sexta-feira, 2 de junho de 2017

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Em 2016, o Miami Dolphins foi um time extremamente mediano em sua defesa contra o passe. Quarterbacks adversários tiveram um rating de 88,7 quando enfrentando a equipe, apenas a décima sétima melhor marca da liga. O número de touchdowns aéreos cedidos (30) é muito preocupante. Em uma divisão com Tom Brady, melhorar no quesito é fundamental.

São duas as estrelas dessa secundária: o cornerback Byron Maxwell e o safety Reshad Jones. Infelizmente, falta regularidade a ambos. Para o primeiro, é na performance mesmo que as questões aparecem. Após se destacar como membro da Legion of Boom em Seattle, ele assinou um contrato monstruoso com Philadelphia e regrediu imensamente: teve nota de apenas 52,3 do ProFootball Focus em 2015, uma das piores da NFL. Trocado para o Dolphins, pareceu se reencontrar, sendo o décimo primeiro melhor atleta da posição em 2016 de acordo com a mesma métrica. Precisa provar que o péssimo ano retrasado foi apenas um acidente e que pode liderar a unidade do time da Flórida.

Com Jones, o problema é outro: a saúde. Quando em campo, é sem dúvidas um dos principais defensores do futebol americano atual. Mas, em 2016, ele só atuou em seis partidas e também já havia perdido tempo em 2014. Recuperado da lesão do manguito rotador que sofreu, volta para causar terror nos ataques adversários. Quem se lesionou de forma muito mais grave, infelizmente, foi aquele que seria seu provável companheiro: Isa Abdul-Quddus possivelmente precisará encerrar a carreira com problemas no pescoço e foi dispensado da equipe.

Se Reshad Jones é um safety de primeiro escalão, Abdul-Quddus é sólido, mas nada espetacular. Quando dissemos que essa é uma secundária mediana, é porque ela era a cara do ex-Detroit Lions. Para seu lugar, foi contratado um jogador que tem notas parecidas de acordo com diversas métricas – TJ McDonald. Vindo do Los Angeles Rams, ele manteria exatamente o mesmo nível de atuação que o seu predecessor lesionado. Só que existe um problema: devido à política de abuso de substâncias, foi suspenso por oito jogos para o início da temporada de 2017.

Com isso, a vaga ao lado de Jones deve ficar com Nate Allen. E Allen, meus amigos, é ruim. Você não quer que ele seja titular da sua secundária em hipótese alguma. A outra opção seria Walt Aikens, mas trata-se de um atleta que praticamente só aparece nos special teams.

Ou seja, para se sair bem com seus safeties, o Dolphins precisa de Reshad Jones saudável. Nate Allen e Walt Aikens podem quebrar o galho ao lado de um grande atleta, mas se obrigados a formar uma dupla, a receita para o desastre estará feita. Depois da volta de TJ McDonald, porém, a dupla da posição pode se fortalecer bastante.

Falamos de três das quatro posições da secundária do Miami Dolphins. Falta uma, e é justamente a que justifica o título do texto: o parceiro de Byron Maxwell como cornerback será alguém entre Xavien Howard, Tony Lippett e Cordrea Tankersley. E eles tem o potencial para elevar o nível da defesa.

Howard não foi excelente em seu ano de calouro, mas demonstrou que tem futuro. Também foi acometido por uma lesão que o deixou de fora de nove partidas, incrivelmente evoluindo após seu retorno na parte final da temporada, quando já aparentava estar recuperado. Diante da sua ausência, foi Lippett quem ocupou a titularidade. Wide receiver convertido, ainda não domina completamente a nova função, mas também teve alguns flashes de que pode se desenvolver em um jogador muito útil.

É de se esperar que Howard tenha a maior chance de começar fazendo a dupla com Maxwell. No slot, Cordrea Tankersley deve aparecer bastante. O produto de Clemson é um dos maiores casos de “boom or bust” do último draft, tendo características que fazem com que alguns acreditem que ele pode se tornar um jogador de altíssimo nível e outros não vejam nele possibilidades de vingar na NFL. De imediato, precisa mudar seu estilo ultra agressivo de usar as mãos – caso isso não aconteça, muitas flanelas devem voar.

Num cenário perfeito para o Dolphins, Maxwell e Jones estarão inteiros e em ótima forma, McDonald voltará atuando bem na segunda metade e os jovens evoluirão. Dessa forma, a secundária pode se tornar uma das dez melhores da NFL e ceder bem menos touchdowns. É fundamental que Howard, Lippett e Tankersley sigam no caminho da melhora, e eles são a chave para que não haja buracos em uma defesa que enfrenta Tom Brady duas vezes, além de Philip Rivers, Derek Carr, Matt Ryan, Drew Brees, Cam Newton e outros.

É difícil prever exatamente o que vai acontecer até que a pré-temporada comece. Mas sabemos que existe o potencial e a possibilidade para que essa melhora aconteça. As chances do Dolphins chegar mais longe nos playoffs passam diretamente por ela.


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