay Packers. O front office teve mexidas, com o antigo general manager Ted Thompson passando para um cargo de consultor sênior e o ex-scout Brian Gutekunst sendo promovido para substituí-lo. Aaron Rodgers, recuperado da lesão na clavícula que o tirou de praticamente toda temporada passada e com contrato renovado, estava de volta para liderar o ataque, agora comandado pelo coordenador ofensivo Joe Philbin, que voltava ao cargo após passagem de sucesso de 2007-11. O tight end Jimmy Graham chegou para ser um alvo diferenciado para Rodgers na posição e uma opção de qualidade na red zone.

Na defesa, Mike Pettine foi contratado como novo coordenador defensivo e prometia trazer um estilo agressivo, algo que deu muito certo nas suas passagens por Jets e Bills. Com alguns reforços escolhidos a dedo, como o DE Muhammad Wilkerson e a volta de Tramon Williams na secundária, era esperado que esse grupo pudesse ajudar Rodgers e o ataque a fazer uma campanha tranquila rumo aos playoffs.

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A temporada começou e rapidamente as dificuldades apareceram. Apesar da vitória contra o Bears no primeiro jogo, Rodgers lesionou o seu joelho, algo que viria a prejudicá-lo bastante nos jogos seguintes. A equipe oscilou bastante, alternando resultados positivos e negativos, e continuou perdendo jogadores importantes por lesões.

Hoje, entrando na segunda metade da temporada e com o recorde de 3-4-1, o Packers é o terceiro colocado na NFC Norte, dois jogos atrás do líder, o 5-3 Chicago Bears. O Minnesota Vikings é o segundo colocado com um recorde 5-3-1. Green Bay, tendo vencido Chicago e empatado com Minnesota, terá oportunidade de, nos confrontos diretos contra essas equipes, adquirir a vantagem nos critérios de desempate. Para isso precisará vencer os dois duelos de divisão, nas semanas 12 e 15, porém ambos fora de casa. No momento, o Packers está 0-4 em jogos longe do Lambeau Field.

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Outro grande problema, possivelmente o maior deles, tem sido o desempenho do head coach Mike McCarthy. Tido, no passado, como uma brilhante mente ofensiva que fazia ótimos ajustes e trazia novidades à liga, ele parece ter parado no tempo, continuamente colocando em campo um ataque sem criatividade que depende demais da genialidade de seu lendário quarterback. Apesar de ter em Aaron Jones um running back que tem sido muito eficiente no jogo terrestre com média de seis jardas por carregada em 58 tentativas, McCarthy e Philbin se recusam a estabelecer qualquer tipo de consistência no jogo corrido. Isso coloca muita responsabilidade nos ombros de Aaron Rodgers. O QB, que jogou no sacrifício várias partidas nesta temporada, acaba tendo seu trabalho dificultado e os números refletem isso. Ele tem completado 60.6% de seus passes na atual temporada, para muitos um bom número, mas para Rodgers simplesmente o mais baixo de sua carreira. Continuamente ele tem parecido frustrado e nada confortável operando o ataque de McCarthy.

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Já não é de hoje que McCarthy e Rodgers não se entendem, mas parece que 2018 marcará o último ano dessa parceria que rendeu um Super Bowl à Green Bay. Já se especula muito quanto à sua saída na cidade e o presidente da franquia, Mark Murphy, reestruturou a organização na última offseason, de maneira que ele tenha o poder para contratar e demitir o head coach quando achar necessário. Resta saber se McCarthy tem nele, ainda, uma última cartada para conseguir uma reviravolta na, até aqui, frustrante temporada do Packers. Eu acho improvável. Green Bay dependerá demais do seu franchise quarterback para dar a volta por cima. Neste momento, essa é a única esperança dos “cabeças-de-queijo”. McCarthy, em tom melancólico, caminha para seu fim em Green Bay.

