terça-feira, 18 de setembro de 2018

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Teoricamente, a temporada da NFL acabou de começar e todas as equipes estão lutando, no mínimo, por uma vaga na pós-temporada. Porém, na prática, os números e a história nos mostram uma situação bem diferente. Desde 2009, apenas 6 de 77 times que iniciaram suas campanhas perdendo os dois primeiros jogos, se classificaram para os playoffs. Esse aproveitamento de 8.5% nos mostra, por mais decepcionante que seja, que a temporada de vários times já está comprometida.

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No ano passado, nove equipes começaram a temporada com duas derrotas. Dentre elas, apenas o New Orleans Saints foi capaz de chegar à fase mata-mata. O Los Angeles Chargers foi a única outra equipe capaz de terminar o ano com mais vitórias do que derrotas, mesmo assim, não se classificou aos playoffs. Chicago Bears, Cincinnati Bengals, Cleveland Browns, Indianapolis Colts, New York Giants, New York Jets e San Francisco 49ers terminaram suas temporadas com campanhas negativas após o começo 0-2.

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Entrando na semana 3, temos sete equipes com o amaldiçoado começo 0-2. Arizona Cardinals, Buffalo Bills, Detroit Lions, Houston Texans, New York Giants, Oakland Raiders e Seattle Seahawks terão que lutar muito para se tornarem exceções à regra e alcançarem a pós-temporada. Mas quais dessas equipes realmente podem ter esperança de conseguir tal feito? Separei os times em três grupos, são eles:

Grupo 1: FALA SÉRIO

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CARDINALS e BILLS

Duas equipes que definitivamente tem pouquíssimas chances de darem a volta por cima são Arizona e Buffalo. Apresentando o pior “football”  das duas primeiras semanas, essas são, no momento, as franquias favoritas a acabarem o ano com a posse da escolha número um do draft de 2019.

O Cardinals tem um começo desastroso totalmente inesperado, após as escolhas do novo head coach Steve Wilks e do novo quarterback Sam Bradford estarem se mostrando equivocadas nesse primeiro momento. Já o Bills está no segundo ano de uma reconstrução completa do seu elenco e a temporada de 2018 será muito mais de desenvolvimento e análise dos jovens talentos do que qualquer outra coisa. Seria necessário praticamente um milagre para que uma dessas duas equipes consiga a improvável reviravolta.

Grupo 2: LUZ NO FIM DO TÚNEL

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LIONS, GIANTS e SEAHAWKS

Para essas franquias há uma esperança, ainda que seja mínima. O Lions mostrou uma boa melhora da semana 1 para a 2. O novo HC Matt Patricia é um especialista em defesa e, se conseguir consertar a pífia secundária do time, o time crescerá muito neste lado da bola. No outro lado, o QB Matt Stafford vem decepcionando, mas já mostrou no passado que é talentoso o suficiente para levar sua equipe às vitórias.

Em Nova Iorque a situação é, de certa forma, parecida. A diferença é que Eli Manning não tem sido o mesmo a muito mais tempo. Sua linha ofensiva não tem o ajudado, mas foram as primeiras duas partidas do novo grupo desde que se juntaram e há esperanças para que consigam melhorar suas atuações com mais entrosamento. Caso isso aconteça, o talentosíssimo running back novato Saquon Barkley estabelecerá o jogo corrido, facilitando muito a vida de seu veterano QB e seus talentosos alvos, como Evan Engram e principalmente Odell Beckham Jr. Isso pode ser o suficiente para colocar o Giants na briga.

A última equipe desse grupo é o Seahawks, um time que está longe de ser a potência de algumas temporadas atrás. De fato, o produto apresentado em campo tem sido bem decepcionante e a única razão de Seattle não estar no mesmo grupo que Arizona e Buffalo chama-se Russell Wilson. Mesmo contando com pouca ajuda, o dinâmico QB já mostrou que é capaz de colocar a equipe nas costas e mantê-la competitiva. Se o HC Pete Carroll achar uma maneira de maximizar a produção do ataque ao seu redor, ainda há uma esperança.

Grupo 3: VAMO QUE DÁ!

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TEXANS e RAIDERS

Eis os meus favoritos à tão improvável volta por cima. Ambas as equipes estão longe de ser garantias de sucesso nessa empreitada, mas são as que possuem melhores chances na minha opinião. Texans e Raiders vem de derrotas apertadas na semana 2, contra rivais de divisão, jogos que poderiam facilmente terem finais diferentes.

