sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Compartilhe

Chegamos à sexta-feira e é dia de Mesa Redonda aqui na Liga dos 32. Desenvolverei alguns tópicos interessantes sobre a rodada e/ou a temporada deste ano da NFL e hoje, além das respostas e opiniões da nossa equipe de redatores, há também a participação especial de um assinante do site! Isto mesmo, você que apoia o site e nos ajuda a alcançar um público cada vez maior também participará desta coluna semanal, sendo uma pessoa sorteada por semana.

Leia textos exclusivos a cada semana sobre todos os times da NFL. Seja um assinante L32

E que início de rodada hein?! O título desta semana denota que não é uma semana normal, muito longe disso. Em uma temporada já marcada por grandes jogos e resultados improváveis, o mais improvável deles talvez tenha sido guardado para o Thursday Night Football. O Cleveland Browns não apenas venceu, mas venceu de virada após perder por 14 pontos, algo que desde o finado tempo de Bryan Hoyer não acontecia, afinal a última vitória do tipo veio em 2014. O processo é longo, árduo e ainda levará um tempo, mas a base parece finalmente construída em Cleveland. Então, vamos lá!

Leia mais: Quando Chiefs e 49ers fizeram o jogo mais aguardado do ano

Leia também: 635 dias depois, o Cleveland Browns volta a vencer e ter esperança

Participantes desta semana:

Renato Tonini (apoiador do site) – Twitter: @renatotonini
João Gabriel Gelli (redator) – Twitter: @jggelli
Diego Alex (redator) – Twitter: @diego_alex84

É difícil olhar para Baker Mayfield, o QB do Browns recrutado com a 1ª escolha geral do Draft de 2018 e não se motivar. O calouro exala confiança e uma certa dose de pujança necessária para obter sucesso em uma liga tão competitiva. Ao entrar no final do segundo quarto e capitanear seu time frente à vitória contra o New York Jets na última noite, isto não significou apenas a primeira vitória em quase dois anos, mas os mais eufóricos já imaginam o “Baker time” um ano após ele cortar os corações dos torcedores quando jogava por Oklahoma, ao derrubar a poderosa universidade de Ohio State atuando em Ohio. Mesmo sem todas as etapas de desenvolvimento, a escassez de expectativas sobre esse time do Browns de 2018 é o cenário perfeito para Mayfield assumir a titularidade até o final da temporada, ou o fato da franquia ainda ser disfuncional relega o banco como sendo o melhor lugar para ele, ao menos por agora?

Renato (apoiador do site): Acredito que não, o time é forte (no papel), tem boas opções e o livro de jogadas parecia montado para ele, enquanto com o Taylor se via uma certa ineficiência. Se pegarmos o exemplo do Darnold, ele também entrou numa barca furada como titular e está correspondendo dentro das expectativas de um calouro. Mayfield tem muito, mas muito a evoluir como QB e sua primeira exibição foi muito boa, dada a situação de jogo. Mas eu apostaria em ter ele como titular sem pressão, agora que a seca de vitórias foi quebrada. Outra questão é o Hue Jackson, ele é tão imprevisível quanto uma fralda de bebê.

João Gabriel: Honestamente, acredito que quando uma franquia seleciona um Quarterback com a primeira escolha geral, deve acreditar que ele está pronto para assumir o posto de titular o mais cedo possível. No caso do Browns, não deveria ser diferente. Ficou extremamente claro no momento em que Baker Mayfield entrou em campo que ele é capaz de jogadas que Tyrod Taylor sequer arriscaria. Taylor é um QB extremamente conservador, que dificilmente puxa o gatilho em janelas apertadas, o que é o oposto de Baker. O primeiro tempo do jogo de ontem tornou óbvias as limitações de um em relação ao outro e quando Mayfield jogou, provou que era capaz de mover as correntes com agressividade e conduzir um ataque que avançava com alguma consistência e pode ser uma ameaça. Dessa forma, vejo a mudança como um movimento que deve ser definitivo, uma vez que amplia o teto da franquia e pode levá-la a exibir o verdadeiro potencial que o talento deste elenco possui.

Diego Alex: Sempre fui um defensor de Taylor como um QB ideal para um momento de transição como o que vive o Browns. No entanto, o ex-QB do Bills não tem conseguido fazer algo que poderíamos definir como o mínimo satisfatório. Considerando ainda o desempenho de Baker e como ele, instantaneamente, elevou o jogo de todo o ataque, é impossível não manter o calouro como titular.

Ainda sobre Quarterbacks novatos e/ou no começo da carreira, sempre vemos alguns com um desempenho soberbo no começo de suas carreiras mas depois acabam sucumbindo frente aos mais variados motivos. Isto é, o nível alto que a NFL equipara seus times e jogadores, faz com que seja difícil obter sucesso anualmente. Prova é o desempenho errático do QB Dak Prescott em 2017 após uma maravilhosa temporada de calouro em que ele parecia o próximo grande QB da NFL. Insiders mais adiantados já previam as três casas de milhão de seu novo contrato e muitos já tinham a ideia que ele faria esquecer da era Tony Romo em Dallas, e em 2018 já há os críticos à seu desempenho. Para você, onde termina a injeção de talento de um novo QB a seu time e começa a “novidade” que ele representa aos coordenadores defensivos adversários, que criam mecanismos para anulá-los após estudar seu  estilo de jogo?

