quarta-feira, 2 de Maio de 2018

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Passados os 3 dias do Draft, já podemos tentar avaliar as ações de cada time, onde eles acertaram e erraram. A missão é ingrata, já que é impossível cravar se um jogador vai dar certo ou não sem vê-lo na liga. Estamos acostumados a ver decepções gigantescas de escolhas de primeira rodada, assim como estrelas surgindo no terceiro dia. Mas, mesmo assim, vamos correr esse risco. Depois de analisarmos a AFC, é a hora de avaliar o que as franquias da NFC fizeram durante o Draft.

LEIA MAIS Notas e Análises do Draft 2018 – AFC

NFC LESTE

logo redskinsWASHINGTON REDSKINS

#13 DT Da’Ron Payne – Alabama
#59 RB Derrius Guice – LSU
#74 OT Geron Christian – Louisville
#109 S Troy Apke – Penn State
#163 DT Tim Settle – Virginia Tech
#197 LB Shaun Dion Hamilton – Alabama
#241 CB Greg Stroman – Virginia Tech
#256 WR Trey Quinn – SMU

O torcedor do Washington Redskins está feliz da vida. Com as adições de Da’Ron Payne para fazer dupla com seu antigo parceiro de Alabama, Jonathan Allen, e Tim Settle, a unidade que sofreu bastante contra a corrida na temporada passada está bastante fortalecida. Além de ter agora uma rotação mais forte, eles adicionam bastante qualidade nos titulares que poderão abrir caminho para os ótimos linebackers vindo por trás da linha de scrimmage.

Outro ponto que pode ser comemorado é a queda inexplicável, pelo menos por enquanto, de Derrius Guice. Ainda não se sabe ao certo o motivo e muitos rumores apareceram, mas nenhum foi comprovado. O fato é que os Redskins se aproveitaram disso e garantiram na segunda rodada um talento top 15. Guice será a peça que faltava para trazer mais equilíbrio a esse ataque, que agora conta com o veterano QB Alex Smith. Ele necessita de um jogo corrido forte para abrir espaço para seus passes e é exatamente isso que ele irá trazer.

Shaun Dion Hamilton é outro nome interessante desta classe. Inicialmente começando como reserva, não me surpreenderia se ele tomasse de assalto a vaga de titular ainda nesta temporada, por conta de todo o atleticismo e inteligência que demonstrou em seus anos de Alabama.

NOTA: 7,5

logo eagles PHILADELPHIA EAGLES

#49 TE Dallas Goedert – South Dakota State
#125 CB Avonte Maddox – Pittsburgh
#130 DE Josh Sweat – Florida State
#206 OT Matt Pryor – TCU
#233 T Jordan Mailata

O atual campeão foi para o Draft sem muitas necessidades e poderia escolher dois caminhos: ou selecionar o melhor jogador disponível independente da posição e fortalecer o elenco ou encontrar projetos em posições que lhe fossem mais úteis. A franquia optou pela segunda via.

Nenhum dos selecionados será titular imediatamente, talvez o TE Dallas Goedert em formações com dois jogadores da posição. O fato é que apesar de não ter muitas necessidades, o Draft de Philadelphia foi fraco. A melhor forma de se manter em alto nível por bastante tempo é draftando bem, e apesar do elenco completo nesta temporada, o GM Howie Roseman poderia ter pensado melhor no futuro na escolha dos jogadores, o que elevaria sua nota. Não foi o que aconteceu.

Destaques positivos para a troca para baixo na escolha de primeira rodada, que renderá uma segunda rodada ano que vem e a adição de Josh Sweat, que, se saudável, será mais um grande nome para esse corpo de pass rushers extremamente profundo.

NOTA: 7,0

logo giants NEW YORK GIANTS

#2 RB Saquon Barkley – Penn State
#34 G Will Hernandez – UTEP
#66 LB Lorenzo Carter – Georgia
#69 DT B. J. Hill – NC State
#108 QB Kyle Lauletta – Richmond
#139 DT R. J. McIntosh – Miami (FL)

Contrariando a maioria dos analistas e indo junto com a grande parte de sua torcida, o New York Giants selecionou com a #2 geral o Running Back Saquon Barkley, invés de um dos Quarterbacks. Movimento esse que dá uma das tônicas de todo o seu Draft, que pode ser definido nos méritos do “vencer agora” e mudança de esquema defensivo.