Houston é a equipe mais talentosa dentre todas que começaram 0-2. A defesa liderada por J.J. Watt, Jadeveon Clowney e Tyrann Mathieu é fortíssima, apesar de alguns problemas na posição de cornerback. O ataque conta com DeAndre Hopkins, um dos melhores recebedores da liga. Will Fuller V é perigosíssimo com sua velocidade em rotas longas e o running back Lamar Miller tem jogado muito bem. Na sua segunda partida pós-lesão de ligamento do joelho, o QB Deshaun Watson já relembrou o novato promissor da temporada passada e a tendência é que se sinta cada vez mais confortável à cada semana. Se eu tivesse que apostar em uma equipe dentre todas as citadas, essa equipe seria o Texans.

O Raiders também possui muito talento, principalmente no ataque. Após um primeiro jogo muito abaixo da média, na semana 2 o QB Derek Carr relembrou o empolgante jogador que foi em 2016. O novo HC Jon Gruden é famoso por ser um especialista trabalhando com quarterbacks e a tendência é que Carr continue jogando bem a cada novo jogo no esquema de seu treinador. A linha ofensiva é sensacional, o RB Marshawn Lynch ainda tem gasolina no tanque e o WR Amari Cooper continua se estabelecendo como um dos melhores recebedores na NFL. O que tem afastado Oakland de ser um time completo é a falta de um pass rush confiável (eu sei no que você está pensando), mas melhorando nessa área, o Raiders pode sim dar a volta por cima. O tempo dirá.

4 DOWNS

1st & goal: Uma semana após lamentar a situação do WR Martavis Bryant, cortado pelo Raiders e muito provavelmente suspenso pela NFL por uso de substâncias proibidas novamente, aqui estou eu, surpreso por sua volta ao time ainda na semana passada. Bryant foi recontratado na quarta-feira e atuou contra o Broncos, recebendo 4 passes para 30 jardas. Ele é parte integral do ataque aéreo do Raiders e quanto à sua supensão, tudo continua bem incerto neste momento.

2nd & goal: Outro talentoso mas problemático wide receiver encontrou uma nova casa. O ex-Brown Josh Gordon continuará sua interminável reabilitação em Foxborough, após ser trocado para o Patriots por uma escolha de quinta rodada e outra condicional de sétima. Gordon não poderia estar num lugar melhor para voltar a ser o dominante jogador que vimos na temporada 2013, mas será que ele conseguirá vencer seus próprios problemas pessoais? Tenho minhas dúvidas e Bill Belichick nunca foi muito tolerante com falta de profissionalismo por parte de seus jogadores.

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3rd & goal: O QB Ryan Fitzpatrick vem liderando o Tampa Bay Buccaneers num impressionante início de temporada com duas vitórias em dois jogos. Fitz lançou para 819 jardas, 8 TDs e apenas uma interceptação, com rating de 151.5 nesse breve período. Apesar de estar surpreendendo a todos, o início sensacional de “Fitzmagic” não é nenhuma novidade. Em 2011 ele liderou o Bills a um início 3-0, passando para 841 jardas, 9 TDs e apenas 3 INTs. Suas performances lhe renderam o prêmio de jogador do mês da AFC e uma renovação de $60 milhões por seis anos. Obviamente o sucesso do início não se manteve e Fitz terminou o ano com 24 TDs e 23 INTs, a grande maioria delas sendo decisivas em derrotas do Bills.

Torcedores do Jets passaram pelo mesmo ciclo em 2015 e 2016, com um primeiro ano de “FitzMagic” e o seguinte de “FitzTragic”. Torço para que 2018 seja diferente, se tratando de um cara que por onde passa coleciona admiradores pelo seu carisma e profissionalismo, mas seu passado não me inspira confiança.

4th & goal: O CB Vontae Davis simplesmente se aposentou no intervalo de um jogo, indo para o vestiário, trocando de roupa e abandonando o estádio. Isso aconteceu no jogo entre Bills e Chargers no último domingo. Mais tarde, Davis apontou sua frustração por não conseguir desempenhar o seu trabalho em alto nível como de costume no passado, pré-lesões, como o principal motivo.

Compreendo a frustração de Davis. Nada é pior para um atleta do que não conseguir desempenhar sua função devido a recorrentes lesões. Porém nada justifica o jogador abandonar seus companheiros no meio de uma partida. O Bills já não contava com dois CBs machucados naquele momento, e Davis não teve a hombridade de ajudar seu time por pelo menos mais dois quartos antes de aposentar. Atitude egoísta e vergonhosa de um experiente veterano.


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