sexta-feira, 19 de outubro de 2018

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Quem diria que já estamos chegando no sétimo domingo de futebol americano da temporada de 2018… se por um lado a temporada está passando muito rápido, isto significa que também é dia de outra Mesa Redonda aqui na Liga dos 32. Boa leitura!

Participantes desta semana:

Tiago Araruna (membro fundador) – Twitter: @tiagoararuna
Tiago Girão (redator) – Twitter: @tiagogirao82
Matheus Queiroz (apoiador do site) – Twitter: @mmqueiroz0

Leia Mais: Podcast Ep #153 – As melhores defesas da NFL, o Raiders está tancando? E mais!

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A temporada do New York Giants é no mínimo desastrosa. O desempenho obtido em 2016, em que venceram 11 jogos e foram aos playoffs parece cada vez mais um passado distante dos bons tempos da franquia. O time simplesmente “não clica” e é disfuncional em todos os setores: ataque, defesa e times especiais. O talento humano está lá, afinal a base é a mesma do time de sucesso do citado ano, mas parece que estão extremamente desgastados entre si. O WR Odell Beckham Jr ganha as manchetes não por recepções acrobáticas e TDs, mas por dar seguidas cabeçadas no aparelho de ar condicionado de sua equipe e isto obviamente não é nada bom. O RB Saquon Barkley vem atuando muito bem e o Giants se absteu de recrutar um Quarterback talentoso como Sam Darnold para confiar em Eli Manning, que está na parte final de sua carreira. Porém na liga do passe que é a NFL, Manning simplesmente não é decisivo. Já podemos dizer que o Giants errou em recrutar Barkley, e deveria ter preparado a sucessão de Manning em 2018?

Tiago Araruna (sócio-fundador): Sem dúvidas. Desde que a escolha aconteceu, venho falando isso. Não se questiona a capacidade de Barkley, mas sim a capacidade do GM do Giants em entender o valor de cada posição. Um QB vale infinitamente mais que um Running Back, mesmo que seja um quarterback mediano contra um RB elite, pois é assim que as coisas funcionam. Se pegarmos o último jogo do Giants, Saquon Barkley foi espetacular, mas o time fez apenas 13 pontos contra o rival Philadelphia Eagles. O impacto de um quarterback no jogo é incomparável. David Gettleman pode ter a mais alta escolha no Draft 2019, o que lhe permitiria consertar o erro e se dar muito bem por já ter Barkley no elenco. Vamos ver se os deuses do futebol americano vão deixar isso acontecer porque ele não merece depois do vacilo diante de uma grande classe de QBs nesse último Draft. Poucos GMs têm a oportunidade de corrigir um erro tão grave de avaliação.

Thiago Girão (redator): Apesar do enorme talento de Saquon Barkley, considerei um erro a escolha desde o momento que o nome do Running Back foi anunciado pelo Goodell e isso só está se confirmando agora. Ficou muito claro na última temporada o declínio do Eli Manning e a franquia não poderia ter deixado passar a chance de escolher seu futuro quarterback com a segunda escolha geral, em uma classe tão boa para a posição. Bons RBs podem ser achados em escolhas mais tardias, já QB é raríssimo. É bem provável que o Giants escolha entre os primeiros novamente ano que vem, mas será em uma classe com pouquíssimos quarterbacks interessantes e não dá para garantir que sobrará para o Giants. A equipe corre o risco de ter que procurar algum nome na FA para “quebrar o galho”, até que consiga achar algum no Draft. Desperdício de cap e de tempo para a formação do seu novo franchise QB. Erro feio da equipe de Nova Iorque.

Matheus Queiroz (apoiador do site): Se acreditavam tanto em um último gás do Eli e Barkley era o mais alto no board deles, não julgo a escolha. Mas se esperavam uma campanha tão boa , não teriam outra chance tão boa de draftar o QB do futuro . Nesse ponto foi sim um Grande erro no planejamento sucessório do QB e sucesso futuro da franquia. Pode ser que tenham essa chance novamente. Mas que o planejamento a meu ver foi muito mal feito, é inegável. Minha opinião é que foi mesmo um erro, mas que pode dar mais certo do que eles próprios esperavam, caso consigam draftar Justin Herbert.