Renato (apoiador do site): Simples, quando um QB novo se destaca ele vai ser mirado com muito mais atenção pelos DCs dos adversários, e como é um “material novo”, vai exigir mais estudo por parte dos adversários e do próprio time para manter um livro de jogadas sempre variado para evitar vícios. Acho que esse efeito de acabar a novidade se dá ao momento que ele é titular por uma temporada nova deixando a condição de calouro, aí é que separamos os bons QBs do resto.

João Gabriel: Essa é uma pergunta muito difícil de responder com precisão. Provavelmente, o correto seria dizer que tudo depende justamente do nível do QB. Quando se trata de um jogador muito talentoso e ainda sendo um fator de novidade, pode-se existir uma combinação de fatores que domina a liga, como está sendo visto com Patrick Mahomes no Chiefs. No entanto, são incontáveis situações nas quais um QB começa bem sua carreira e logo tem suas tendências mapeadas. Assim, o limite entre as duas possibilidades passa pela habilidade do jogador de se acostumar com a velocidade da NFL e fazer os ajustes necessários, junto ao treinador principal e o coordenador ofensivo, para tornar seu sucesso duradouro.

Diego Alex: Na NFL a evolução é constante e a capacidade de adaptação segue esse ritmo. É normal que um QB novato traga armas diferentes e que isto facilite seus primeiros momentos. No entanto, isto só ocorre com quem tem alguma qualidade. Já vimos vários QBs novatos, mesmo com esse componente de novidade, fracassarem terrivelmente. Acredito no talento de Baker e vejo ele, em breve, como um sólido QB na NFL.

O Pittsburgh Steelers, que há anos vem sendo um grande exemplo de desempenho prolífico e regular durante a temporada regular, parece uma terra de ninguém nesta temporada. Seu principal RB, Le’Veon Bell, curte um iate em Miami cercado de mulheres e bebidas enquanto seu time é derrotado em meio à disputa contratual; seus atletas de linha ofensiva criticam a ausência de Bell; seu principal WR, Antonio Brown, critica publicamente o rendimento de todos e não aparece para treinar e seu Quarterback flerta com a aposentadoria há algum tempo. Mike Tomlin, o HC da equipe parece ter perdido o controle sobre o famigerado vestiário, algo tão crucial. Pode parecer maluquice, mas o Jacksonville Jaguars e o Steelers tem o mesmo número de vitórias em playoff no Heinz Field (casa do Steelers) desde 2011 – uma. O fim da era Tomlin se aproxima em Pittsburgh?

Renato (apoiador do site): Sim, se aproxima. Na verdade, deveria ter acabado no momento da derrota para os Jaguars no divisional do ano passado. Mas isso tem que se estender à direção, que deveria ajudar nesse controle de vestiário, negociar o contrato do Bell e começar a preparar a sucessão de Big Ben para o QB calouro Mason Rudolph. Vão ser anos duros em Pittsburgh.

João Gabriel: A grande verdade sobre o Steelers de Mike Tomlin nos últimos anos é que se trata de um time de ótimos resultados, com uma infinidade de talento, principalmente no ataque, mas que não atingiu o patamar esperado. Com uma oferta de jogadores como Ben Roethlisberger, Le’Veon Bell, Antonio Brown e David DeCastro, o time certamente deveria ter atingido pelo menos uma viagem para o Super Bowl. Não sou um defensor da demissão de Mike Tomlin nesse momento, mas ele parece estar com problemas dentro do vestiário e o sinal de alerta deve estar ligado no momento, ainda mais quando se considera que o time teve um começo de temporada bastante abaixo da expectativa.

Diego Alex: É possível. Por tudo o que foi mencionado, esta é uma temporada crucial. Tomlim é um treinador de qualidade incontestável, porém seu comando vem sofrendo um desgaste, até natural, com o passar dos anos. As muitas classificações aos playoffs são relevantes, porém as derrotas nos jogos decisivos na pós-temporada tem se acumulado. Um desempenho ruim em 2018 pode significar o fim deste “relacionamento”.

Após duas semanas de temporada regular, os líderes em jardas terrestres (a excluir quem já jogou três partidas) são Matt Breida do 49ers, Joe Mixon do Bengals e Philip Lindsay do Broncos, exatamente como todos podiam prever. Nomes badalados como Todd Gurley, Ezekiel Elliott, Saquon Barkley, Kareen Hunt e Jordan Howard não estão atuando mal, porém não figuram entre os principais corredores neste começo de temporada. Para você, a amostra temporal é muito pequena ou já é um sinal de que este ano teremos jogadores “desconhecidos” ou pouco badalados liderando a NFL em jardas pelo chão?

Renato (apoiador do site): Sim e não. Não saberemos como Breida (exemplo) vai se portar ao longo do tempo, assim como Saquon tem muito a evoluir, sem contar outros mais badalados que vão crescer de produção ou outros desacreditados que podem evoluir depois do que mostraram ano passado (Chris Carson).

João Gabriel: Definitivamente se trata da situação de um espaço amostral reduzido. O único desses jogadores em quem eu apostaria para permancer no top 5 seria Mixon, mas com a lesão sofrida que lhe tirará de alguns jogos, minha expectativa é que nenhum dos nomes atuais ocupe uma posição entre os principais corredores da temporada.

Diego Alex: A amostra é bem pequena. Ano passado ninguém apostava em Kareen Hunt liderando a NFL em jardas terrestres. Sendo assim, é possivel que alguns nomes supreendam, mas eu acredito que, em breve, velhos conhecidos estarão dentro deste Top 5.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Leave A Reply