segunda-feira, 15 de outubro de 2018

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Este espaço nas segundas-feiras durante a temporada traz o que de melhor ou pior aconteceu em cada rodada, apontando seus maiores destaques e decepções, antes do Monday Night Football, que nessa semana 6 será o confronto entre San Francisco 49ers e Green Bay Packers. Então, sem maiores enrolações, vamos aos destaques e decepções:

Domínio pela terra!

Muito se fala do menor valor de running backs hoje na NFL. Isso pode até funcionar como regra, mas para toda regra existem exceções. Os jogadores de elite nesta posição fazem muita, mas muita diferença durante uma partida. E nesta rodada tivemos ótimos exemplos disso. Na noite de quinta-feira, mesmo sem conseguir evitar a derrota de seu time, Saquon Barkley teve mais um desempenho memorável. Além de correr para 130 jardas e 1 TD com média de 10 por tentativa, recebeu a bola de Eli Manning para mais 99 jardas. É absolutamente discutível pegar um RB com a segunda escolha do draft, mas Barkley tem se mostrado um talento único.

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Já neste domingo, Todd Gurley, só para variar um pouco, foi impressionante. Contra um Broncos que já sofreu contra Isaiah Crowell na última semana, Gurley teve o melhor desempenho de sua carreira, com 208 jardas pelo chão e anotando 2 touchdowns. Latavius Murray aproveitou muito bem a chance de ser o principal corredor com a ausência de Dalvin Cook e amassou o Arizona Cardinals na vitória de 27 a 17 aplicada pelo Vikings. Foram 155 jardas e 1 touchdown anotado pelo jogador, que mesmo carregando a bola 24 vezes durante a partida conseguiu média de 6,5 jardas por tentativa.

Um running back que normalmente fica erroneamente fora do radar de muita gente é Melvin Gordon. Seu 2017 foi ótimo e até agora seu 2018 está ainda melhor! Peça chave na vitória sobre o Browns, Gordon correu para 132 jardas com média de 7,3 por tentativa e TRÊS touchdowns. Ano passado o atleta já foi o sétimo com mais jardas pelo chão na liga. Este ano está na segunda posição.

Brock F**king Osweiler!

Quando você, torcedor, vê seu time perder o quarterback titular para uma lesão, o desespero começa a bater. Agora quando olha para o banco de reservas e vê que Brock Osweiler é a melhor opção lá, a situação fica ainda pior. Porém o que era em teoria uma derrota quase certa, especialmente jogando contra a forte defesa do Bears liderada por Khalil Mack, se tornou uma vitória surpreendente na prorrogação!

O jogo em si, mesmo que parelho, não foi agradável de se ver. Nenhum dos dois times jogou bem, tanto ofensiva quanto defensivamente. Mas Osweiler mostrou que sua supremacia contra o Bears está firme (são 3 vitórias e nenhuma derrota contra a franquia de Chicago) e teve um desempenho bom lançando para 380 jardas e 3 TDs, com duas interceptações (uma que não foi sua culpa). Destaque também nesta vitória para o veteranasso Frank Gore, que colocou mais uma partida de mais de 100 jardas em sua conta.

America’s Team esmaga o Jaguars

O que aconteceu com a defesa do Jacksonville Jaguars, que costumava ser tão dominante? Nas últimas duas semanas foram 70 pontos cedidos para os adversários. Semana passada pode ser até “desculpável”, afinal foi contra o poderoso ataque do Kansas City Chiefs. Mas esta semana foi contra o Dallas Cowboys, cujo ataque não é tão impressionante assim. Ezekiel Elliot (106 jardas e 1 TD) e Cole Beasley (101 jardas e 2 TDs) foram os principais destaques do Cowboys na partida.

Parte da culpa dessa queda no desempenho pode ser atribuída ao ataque do time. A ausência de Leonard Fournette e sua capacidade de estabelecer um ótimo jogo corrido está sendo muito sentida. E sem ele Blake Bortles não consegue sustentar o ataque em campo, fazendo com que a defesa jogue muito e se canse muito. E como estamos carecas de saber, uma defesa cansada cai de desempenho. Isso é pior ainda em um time que tem como seu pior atributo o lado defensivo da bola.