Vimos o início da Série Internacional de jogos da NFL em 2018. Serão alguns jogos fora do território norte-americano (no México e na Inglaterra) que buscam difundir ainda mais a liga pelo globo. O Jacksonville Jaguars é uma equipe que há tempos faz ao menos um jogo fora dos EUA por motivos óbvios, afinal o proprietário da equipe é também o dono do Fulham, time da Primeira Divisão do futebol inglês. Segundo a imprensa londrina, ele inclusive está interessado em saber como funciona o sistema de impostos do Reino Unido para colocar seu time atuando lá mais vezes, mas com a sede ainda em Jacksonville. É um grande passo para a equipe e para a globalização de vez da NFL, porém a logística representada pela distância de um oceano que os divide é um grande empecilho nisto. Não que a equipe vá se chamar “London Jaguars” daqui alguns anos, mas parece inevitável que Jacksonville atue mais de uma partida por temporada em Londres, e o que você pensa disso? Talvez 4 jogos na Florida e 4 em Londres sejam suficientes?

Tiago Araruna (sócio-fundador): Para o Jaguars como marca pode ser ótimo. A franquia ganharia muita torcida na europa e passaria a ter mais força por lá. Sob o ponto de vista esportivo é péssimo por dois motivos. Primeiro que perderiam a vantagem de jogar em casa e teriam que fazer uma viagem longa e cansativa, atrapalhando a preparação não só para o jogo em Londres, mas também para o que sucederia tal confronto. Em segundo lugar, isso com certeza desagradaria a torcida local de Jacksonville, já que são apenas 8 jogos em casa por temporada regular.

Thiago Girão (redator): Apesar do problema de deslocamento para a franquia (uma viagem da Flórida para Londres dura 9 horas) eu adoraria ver algum time sendo “adotado” pelos ingleses. O jeito americano de torcer nos estádios deixa um pouco a desejar, já nos estádios da Inglaterra, durante as partidas de futebol, escutamos cânticos das torcidas que deixam o ambiente mais parecido com uma partida esportiva, sem falar no fanatismo dos ingleses pelos esportes, que costumam esgotar sempre os ingressos. Quatro partidas em cada cidade seria uma boa, mas os adversários que viajassem a Londres deveriam ser da Costa Leste e/ou receber o bye na semana seguinte.

Matheus Queiroz (apoiador do site): Eu adoro a ideia. Quanto mais difundido o esporte for, melhor. Porém esse problema da distância realmente complica. Pra ter um número fixo dependeria um pouco do calendário, pois Só seria viável em confrontos com times da costa leste dos EUA. Ainda assim seria bem cansativo para os jogadores, porém estariam em condições iguais. Então acho que seria muito bom pra expansão da NFL

A temporada regular já vai tomando forma, e é inevitável olharmos para os fracassos e decepções após cinco partidas jogadas pela grande maioria dos times. Atlanta Falcons, Detroit Lions e Seattle Seahawks são alguns que de certa forma já decepcionam e, graças à competitividade de suas divisões, já precisam começar a pensar numa temporada com o mínimo de erros possíveis para terem qualquer chance de dar a volta por cima. Todas tem seus defeitos e coisas a melhorar, mas também contam com um núcleo interessante de jogadores jovens e experientes que com certeza são capazes de dar a volta por cima, mas o relógio já está batendo. Qual destas equipes tem a melhor chance de se recuperar na temporada regular e se classificar aos playoffs?

Tiago Araruna (sócio-fundador): O Falcons perdeu dois jogos para Bengals e Saints que são dois times fortes nessa temporada. Mas por conta da divisão que está e pelo calendário talvez fique complicada uma reação para buscar playoffs dependendo sempre do ataque marcar muitos pontos em todos os jogos. Entre Seahawks e Lions, sinto uma consistência melhor na recuperação de Seattle que ainda tem uma boa defesa e agora aposta no jogo corrido com Carson e em uma menor exposição de Russell Wilson à pressão.

