terça-feira, 23 de outubro de 2018

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A grande notícia desta segunda-feira na NFL foi a troca do wide receiver Amari Cooper do Oakland Raiders para o Dallas Cowboys, com a franquia texana enviando uma escolha de primeira rodada no draft de 2019 para os (ainda) californianos. Era esperado tanto que o Raiders continuasse se livrando de seus jovens talentos herdados da gestão anterior (por mais que o GM Reggie McKenzie continue na franquia, quem manda agora é Jon Gruden), quanto que o Cowboys fosse atrás de um recebedor. Tanto que, aqui mesmo na Liga dos 32, nós sugerimos (e acertamos!) semana passada que essa troca poderia acontecer – vide link abaixo. Mas quais são os desdobramentos dessa negociação?

Pelo Cowboys, era evidente que o time precisava de ajuda na posição de recebedor. Por mais que também se possa argumentar que Dak Prescott não está jogando bem, e que o esquema de Jason Garrett não é exatamente o mais criativo da NFL, não dá para negar que grupo atual de wide receivers Dallas é bastante inconsistente e abaixo da média. Cooper é, possivelmente, o único WR do Cowboys que possa ser considerado um recebedor número 1, um alvo de segurança para seu QB. Logo, ele é sim uma adição interessante. Apesar de Cooper ter seus problemas e ainda não ter correspondido às expectativas por ter sido uma escolha tão alta no draft, é um recebedor mais hábil do que os que já estavam lá.

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Problemas, aliás, que fazem o preço pago por Jerry Jones nessa troca ser bastante questionável. Afinal, é preciso saber separar as análises: uma coisa é falar sobre Cooper ser uma boa adição ao elenco. O que, ao meu ver, ele é. Outra coisa bem diferente é avaliar se o que o time abriu mão para te-lo é justo. Amari tem problemas com drops e também não consegue se manter saudável por muito tempo. Não é isso o que você espera de alguém em quem você investe uma escolha de primeira rodada, um dos ativos mais valiosos que existem na NFL.

Mas porque então estaria Jerry Jones disposto a pagar tanto assim por ele? Porque está claro que suas intenções estão voltadas para o curto prazo. Mesmo com uma campanha negativa até aqui (3-4), Dallas está apenas 1,5 jogo atrás do líder da NFC Leste, o Washington Redskins, e existem sim chances de playoffs, mesmo que eles não sejam favoritos.

Olhando pelo lado do Raiders, é evidente a perda técnica com a saída de Cooper, mas isso pouco (ou nada) importa agora para Jon Gruden. Fica cada vez mais claro que a intenção do técnico era, desde o começo, era reconstruir totalmente o elenco. Gruden não tinha a menor confiança de que o elenco atual do Raiders conseguiria disputar uma vaga nos playoffs e preferiu abrir mãos de talentos como Cooper e, principalmente, Khalil Mack, para obter escolhas futuras no draft e remontar o elenco a sua maneira. Nenhum jogador está imune a este processo, talvez nem Derek Carr (mas quem sabe Kolton Miller sim). Se a troca de Mack é questionável, não dá para negar que ontem ele conseguiu um bom negócio, pelos motivos citados no penúltimo parágrafo antes deste.

Com tanta gente saindo, e tendo a possibilidade de o êxodo ser ainda maior na próxima offseason, o foco do Raiders aparenta estar em 2020, quando a franquia se mudará para Las Vegas. É lá que Gruden espera estar competitivo e brigando forte. Se dará certo ou não, só o tempo nos dirá.


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