Como selecionar um RB com a linha ofensiva que vemos em Nova York não daria certo, na segunda rodada o Giants foi com um dos Guards mais bem rankeados desta classe em Will Hernandez. Muito bom bloqueando tanto pra corrida quanto para o passe, Hernandez fechará o lado esquerdo da unidade ao lado de Nate Solder, sendo uma melhora enorme em relação a última temporada.

Na defesa foram dois nomes para a Linha Defensiva e um para o corpo de linebackers. Nomes esses que encaixam melhor que os atuais do elenco para o esquema de James Betcher. Lorenzo Carter será o OLB do lado contrário a Olivier Vernon e R. J. McIntosh e B.J Hill serão utilizados na linha defensiva. O primeiro mais como um Nose, inicialmente sendo reserva imediato de Damon Harrison, enquanto o segundo alinhará como DE, fazendo dupla com o segundo anista, Dalvin Tomlinson.

Na quarta rodada chegou Kyle Lauletta, um dos melhores Quarterbacks de fora da elite da classe. Lauletta chega para competir com Davis Webb pela vaga de reserva imediato de Eli, podendo ser até testado como futuro da posição, dependo do rendimento do veterano nestes últimos anos de tentativa de corrida pelos playoffs.

NOTA: 7,5

logo cowboysDALLAS COWBOYS

#19 LB Leighton Vander Esch – Boise State
#50 G Connor Williams – Texas
#81 WR Michael Gallup – Colorado State
#116 DE Dorance Armstrong – Kansas
#137 TE Dalton Schultz – Stanford
#171 QB Mike White – Western Kentucky
#193 LB Chris Covington – Indiana
#208 WR Cedrick Wilson Jr. – Boise State
#236 RB Bo Scarbrough – Alabama

O Dallas Cowboys tinha necessidades claras chegando no Draft e conseguiu focar bem nelas em suas escolhas. Depois de perder grandes nomes de seu ataque como Dez Bryant e Jason Witten, chegaram substitutos para a posição que poderão jogar desde o primeiro dia. Apesar de não serem jogadores de topo de Draft, os WRs Michael Gallup e Cedrick Wilson Jr terão um bom número de snaps na equipe titular e podem contribuir já.

Leighton Vander Esch, apesar de ser considerado um reach na #19 geral, fecha um sólido grupo de LBs da equipe ao lado de Sean Lee e Jaylon Smith, sendo sua principal característica a marcação de passe. Seu nome é uma adição interessante ao grupo, permitirá variações de formações interessantes e tornarão essa defesa mais dinâmica.

Connor Williams também chega para somar a uma unidade bastante badalada. Se faltava uma peça nessa estrelada linha ofensiva, agora não falta mais. Resta só saber se a comissão técnica enxerga Williams como guard ou tackle. Assim, poderá assumir a função que não caiu bem em La’el Collins, deixando o jogador não draftado na melhor posição possível para render.

NOTA: 7,5

NFC NORTE

logo vikings MINNESOTA VIKINGS

#30 CB Mike Hughes – UCF
#62 OT Brian O’Neill – Pittsburgh
#102 DE Jalyn Holmes – Ohio State
#157 TE Tyler Conklin – Central Michigan
#167 K Daniel Carlson – Auburn
#213 G Colby Gossett – Appalachian State
#218 DE Ade Aruna – Tulane
#225 LB Devante Downs – California

Com um dos elencos mais completos da NFL, o Vikings pode se dar ao luxo de pegar o melhor jogador disponível, independente da posição. Assim, acabou com o CB Mike Hughes na primeira rodada. Hughes provavelmente começará cobrindo o slot e poderá substituir Terrance Newman, que está cada vez mais próximo do fim da carreira e ainda serve como uma contingência caso Trae Waynes não renove seu contrato.

Contudo, o resto da classe da equipe é recheada de projetos e poucos jogadores terão impacto imediatamente. Com nomes como Anthony Barr, Stefon Diggs, Sheldon Richardson e Danielle Hunter como free agents ao término da próxima temporada, a equipe tratou de pensar em planos para caso perca algum deles. Dessa forma, nomes como Jalyn Holmes, Ade Aruna e Devante Downs foram selecionados, mas dificilmente encontrarão o campo de imediato.

