terça-feira, 15 de Maio de 2018

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Na semana passada Steve Wilks, treinador do Cardinals, concedeu uma entrevista onde disse que Sam Bradford será titular. Segundo Wilks, “Bradford quando saudável, é um dos melhores quarterbacks da liga.” Sam só jogou uma partida em 2017, quando teve uma lesão na perna, ele acabou perdendo a titularidade para Case Keenum. Bradford foi selecionado na primeira escolha geral do Draft de 2010, mas nunca se provou, pois convive com muitas lesões durante sua carreira. Talento ele tem, mas se ver fora das contusões é essencial, assim podemos ver a real performance do QB. Mas existe um calouro que ameaça o veterano, Josh Rosen, vindo de UCLA.

Rosen foi incrível no College, é bastante habilidoso, muitos o consideram como melhor QB dessa classe de 2017, não concordo com isso, mas sei que ele está é o mais preparado para a NFL. Josh caiu milagrosamente até a decima escolha Draft, quando Arizona subiu e o selecionou. Grande parte dos analistas classificaram como steal, um jogador selecionado abaixo de seu real valor. O encaixe também é bom afinal, quem não gostaria de ter David Johnson e Larry Fitzgerald no backfield?

Wilks disse ainda que sempre colocará os onze melhores em campo, e que não segurará Rosen no banco. Mas convenhamos, Josh é muito melhor que Bradford. Mesmo com seus problemas de contusões, o camisa 3 não pode ser destratado, ele merece a vaga de titular e está preparado para assumir essa tarefa. Por conta de declarações como essa, Steve reacende um questionamento – muito pessoal – sobre sua contratação, ele era o melhor nome? Vale ressaltar, que quando Wilks foi contratado, Frank Reich – ex-coordenador ofensivo de Philadelphia e atual head coach de Indianapólis – e John DeFilippo – ex-técnico de quarterbacks no Eagles e atual coordenador ofensivo em Minesota­ – ainda estavam disponíveis no mercado, e mereciam uma chance, Reich conseguiu por sorte ou não, mas Filippo ainda se provará no Vikings, penso que esses dois seriam nomes melhores para a franquia do deserto. Entretanto, vai ser difícil superar o período Bruce Arians.

Arians foi ser treinador em Arizona em 2013, onde ficou até o fim da temporada passada, quando decidiu se aposentar. Bruce levou a franquia à final da NFC, mas acabou perdendo para o incrível Carolina Panthers, que havia sido o melhor time da liga naquele ano. Contudo, desde desse ano, Arizona não conseguiu repetir o feito, contusões atrapalharam muito o time, afetando os principais jogadores, como Carson Palmer e David Johnson. Para essa temporada não será fácil, o calendário não ajuda, o time do deserto enfrentará Rams e 49ers duas vezes cada um, além de confrontarem contra: Packers, Vikings, Bears, Chargers e Falcons. Adversários complicados, que tornarão a temporada de 2018 complicada, e acredito que será difícil alcançar à pós-temporada.

No fim, Rosen tem que ser titular, pois não se pode desperdiçar um talento como ele, e o mesmo não necessita esperar como reserva. Tenho desconfianças sobre Wilks, e por causa disso não duvido que Bradford começará a semana 1, todavia, como dito anteriormente, Steve não pode barrar a entrada de Josh no time, se for assim, estará sendo incoerente, porquê o ex-Bruins é um dos melhores da unida ofensiva. Espero que as armas ofensivas também ajudem, Johnson precisa ficar saudável, Fitzgerald só tem mais dois anos de carreira, e o novato Christian Kirk também ajudará. O sucesso não deve ser instantâneo, mas não demora muito, será interessante ver a performance da equipe, tanto ofensivamente como defensivamente.

Com todo respeito à Sam Bradford, mas ele não merece ser titular, por diversos fatores, que vão de lesões até real talento. Como falei no título, Josh Rosen tem que ser titular, e não há necessidade de discussão

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