quinta-feira, 14 de junho de 2018

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Desde que Ben McAdoo foi demitido no meio da temporada passada, a diretoria do Giants deixou claro que mudanças profundas aconteceriam na equipe. Steve Spagnuolo foi o escolhido para assumir interinamente o cargo de Head Coach enquanto a temporada não acabava. O então coordenador defensivo da franquia era muito respeitado internamente, porem, nem ele sobreviveu as fortes mudanças em todos os níveis da franquia de Nova York. Quando o novo Head Coach, Pat Shurmur, foi anunciado, ele teve total liberdade para montar sua comissão técnica e trouxe um nome novo para o setor defensivo, James Bettcher, ex coordenador defensivo do Arizona Cardinals. E com o jovem treinador, muitas mudanças são esperadas do lado azul de Nova York.

A começar pelo sistema. Apesar de já utilizar vários snaps em um sistema hibrido entre 4-3 e 3-4, o Giants seguia usando majoritariamente o 4-3, onde temos quatro jogadores de linha defensiva e três linebackers. No entanto, Bettcher é conhecido por utilizar o 3-4, variando entre blitzs e coberturas para tornar sua unidade mais dinâmica. Após anos usando um mesmo esquema, o Giants retorna ao sistema que marcou a franquia nos anos 90 e rendeu 2 Super Bowls para o time, com uma unidade conhecida como Big Blue Wrecking Crew, liderada por Lawrence Taylor, um dos maiores pass rushers da história.

Com uma mudança no esquema, são esperadas mudanças nos titulares também, visto que muitos não tem a maleabilidade de variar sua maneira de jogar entre sistemas. Para isso, diversos reforços chegaram tanto via free agency quanto pelo Draft. Começando pela linha defensiva, teremos os prováveis titulares com Dalvin Tomlinson – Damon Harrison – B.J Hill. Um grupo extremamente forte e pesado, tendo como sua principal qualidade o combate ao jogo terrestre. Damon Harrison é eleito ano após ano o DT com maior nota da PFF (site que usa de estatísticas avançadas para avaliar jogadores) parando corridas e agora voltará a jogar na posição de origem, sendo um Nose Tackle de fato. Dalvin Tomlinson deu entrevista recentemente dizendo que gostou da mudança, pois era com esse esquema que ele jogou todos os seus anos em Alabama, então está mais que familiarizado. E o rookie Hill é bem equilibrado, conseguindo fazer uma pressão razoável no QB enquanto utiliza do seu grande porte físico para combater também corridas.

Já o corpo de Linebackers vem totalmente remodelado. B.J Goodson foi o único que restou da unidade da ultima temporada e ganhará novos companheiros. O principal deles é Alec Ogletree, que chegou via troca com o L.A Rams e jogará como Mike, o principal linebacker de dentro do esquema, ao lado de Goodson. Já pelo outside teremos Olivier Vernon, como principal pass rusher. O jogador que jogou suas ultimas temporadas como DE de 4-3 já está oficialmente listado como OLB e não deve ter problemas para se adaptar ao esquema. No entanto, a segunda vaga de OLB está sendo uma incógnita. Josh Mauro e Lorenzo Carter chegaram, mas ainda levantam incertezas sobre si. O primeiro, vindo do Arizona Cardinals, seguindo seu coordenador, foi pego no anti doping e está suspenso dos 4 primeiros jogos da temporada, teoricamente abrindo espaço para o calouro. No entanto, Carter ainda está sendo testado também como ILB, atuando por dentro da unidade, como fez em alguns jogos por Georgia, já que talvez sua habilidade como pass rusher ainda não seja suficiente para atuar em nível NFL.

Já a secundaria está mais clara e não deve mudar muito em relação ao último ano. A grande mudança fica por conta da ausência de Dominique Rodgers-Cromartie, que vinha de bons anos com a equipe, porem, devido ao alto salário, foi cortado e segue como free agent. Dessa forma, a posição de cornerback deve ter Janoris Jenkins como CB1 e Eli Apple, que aparenta ter superado as crises de relacionamento do ano passado, como CB2. Enquanto a posição de slot deve ficar com William Gay, vindo do Pittsburgh Steelers. Um pouco mais atrás, na posição de safety, Landon Collins segue soberano atuando perto da linha como Strong Safety, enquanto no fundo, como Free, Andrew Adams parece ter conquistado a vaga que disputou com Darian Thompson ano passado.

Como podemos ver, a defesa dos Giants vem bastante diferente em relação ao ano passado, principalmente no Front Seven, onde as mudanças de esquema serão mais sentidas. Depois de uma temporada trágica com uma campanha de 3-13, o torcedor da equipe anseia por melhora, e uma chacoalhada como essa no sistema defensivo deve abalar as estruturas e o otimismo dos fans, em busca de um ano com melhores resultados para o lado azul de Nova York.

 

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