Pensando naquela que provavelmente é sua maior necessidade, o Vikings investiu menos do que o esperado na linha ofensiva. Na segunda rodada foi escolhido o OT Brian O’Neill, um projeto de muito atleticismo, mas com diversos problemas que devem ser corrigidos, enquanto na sexta rodada foi selecionado o OG Colby Gossett, que mostrou bom potencial em seu período em Appalachian State. Além disso, a franquia ainda trocou para cima para selecionar o K Daniel Carlson, tido como o melhor da classe, com o intuito de estabilizar a posição pelos próximos anos.

Também vale destacar o ótimo grupo de jogadores que não foram selecionados no Draft que o Vikings conseguiu reunir, com nomes como o CB Holton Hill, o WR Jake Wieneke, o RB Roc Thomas e os EDGEs Hercules Mata’afa e Garret Dooley.

NOTA: 6,0

logo packers GREEN BAY PACKERS

#18 CB Jaire Alexander – Louisville
#45 CB Josh Jackson – Iowa
#88 LB Oren Burks – Vanderbilt
#133 WR J’Mon Moore – Missouri
#138 G Cole Madison – Washington State
#172 P JK Scott – Alabama
#174 WR Marquez Valdes-Scantling – South Florida
#207 WR Equanimeous St. Brown – Notre Dame
#232 DE James Looney – California
#239 LS Hunter Bradley – Mississippi State
#248 OLB Kendall Donnerson – Southeast Missouri State

Originalmente com a décima quarta escolha geral, o Packers recebeu uma oferta irrecusável do Saints para descer até a 27ª e acumular a seleção de primeira rodada de New Orleans do ano que vem. Como o novo GM Brian Gutekunst viu que seu alvo estava caindo, puxou o gatilho em uma troca para subir até a escolha 19 e selecionar o CB Jaire Alexander. Ele repetiu a dose da posição na segunda rodada e escolheu Josh Jackson, que caiu muito além do esperado. Dessa forma, injetou sangue novo em uma secundária que ainda precisava de ajuda.

A classe da franquia também ficou marcada pelo grande número de recebedores. Após cortar Jordy Nelson e com Randall Cobb em queda de produção, Gutekunst decidiu atirar para todos os lados ao investir em 3 WRs. Eles são J’Mon Moore, um alvo alto para red zone, Marquez Valdes-Scantling, um protótipo atlético, e Equanimeous St. Brown, que sofreu uma queda totalmente inesperada até a sexta rodada.

O resto do grupo selecionado tem como destaque o LB Oren Burks, que disputará uma vaga de titular, e pela presença de dois especialistas, com o ótimo P JK Scott e o LS Hunter Bradley, que não se sabe porque foi draftado.

NOTA: 8,5 

logo lionsDETROIT LIONS

#20 C Frank Ragnow – Arkansas
#43 RB Kerryon Johnson – Auburn
#82 S Tracy Walker – Louisiana
#114 DE Da’Shawn Hand – Alabama
#153 OT Tyrell Crosby – Oregon
#237 FB Nick Bawden – San Diego State

O jogo terrestre foi o grande foco do Lions durante o Draft. Depois de anos com um ataque medíocre no aspecto e incapaz de converter situações de poucas jardas com consistência, finalmente veio investimento, com foco nas trincheiras. Assim, a franquia fechou sua linha ofensiva com dois bons talentos nessa classe. Primeiro veio o C Frank Ragnow, que muitos consideram ter sido selecionado antes da hora, mas é um jogador muito bom e ataca uma das principais necessidades da equipe.

Posteriormente, o time interrompeu a queda de Tyrell Crosby. Como Taylor Decker já está bem definido como LT e Rick Wagner como RT e Crosby é um pouco lento e inexperiente na proteção para o passe, uma transição para OG deve ser um caminho interessante. Ao combinar os quatro jogadores de OL já citados com o ótimo OG TJ Lang e tem-se uma linha de respeito, com capacidade de abrir espaços para corridas  e ainda proteger o QB Matthew Stafford com eficiência.

