terça-feira, 25 de setembro de 2018

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Um dos times que mais chama atenção neste começo de temporada é o Miami Dolphins, que não apenas segue invicto, mas já abriu dois jogos de vantagem na liderança da AFC Leste, graças ao começo vacilante do New England Patriots. Mas a boa campanha não significa necessariamente que a desconfiança que pairava sobre o time no começo do ano por parte do público geral tenha se dissipado. Afinal, foram vitórias apertadas sobre adversários teoricamente não tão fortes. Até onde então os torcedores do Dolphins podem ficar animados com a campanha atual do time?

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É possível separar as coisas. Sim, o Dolphins teve uma boa dose de sorte até aqui. O jogo de estreia contra o Tennessee Titans foi marcado pela longa pausa causada pelo mau tempo em Miami, e também pelo adversário ter perdido Marcus Mariota, Delanie Walker e Taylor Lewan – todos peças cruciais no ataque. Na semana seguinte, veio o confronto contra o New York Jets, que jogou em semana curta, algo inédito na carreira profissional de Sam Darnold – que jogou bem mal – e por fim o confronto contra o Raiders, uma das franquias mais disfuncionais da NFL no momento, e que jogou em Miami quando ainda era manhã de domingo na Califórnia, algo que sempre atrapalha as equipes da Costa Oeste.

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Isto posto, é óbvio que a equipe de Adam Gase tem muitos méritos, e merece ser valorizada por eles. O Dolphins sofreu muito no ano passado pelo jeito, digamos, desinteressado, com o qual Jay Cutler conduzia as partidas. O retorno de Ryan Tannehill faz do Dolphins um time melhor. Com sua presença na equipe no médio prazo colocada em xeque antes da temporada, o veterano respondeu distribuindo muito bem a bola, acertando mais de 70% dos seus passes. O próprio Gase também tem abusado da criatividade, incluindo uma chamada de passe do WR Albert Wilson para o também WR Jakeem Grant, que resultou em um touchdown de mais de 50 jardas. O jogo corrido também vai bem, com média de quase 100 jardas por partida, em que pese uma atuação abaixo da média do setor no jogo contra Oakland, que derrubou um pouco os números gerais, que seguem bons.

A defesa também tem jogado muito bem, o que se nota melhor quando você analisa o contexto envolvido nos jogos. A linha defensiva, especialmente, vem sofrendo muito com lesões. A perda de William Hayes, especialmente, será bastante sentida. Ele rompeu o ligamento cruzado do seu joelho ao tentar evitar uma falta no QB Derek Carr. A situação na DL ficou tão crítica, entre outras lesões e a expulsão do DT Akeem Spence, que foi necessário que o guard Jesse Davis alinhasse como defensive tackle em alguns snaps. Mesmo assim, a unidade conseguiu segurar o jogo corrido do Raiders a uma média de pouco mais de 3 jardas por tentativa de corrida, além de 3 sacks em Carr.

A secundária também merece destaque, especialmente com Xavien Howard, que discretamente vai se colocando seu nome entre os bons CBs da NFL. O calouro Minkah Fitzpatrick também foi bem, com alguns momentos de inconsistência – o que é normal – mas diversos bons momentos atuando tanto como nickelback tanto como safety, substituindo o Pro Bowler Reshad Jones.

No fim das contas, o Dolphins mostrou, sim, várias qualidades e é um time claramente acima do que jogou no último ano. Para sonhar com playoffs, Tannehill precisa manter o bom nível. Também ajudará se a defesa conseguir se manter saudável para enfrentar os potentes ataques dos melhores times da Conferência. O próximo jogo, contra New England, será evidentemente crucial. É um confronto direto e o poderoso oponente não enfrenta Miami em um momento de tanta fragilidade já faz uns bons anos. O que não faz da partida um confronto menos difícil. Será o melhor teste possível para sabermos até onde o Dolphins pode ir.


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