quinta-feira, 2 de agosto de 2018

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Após uma sequência de bons trabalhos na Free Agency e, principalmente, nos últimos Drafts, o Jaguars finalmente explodiu em 2017. Com uma defesa dominante, a equipe de Jacksonville chegou muito próximo do último Super Bowl, ao ser derrotada pelo Patriots, em uma partida que teve chances reais de vencer. Na próxima temporada, o Jaguars é o franco favorito para vencer novamente a AFC Sul. No entanto, algumas mudanças promissoras nos adversários, e os bons e imprevisíveis QBs da divisão, podem surpreender o atual vice-campeão da Conferência Americana.

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Olhando para a divisão e considerando as movimentações das equipes nesta offseason, é factível pensar que todos os times parecem estar melhores do que na última temporada. Entretanto, é válido mencionar que a offseason é o momento de altas expectativas em que quase todos os torcedores acreditam que seus times terão uma grande evolução. A história nos mostra que isto poucas vezes se concretiza. O mais comum é a grande empolgação da offseason, se transformar em uma montanha de frustração. Feita esta ressalva, é o momento de analisarmos a situação da AFC Sul.

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O Jaguars, após a ótima campanha em 2017, como não podia ser diferente, entra como o favorito para vencer a divisão. Mantendo toda a estrutura de sua brilhante defesa, e ainda adicionando mais qualidade e profundidade ao setor, não podemos esperar nada menos do que uma defesa Top 3 em 2018. No lado ofensivo, as saídas de Mercedes Lewis e, principalmente, Allen Robinson, são relevantes do ponto de vista técnico. Porém, considerando que Austin Seferian-Jenkins é uma reposição de bom nível,  e que Robinson praticamente não jogou em 2017, não será um grande problema a adaptação da unidade sem os jogadores. Ainda no ataque, a ótima contratação do OG Andrew Norwell, o melhor OL disponível no mercado, além de trazer estabilidade para a OL, será de grande auxílio para o RB Leonard Fournette que, após uma boa temporada de calouro, tem tudo para explodir. No entanto, é na posição de QB que as coisas se tornam mais complicadas para o Jaguars.

Apesar de ter feito uma temporada acima, inclusive, das expectativas de muitos, Blake Bortles continua sendo o ponto mais frágil deste time. Por mais que, na última temporada, o QB tenha conseguido ser mais inteligente no cuidado com a bola, registrando a sua menor taxa de interceptações em um ano (13), além de seu melhor percentual de passes corretos (60,2), está claro que estamos diante de um jogador limitado. É exatamente neste contexto que a AFC Sul se torna bastante interessante para a próxima temporada. Ao mesmo tempo em que o Jaguars tem o melhor e mais estruturado time, a equipe também possui o pior QB da divisão. E, diferente das últimas temporadas, os seus três adversários contam com QBs jovens, talentosos e que, embora cercados por algumas incertezas, são bem mais qualificados do que Bortles.

Em 2017, o Texans, que também conta com uma defesa respeitável, teve momentos verdadeiramente empolgantes protagonizados por Deshaun Watson. O ex-jogador de Clemson foi uma das grandes sensações da última temporada quando assumiu a posição de titular e, em apenas 6 jogos, conseguiu 1699 jardas e, impressionates, 19 TDs. Entretanto, a séria lesão em seu joelho encerrou a participação do jogador prematuramente. Pensando na próxima temporada, as incertezas no Texans passam não só pela volta de Watson, mas também de outros dois atletas importantíssimos: JJ Watt e Whitney Mercilus. Outro grande ponto de interrogação é o desempenho da OL. Segundo o Pro Football Focus, a Linha Ofensiva da equipe foi a pior da última temporada. As chegadas de Senio Kelemete, Zach Fulton e Martinas Rankin serão bem importantes, porém estão longe de garantir a resolução dos problemas da unidade. Com um QB voltando de lesão, e precisando encarar, dentre outros, o pass rush do Jaguars duas vezes no ano, o Texans terá no desempenho da OL um fator crucial para os rumos de sua temporada. Em teoria, a equipe de Houston tem o talento necessário para fazer frente aos adversários da divisão, porém a quantidade de dúvidas, principalmente, sobre o nível que jogadores fundamentais retornarão após sérias contusões, torna o Texans o mais imprevisível na AFC Sul.

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Em Tennessee, as expectativas são realmente positivas. Observando o trabalho feito até aqui, a classificação aos playoffs na última temporada, além da chegada de alguns reforços fundamentais que discutimos no texto destacado acima, o Titans é um time que pode almejar coisas grandes em 2018. A chegada da nova comissão técnica, mais jovem e moderna, capitaneada por Mike Vrabel, trás muito do que faltou ao grupo que era comandado por Mike Mularkey. A falta de experiência de Vrabel como treinador principal é algo que precisa ser considerado, contudo a mudança tem boas possibilidades de ser positiva em relação ao ultrapassado comando de Mularkey. O grande beneficiado desta alteração tende a ser Marcus Mariota. O QB terá a oportunidade de atuar com o novo coordenador Ofensivo, Matt LaFleur, que vem de trabalhos com Kyle Shanahan e Sean McVay; duas das melhores mentes ofensivas da NFL. Sobre Mariota, é interessante mencionar que o QB está entrando em um momento importante de sua carreira. Com esta boa estrutura a sua disposição, ele precisará entregar mais do que fez até aqui em sua carreira; a cobrança será bem maior (com justiça) em seu 4ª ano na NFL.

No Colts, a notícia de que Andrew Luck está treinado é a melhor possível para a torcida. Jogador de talento incontestável, Luck tem sofrido com lesões. A equipe de Indianapolis não pode ser totalmente descartada da briga interna da divisão por contar com um jogador deste nível, no entanto, o (bom) trabalho feito pela direção da equipe é interessante, mas, obviamente, não é planejado para ter resultados relevantes já em 2018. Todavia, para que o Colts tenha alguma possibilidade nesta temporada, Andrew Luck teria que voltar jogando em seu mais alto nível e, mesmo assim, em uma equipe em reconstrução, seria difícil competir com Jaguars e Titans; para citar apenas times da divisão em um estágio mais avançado de amadurecimento. A postura do Colts durante a offseason demonstra esta ideia de se reconstruir. Poucas movimentações na Free Agency, e um Draft que contou com um Trade Down que rendeu picks que serão importantes para este processo. É provável que, caso Luck esteja recuperado e jogue toda a temporada, o Colts tenha uma campanha superior a da última temporada, onde conseguiu apenas 4 vitórias. Entretanto, a verdade é que ter Andrew Luck saudável já seria um “resultado” maravilhoso para o Colts em 2018.

Com tudo o que discutimos aqui, é inegável que a AFC Sul tem um cenário realmente interessante para a temporada vindoura. Com duas equipes de playoffs, o Texans com Watson e JJ Watt, além do Colts com Andrew Luck, a divisão tem tudo para ser bastante disputada e, quem sabe, surpreendente. Mesmo com o justo favoritismo atribuído ao Jaguars, as outras três equipes possuem, dentro de suas possibilidades, condições de tornar cada partida da AFC Sul uma atração dentro da – muitas vezes – previsível Conferência Americana.


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