4 downs

1st & goal: Em meio a um período tão turbulento na franquia, onde a equipe caminha a passos largos rumo a primeira escolha geral no próximo draft, conhecemos mais uma novidade sobre os bastidores da pífia e frustrante passagem de JaMarcus Russell por Oakland. O quarterback primeira escolha geral no draft de 2007 é tão famoso por possuir, na época, todos atributos físicos desejáveis em um franchise quarterback quanto por sua falta de dedicação como profissional.

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De acordo com seu ex-companheiro de time, o OL David Diehl, os treinadores do Raiders desconfiavam sobre Russell realmente estar se dedicando no aspecto mental do jogo e resolveram testá-lo. Começaram a dar filmes em branco para o QB estudar. Isso mesmo, Russell recebia um DVD, supostamente de jogadas defensivas dos adversários para serem estudadas, mas o DVD estava em branco. No dia seguinte o QB se apresentava para trabalhar dizendo ter assistido as “blitz packages” dos adversários. Lamentável. Não à toa ele se tornou, para muitos, o maior bust da história. Jogadores como Calvin Johnson, Joe Thomas, Patrick Willis e Darrelle Revis foram selecionados logo após o QB.

2nd & goal: No último domingo, o Cleveland Browns sofreu sua sexta derrota na temporada, 37 a 21 contra o Kansas City Chiefs. A mais intrigante notícia do dia veio das cabines de transmissão do FirstEnergy Stadium. O aposentado Bruce Arians, ex-treinador do Arizona Cardinals, declarou que a única vaga que o faria sair da aposentadoria seria a de head coach do Browns.

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Arians teve uma passagem por Cleveland, como coordenador ofensivo, de 2001-03. Ele ajudou a equipe a chegar aos playoffs em 2002, última vez que a franquia conseguiu o feito. Seu estilo agressivo, principalmente no jogo aéreo, usando muitos passes verticais, poderia ser a chave para o desenvolvimento do talentoso Baker Mayfield. Arians teve grande participação no desenvolvimento de Andrew Luck em Indianápolis e, posteriormente, ajudou o veterano Carson Palmer a voltar a jogar em alto nível quando ninguém mais acreditava na possibilidade. Se eu fosse o GM John Dorsey, com certeza agendaria uma entrevista com Arians nesta próxima offseason.

3rd & goal: O New Orleans Saints estará recebendo a visita de Dez Bryant nesta terça-feira. O polêmico ex-cowboy ainda não jogou em nenhuma equipe nesta temporada e a equipe de Nova Orleans pode ser o destino ideal para ele. Bryant necessita de uma oportunidade onde possa mostrar que ainda é capaz de ser o wide receiver dominante que foi em Dallas no passado. O Saints tem um potentíssimo ataque aéreo e nenhum QB na liga é mais capaz que Drew Brees, se tratando de colocar a bola nos lugares certos, onde apenas seus WRs podem fazer as jogadas. Apesar de não chegar para ser a primeira opção, Dez com certeza terá suas oportunidades e poderá acabar a temporada dando a volta por cima, numa equipe que deve brigar pelo Super Bowl.

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Gosto da idéia para o Saints também, adicionar outro WR grande e forte, com capacidade de ganhar passes contestados. Isso aliviaria o fardo do WR1 Michael Thomas e dificultaria ainda mais a vida das defesas adversárias. Agora resta saber como foi o workout e se as partes chegarão a um acordo.

4th & goal: No Monday Night Football, finalmente Marcus Mariota jogou o que se esperava dele desde o início da temporada. Contra a forte defesa de Dallas, ele terminou a noite completando 21 de 29 passes para 240 jardas e dois TDs. Ainda adicionou mais 32 jardas e um TD pelo chão. Mariota até teve dificuldades no início, mas a medida que o tempo foi passando, ele se sentiu cada vez mais confortável no jogo e lançou alguns dos passes mais bonitos de sua carreira.

Caso essa tenha sido a primeira de uma sequência de boas partidas, e não apenas um ponto fora da curva, o QB tem o potencial de levar Tennessee ao título da AFC Sul. O Texans vence mas não convence no momento, o Jaguars é decepcionante e o Colts ainda é muito inconsistente defensivamente. A divisão continua em aberto e a atuação de Mariota traz esperança aos torcedores do Titans.


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