Mesmo com a contratação do RB LeGarrette Blount, a franquia não se privou de selecionar Kerryon Johnson, que já é o melhor jogador da posição no elenco e pode ser um martelo entre os tackles e lidar com situações de poucas jardas. Para completar o foco nas corridas do lado ofensivo, a equipe ainda selecionou um FB em Nick Bawden, que vem de um dos programas que mais corre com a bola da NCAA. Já no lado defensivo, a seleção de Da’Shawn Hand também tem o mesmo foco, uma vez que se sua maior força é em parar o ataque terrestre.

NOTA: 8,0 

logo bearsCHICAGO BEARS

#8 LB Roquan Smith – Georgia
#39 C James Daniels – Iowa
#51 WR Anthony Miller – Memphis
#115 LB Joel Iyiegbuniwe – Western Kentucky
#145 DT Bilal Nichols – Delaware
#181 DE Kylie Fitts – Utah
#224 WR Javon Wims – Georgia

Por mais que suas quatro últimas escolhas tenham sido em jogadores pouco conhecidos, mas de algum potencial, o Bears recebeu uma nota muito alta por conta do trabalho espetacular com os três primeiros atletas que selecionou. Com a oitava escolha do Draft, a franquia acertou em cheio ao pegar o LB Roquan Smith, que se juntará a Danny Trevathan para formar uma dupla de alto nível e praticamente completar um front seven muito qualificado.

Na segunda rodada, outros dois nomes de muito talento chegaram ao time. O OL James Daniels pode atuar tanto como center quanto como guard e apresenta grande atleticismo, ótima mobilidade lateral e deve chegar ocupando um dos postos de titular no interior da linha ofensiva de imediato, o que ajudará a estabilizar a proteção do QB Mitchell Trubisky. Falando no quarterback, o GM Ryan Pace focou em reconstruir o grupo de recebedores da equipe durante a offseason e encontrou mais uma excelente peça com a escolha 51 no WR Anthony Miller. Ele pode não ser o maior, mas é um jogador de rotas limpas, bom nos bloqueios, que briga pela bola e muito forte após a recepção. Assim, já pode ser considerado o segundo melhor wide receiver do elenco e certamente terá um papel importante durante a temporada.

Os outros nomes consistem mais em apostas em um LB um tanto pequeno, mas com habilidades na cobertura, um DT que precisa de mais consistência, um EDGE com potencial atlético, mas problemas de saúde que deve compor a rotação e um WR alto e físico capaz de ajudar na red zone.

NOTA: 9,0

NFC SUL

logo panthers CAROLINA PANTHERS

#24 WR D. J. Moore – Maryland
#55 CB Donte Jackson – LSU
#85 CB Rashaan Gaulden – Tennessee
#101 TE Ian Thomas – Indiana
#136 DE Marquis Haynes – Ole Miss
#161 LB Jermaine Carter Jr. – Maryland
#234 ILB Andre Smith – North Carolina
#242 DT Kendrick Norton – Miami (FL)

Com problemas claros em seu grupo de recebedores, o Panthers viu todos os jogadores da posição chegarem até sua escolha de primeira rodada. Com um amplo leque de opções, a franquia optou por tornar DJ Moore o primeiro WR selecionado da classe. Excelente atleta e capaz de grandes ganhos após a recepção, ainda pode trabalhar um pouco nas rotas, mas será um alvo de volume em rotas curtas e também capaz de ganhar no topo da defesa, o que lhe tornará peça muito valiosa para o QB Cam Newton.

Contudo, o restante da classe do Panthers neste Draft é recheado de escolhas questionáveis. Foram dois nomes selecionados para compor a secundária, mas que saíram antes do que era projetado, com Donte Jackson sendo um CB pequeno, mas muito rápido e com habilidade para evoluir, e Rashaan Gaulden, que foi draftado na terceira rodada, mas não mostrou muito dentro de campo e ainda testou como um dos piores atletas da classe.

A equipe fez duas escolhas sólidas no TE Ian Thomas, que possui o potencial para aprender com Greg Olsen e tentar substituí-lo, e o DT Kendrick Norton, que pode contribuir na rotação de uma profunda linha defensiva. Entretanto, a OL, que tanto precisava de ajuda, acabou ignorada pelo GM Marty Hurney.