Pobres de alguns quarterbacks

Este domingo foi péssimo para Marcus Mariota. E não estou nem falando das magras 117 jardas lançadas pelo quarterback. E nem do fato do ataque liderado por ele não ter conseguido um ponto sequer contra o Ravens. Mariota comeu grama. Muita grama. Contra o Titans, o Ravens aplicou seu recorde de sacks em uma partida. Foram 11, sendo 3 de Za’Darius Smith (que também forçou um fumble), Patrick Onwuasor com mais 2 e ainda Terrell Suggs, Matt Judon, Tony Jefferson, Kenny Young, Anthony Levine Sr., e Chris Wormley com um sack cada.

A situação de Derek Carr não foi tão ruim quanto a de Mariota, mas também não foi fácil. O pass rush do Seahawks, mesmo não sendo lá tão bom, vai estar nos pesadelos do quarterback esta noite. Foram 6 sacks aplicados sobre o jogador, distribuídos entre Jarran Reed, Frank Clark, Branden Jackson, Quinton Jefferson e Shamar Stephen. Com toda essa pressão e um playbook sem nenhuma criatividade (passes curtos e corridas a tarde toda), o máximo que Carr conseguiu fazer foi colocar o Raiders em posição para chutar um field goal, para marcar os “pontos de honra” na derrota por 27 a 3.

Menos um invicto!

Entrando neste domingo a noite, quarterbacks com 25 anos ou menos que enfrentaram o New England Patriots no Gillette Stadium, em Boston, tinham apenas 1 vitória e 42 derrotas. A única vitória foi em dezembro de 2012, para um 49ers então liderado por Colin Kaepernick. Isso tudo trouxe bastante expectativa para o encontro da sensação Patrick Mahomes, de apenas 23 anos, com o Patriots de Bill Belichick e Tom Brady. Mas o time da casa fez valer as estatísticas e despachou o então invicto Chiefs.

Mas a vitória não veio fácil, longe disso. Qualquer um dos dois times poderiam ter saído com a vitória. No final, venceu quem teve a última posse de bola durante a partida.  Ambos os ataques foram bem (vide o placar de 43 a 40). Pelo Chiefs, Mahomes lançou para 4 touchdowns, 3 para Tyreek Hill, que acabou o jogo com 142 jardas recebidas e 1 para Kareem Hunt, que teve 80 jardas por terra e 105 pelo ar. Nos Patriots, Brady liderou o ataque para mais uma vitória no 2-minute warning, muito auxiliado pelo jogo corrido liderado por Sony Michel (106 jardas e 2 TDs) e por Rob Gronkowski, que foi decisivo no final da partida e converteu 97 jardas nas 3 vezes que recebeu a bola. Não é nada difícil de imaginar uma revanche entre essas equipes na final da AFC desta temporada.

Outros destaques e decepções:

  • O Falcons teve problemas na metade final da partida contra o Buccaneers com a perda de Calvin Ridley e Mohamed Sanu para lesões. Porém o time contou com um Matt Ryan excepcional durante esta tarde, mesmo com dois alvos a menos. Foram 31 passes certos de 41 tentados, 354 jardas e 3 touchdowns lançados, especialmente para Julio Jones, que teve um ótimo desempenho com 143 jardas recebidas.
  • Na partida entre Texans e Titans, nenhuma das linhas ofensivas funcionou. Tanto Deshaun Watson quanto Josh Allen foram pressionados durante toda a partida. O primeiro acabou sofrendo 3 fumbles e 7 sacks. O segundo, sofreu apenas 2 sacks, mas acabou machucando o cotovelo, lesão que o tirou da partida mais cedo.
  • O calouro Sam Darnold teve talvez o melhor jogo de sua curta carreira como quarterback na NFL. Mostrando precisão e boa capacidade de tomada de decisão, conseguiu completar 80% dos passes que tentou para 280 jardas e dois touchdowns na vitória por 42 a 34 sobre o Indianapolis Colts.
  • Eli Manning está segurando o que o ataque do Giants pode render. O quarterback não confia em sua linha (que realmente deixa a desejar) e nem tem mais mobilidade para se livrar de pressão, o que faz com que ele se livre da bola com pressa, em passes arriscados, sem precisão e sujeitos a interceptações. Infelizmente ele não tem mais capacidade de liderar seu time a onde o torcedor deseja.
  • Bradley Chubb finalmente mostrou a que veio! Seu desempenho contra o Rams foi muito bom, com 3 sacks sobre Jared Goff e domínio sobre o tackle  Andrew Whitworth. A tão aguardada parceria com Von Miller (1,5 sacks na partida) está começando a tomar forma. Pobre de Josh Rosen, que enfrentará a defesa do Broncos semana que vem.

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