Thiago Girão (redator): O Detroit Lions eu já coloco como carta fora do baralho para a pós-temporada, pois o considero a quarta força em sua divisão. O Seattle Seahawks melhorou bem nas últimas semanas, mas possui um calendário dificílimo, o que pode dificultar sua pretensão de conseguir uma vaga no Wild Card, já que a divisão deve ser vencida pelo Rams. Já o Atlanta Falcons eu considero o melhor time entre os três e apostava minhas fichas nele, mas as lesões de jogadores importantes na defesa complicaram a situação do time. A temporada não está perdida, pois nos confrontos diretos a equipe pode virar o jogo e acabar conquistando a divisão. Considero entre os três, Atlanta a equipe com mais chances, mas não apostaria mais minhas fichas neles.

Matheus Queiroz (apoiador do site): Com seahawks com um calendário tão difícil pela frente, Falcons com perdas, por lesão, tão importantes, eu tendo a acreditar mais no Lions, pois tem um time mais saudável e embora tenha começado muito mal, parece estar se acertando e já mostrou que pode vencer confrontos difíceis, como venceu Packers e Patriots fora de casa. Com a melhora do jogo corrido, em comparação com outras temporadas, acredito que o time esteja bem equilibrado e poderá conseguir vitórias suficientes para chegar aos offs noWild Card.

O Denver Broncos fez várias mudanças na equipe que ficou 5-11 em 2017. As principais foram trocar o CB Aqib Talib para o Rams e contratar o Quarterback Case Keenum após a melhor temporada de sua carreira no Minnesota Vikings, que inclui a ida ao NFC Championship Game. Foram duas vitórias em dois jogos no começo da temporada mas depois vieram três derrotas consecutivas, incluindo um 34 x 16 para o Jets em que a defesa cedeu mais que 200 jardas terrestres para os rivais. A defesa, aliás, está na parte de baixo dos rankings em diversos quesitos como pontos cedidos e jardas aéreas por jogo, e pouco tempo atrás era discutivelmente a pior da NFL. O HC Vance Joseph recebeu um voto de confiança da direção da equipe, conhecida por não ser exatamente a mais paciente do mundo com técnicos, mas esta temporada é crucial para sua manutenção. Após este jogo contra o Arizona Cardinals, a equipe terá batalhas contra Kansas City Chiefs e Houston Texans até a folga na décima semana de temporada. Você acha que John Elway pensará em demitir Joseph caso esta maré de derrotas continue? Com a subida de desempenho do Cleveland Browns (e seu HC) acha que Joseph é o técnico mais ameaçado da NFL?

Tiago Araruna (sócio-fundador): Eu acho quer John Elway deveria olhar para o seu próprio trabalho antes de qualquer coisa. Suas decisões no que diz respeito à principal posição do jogo têm sido trágicas, seja quando ele recruta um QB no Draft (Osweiler, Lynch) ou quando escolhe não selecionar um QB e investir em Case Keenum. É uma equipe que conta com bons nomes nos dois lados da bola e poderia estar rendendo mais, então claro que Joseph corre risco. Foi outra escolha errada de Elway desde o começo. Quanto a ser o mais ameaçado acho que seria puro chute a essa altura. Alguns “insiders” apostam na demissão de Dirk Koetter do Bucs também.

Thiago Girão (redator): Apesar de achar que John Elway também errou no Draft em não escolher um quarterback (tinha condições para isso) e confiar demais no Case Keenum, ele é o chefe e pode acabar tomando a decisão de demitir Vance Joseph se as vitórias não começarem a aparecer, mas acredito que o treinador termine a temporada na equipe. A péssima campanha do Raiders com Jon Gruden, que deve terminar como lanterna da divisão, serve de alento para Joseph e coloco o Koetter de Tampa Bay mais ameaçado que o treinador de Denver.

Matheus Queiroz (apoiador do site): Acho que a vitória contra o Cardinals pode ter dado uma sobrevida ao Joseph, mas não acho que será o suficiente para salvar seu cargo, ainda mais esses confrontos tão complicados pela frente. Acho que está sim mais ameaçado que Hue Jackson. Creio que será o primeiro HC a cair


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