NOTA: 6,0

logo falconsATLANTA FALCONS

#26 WR Calvin Ridley – Alabama
#58 CB Isaiah Oliver – Colorado
#90 DT Deadrin Senat – South Florida
#126 RB Ito Smith – Southern Miss
#194 WR Russell Gage – LSU
#200 S Foyesade Oluokun – Yale

Assim como o Vikings, o Falcons entrou no Draft de 2018 com poucas necessidades para atacar. Então, a equipe pode focar em escolher apenas os melhores jogadores que estivessem disponíveis. Quando a 26ª escolha chegou e o GM Thomas Dimitroff teve a oportunidade de combinar WR Calvin Ridley com Julio Jones e Mohamed Sanu, nem pensou duas vezes e puxou o gatilho para formar um dos trios de recebedores mais ameaçadores da NFL.

No segundo dia, o Falcons conseguiu mais alguns valores muito interessantes no CB Isaiah Oliver, que é muito físico no press e um dos melhores da posição na classe, e no DT Deadrin Senat, que chega para ser uma rocha contra o jogo de corridas e ainda apresenta algum potencial para se desenvolver como pass rusher. Assim, ao investir em pontos chave da defesa, a equipe promete ficar ainda mais completa.

Já no último dia do Draft, o RB Ito Smith foi o único destaque. Sua escolha provavelmente representa que Tevin Coleman terá uma nova casa em 2019, uma vez que a equipe não terá condições de pagar salários de elite por dois RBs. Por fim, vale destacar que, apesar dessas quatro ótimas escolhas, a franquia falhou em atacar suas necessidades na linha ofensiva e entre os tight ends, o que acabou baixando a nota final da classe.

NOTA: 8,0

logo saintsNEW ORLEANS SAINTS

#14 DE Marcus Davenport – UTSA
#91 WR Tre’Quan Smith – UCF
#127 OT Rick Leonard – Florida State
#164 S Natrell Jamerson – Wisconsin
#189 CB Kamrin Moore – Boston College
#201 RB Boston Scott – Louisiana Tech
#245 C Will Clapp – LSU

Em um dos momentos que mais deixou os fãs sem entender o que estava acontecendo, o Saints realizou uma grande troca para saltar da escolha 27 para a 14 ao ceder sua seleção de primeira rodada de 2019. Quando o nome do time apareceu no relógio, toda a expectativa era de que a franquia pegaria o QB Lamar Jackson para desenvolvê-lo como o sucessor de Drew Brees. Todavia, o choque foi geral quando o time escolheu o EDGE Marcus Davenport, um jogador de grande potencial atlético, mas que dominou competição muito duvidosa e teve grandes dificuldades em eventos como o Senior Bowl quando precisou enfrentar adversários mais qualificados.

Como pontos positivos da classe do Saints, o WR Tre’Quan Smith se encaixa muito bem com o esquema da equipe e será o alvo em profundidade de Drew Brees, sendo uma escolha precisa na terceira rodada. As duas últimas seleções da franquia também foram bem feitas, com o RB Boston Scott apresentando alguma qualidade para contribuir na rotação e na equipe de especialistas e o C Will Clapp podendo ser desenvolvido para eventualmente ser o titular.

No entanto, os outros três nomes selecionados também contam como pontos negativos para o Draft do Saints. Isto pode ser dito principalmente da escolha do OT Rick Leonard, que saiu na quarta rodada e era amplamente considerado um talento que não deveria sequer ser draftado. Dessa forma, a princípio, o balanço geral da classe é péssimo, mas pode queimar a língua de todos caso Davenport se torne um dos grandes pass rushers da NFL.

NOTA: 3,5

logo buccaneers TAMPA BAY BUCCANEERS

#12 DT Vita Vea – Washington
#38 RB Ronald Jones – USC
#53 CB M. J. Stewart – North Carolina
#63 CB Carlton Davis – Auburn
#94 OT Alex Cappa – Humboldt State
#117 S Jordan Whitehead – Pittsburgh
#144 WR Justin Watson – Penn
#202 LB Jack Cichy – Wisconsin

Com a sétima escolha geral, o Buccaneers aproveitou a oportunidade de acumular capital de Draft e trocou para baixo com o Buffalo Bills, caindo para a 12ª posição e acumulando duas seleções de segunda rodada no processo. De qualquer forma, se pudermos acreditar no discurso da franquia, o jogador que desejavam desde o começo era o DT Vita Vea e ela conseguiu draftá-lo. Por mais que se trate de um jogador muito bom, a equipe já tinha adquirido um de encaixe similar na Free Agency em Beau Allen e um talento maior ainda estava disponível no S Derwin James.

Se o desempenho no primeiro dia ficou um pouco abaixo do desejado, mas ainda rendeu um atleta de bom nível, o segundo já foi mais bem sucedido. Com quatro escolhas, o Bucs tratou de atacar a urgente necessidade por um RB ao selecionar Ronald Jones. Além disso, trouxe mais dois jogadores de qualidade para o grupo de CBs nos versátil MJ Stewart e no físico Carlton Davis, enquanto a OL recebeu ajuda na forma de Alex Cappa, que pode ocupar uma das vagas de guard.

Com uma classe de qualidade já desenhada, o GM Jason Licht tratou de arriscar em alguns jogadores com potencial ou com questionamentos. O S Jordan Whitehead mostrou boa velocidade para fechar nas jogadas e é um tackleador violento, mas de técnica ruim e um pouco pequeno, o WR Justin Watson chega em um grupo de recebedores lotado e vindo de uma universidade pequena com competição fraca, mas se trata de um projeto que teve um teste atlético incrível, e o LB Jack Cichy sempre mostrou muita qualidade, mas sofreu com diversas lesões, que o levaram a cair até a última rodada, mas se trata de uma aposta válida para uma equipe que tem seu trio de titulares da posição bem definido.

NOTA: 8,0

NFC OESTE

logo cardinalsARIZONA CARDINALS

#10 QB Josh Rosen – UCLA
#47 WR Christian Kirk – Texas A&M
#97 C Mason Cole – Michigan
#134 RB Chase Edmonds – Fordham
#182 CB Chris Campbell – Penn State
#254 OT Korey Cunningham – Cincinnati

O Arizona Cardinals é um dos maiores vencedores deste Draft. A equipe que tinha a necessidade clara de QB e menos capital de Draft para investir na posição, saiu com o número 1 dos rankings de muitos analistas na #10 geral após uma troca com o Oakland Raiders, que saiu muito barata. Uma escolha de terceira e quinta rodada por aquele que é considerado o quarterback da franquia é algo irrisório até.

Josh Rosen era o nome mais pronto desta classe e uma equipe que tem Sam Bradford como titular precisa que seu reserva imediato esteja pronto. Não surpreenderia nem mesmo se Rosen roubasse a vaga de titular ainda durante o Trainning Camp. Devido a toda sua qualidade e o quão motivado parece estar depois de cair tanto na primeira rodada, ele irá se dedicar ao máximo para provar que as equipes que passaram seu nome irão se arrepender.

Além disso, o Cardinals fortaleceu o grupo de recebedores com Christian Kirk na segunda rodada, que fará uma bela dupla com Larry Fitzgerald e trouxe Mason Cole para jogar como center. Pode-se criticar a falta de um OT sendo escolhido mais alto, mas a forma como o Draft se desenhou para a equipe não permitiu que ele viesse antes da última escolha da equipe, em Korey Cunningham, que brigará por uma vaga no elenco.

NOTA: 9

logo seahawksSEATTLE SEAHAWKS

#27 RB Rashaad Penny – San Diego State
#79 DE Rasheem Green – USC
#120 TE Will Dissly – Washington
#141 LB Shaquem Griffin – UCF
#146 S Tre Flowers – Oklahoma State
#149 P Michael Dickson – Texas
#168 OT Jamarco Jones – Ohio State
#186 LB Jacob Martin – Temple
#220 QB Alex McGough – Florida International

Ano vem, ano vai e Russel Wilson terá novamente que correr por sua vida. É difícil tentar explicar o que aconteceu no Draft de Seattle… Escolhas questionáveis, necessidades não atacadas e jogadores de talento sendo passados. Quando a torcida ouviu o nome do RB Rashaad Penny sendo chamado na noite do primeiro dia, sentiu o prelúdio do que estava por vir.

Uma equipe em plena reconstrução, que abriu mão de suas estrelas para poder recomeçar a planejar o elenco, e que praticamente ignorou as trincheiras, pontos mais fracos do ataque e defesa, não tinha como dar certo. A primeira e única escolha para a ofensiva foi Jamarco Jones, um nome e valor até interessante no fim da quinta rodada, mas que não resolve os problemas da equipe. O mesmo aconteceu na defensiva com a seleção de Rasheem Green de USC no meio da terceira rodada.

O maior momento do Draft do Seahawks aconteceu com a escolha de Shaquem Griffin, dono de uma das maiores histórias de toda NFL, mas que não irá impactar onde a equipe mais precisa. Pode parecer até cômico, mas a melhor escolha da equipe foi Michael Dickson, punter de Texas e um dos melhores prospectos da posição nos últimos anos foi selecionado na quinta rodada. E só. De resto, jogadores que podem contribuir, mas hoje não têm o impacto que a franquia precisava.

NOTA: 4,5

LOS ANGELES RAMS

#89 OT Joseph Noteboom – TCU
#111 C Brian Allen – Michigan State
#135 DE John Franklin-Myers – Stephen F. Austin
#147 LB Micah Kiser – Virginia
#160 LB Ogbonnia Okoronkwo – Oklahoma
#176 RB John Kelly – Tennessee
#192 OT Jamil Demby – Maine
#195 DT Sebastian Joseph – Rutgers
#205 DE Trevon Young – Louisville
#231 LB Travin Howard – TCU
#244 DE Justin Lawler – SMU

Os Rams decidiram priorizar o período de Free Agency e trocas ao utilizar o seu capital de Draft. O resultado foi a perda das escolhas mais altas e o acúmulo de seleções no terceiro dia. Desta forma, a equipe trouxe mais jogadores para profundidade e rotação e alguns poucos que poderão brigar pela titularidade.

É o caso de Ogbonnia Okoronkwo, de Oklahoma, escolha de quinta rodada. O jovem pass rusher deve se aproveitar dos pouco badalados nomes na posição em uma unidade defensiva sensacional para encontrar sua vaga. Aproveitando os espaços deixados por Donald e Suh, o OLB tem tudo para ter a melhor temporada entre os draftados da equipe.

Além dele, John Kelly chega para ser o reserva imediato de Todd Gurley. Após uma brilhante temporada ano passado, o jogador poderá carregar menos a bola para evitar lesões e chegar fresco no final do ano para brigar por playoffs. A equipe também investiu em dois jogadores de OL em Joseph Noteboom e Brian Allen que poderão aprender com veteranos sólidos antes de precisarem assumir a titularidade.

NOTA: 6,5

logo 49ersSAN FRANCISCO 49ERS

#9 OT Mike McGlinchey – Notre Dame
#44 WR Dante Pettis – Washington
#70 LB Fred Warner – BYU
#95 S Tarvarius Moore – Southern Miss
#128 DE Kentavius Street – NC State
#142 CB D. J. Reed – Kansas State
#184 S Marcell Harris – Florida
#223 DT Jullian Taylor – Temple
#240 WR Richie James – Middle Tennessee

O San Francisco 49ers teve uma das classes mais sólidas de todo o Draft, mas com a ausência de um nome de peso, que uma equipe que vem muito badalada com o QB Jimmy Garoppolo pedia. Ao invés disso, o GM John Lynch preferiu escolher Mike McGlinchey na #9 geral, para jogar de Right Tackle e trocar Trent Brown, que jogou na posição na última temporada, com os Patriots.

As armas para Garoppolo vieram em seguida. Na segunda rodada veio um ótimo e subestimado nome para compor o grupo de WRs em Dante Pettis. Já na sétima rodada um excelente slot, que, caso se mantenha fora de problemas extra campo, será de grande ajuda em Richie James.

Fred Warner, LB de BYU, escolha de terceira rodada, já chega como titular em uma unidade que precisava de muita ajuda com a incerteza quanto a disponibilidade de Reuben Foster, e Kentavius Street reforçará a rotação na linha defensiva. Se olharmos de maneira geral, nenhuma escolha de John Lynch é criticável. No entanto, a forma como ele abordou as necessidades da equipe poderia ser feita de maneira diferente.

NOTA: 7,5


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