segunda-feira, 14 de Maio de 2018

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“Ele faz de tudo. Eles o usam para realmente fazer de tudo. Eu não acho que exista alguma limitação. Eu não acho que eles estão sentados lá dizendo ‘Bem, nós não queremos iniciar essa jogada com Jason em campo.’ Ele bloqueia para corrida, ele recebe a bola no meio do campo, ele recebe a bola na red zone, terceiras descidas, inside, outside, seams, cobertura individual, cobertura por zona, proteção para o passe. Eu quero dizer, o que eles precisarem que ele faça ele faz e faz bem.”

Isso é o que Bill Belichick (que considera tight end a segunda posição mais difícil do ataque) tem a dizer sobre Jason Witten, que anunciou sua aposentadoria da liga e deixará saudades para o torcedor do Dallas Cowboys e para qualquer apaixonado pelo esporte.

Witten chegou ao Cowboys no Draft de 2003, sendo selecionado na terceira rodada com a escolha número 69. Saindo da Universidade de Tennessee era considerado um dos melhores prospectos na posição. De lá para cá, são 15 anos vestindo a camisa da franquia de Dallas, e como ele vestiu essa camisa. Witten jogou TODOS os jogos de temporada regular entre 2004 e 2017. Somente em 2003 não teve uma temporada de 16 jogos, quando esteve presente em “apenas” 15. Foi titular em 229 dos 239 jogos que jogou (recorde de jogos por um jogador na franquia), algo próximo de 96% dos jogos dos Cowboys desde 2003. Além disso, possui uma carreira com marcas impressionantes:

  • 11 vezes selecionado para o Pro Bowl.
  • 4 vezes selecionado para o All-Pro (sendo duas para o time titular).
  • Ganhador do Walter Payton Man of The Year em 2012.
  • 1.152 recepções na carreira, maior marca na história do Cowboys e 4º na história da NFL.
  • 12.448 jardas recebidas, maior marca na história do Cowboys e 21º na história da NFL.
  • 68 Touchdowns recebidos.

Além da carreira espetacular dentro de campo, Witten sempre foi um membro ativo na comunidade. Ele era porta voz do programa NFL Play 60, uma iniciativa do Cowboys para incentivar a atividade física de crianças e reverter a obesidade infantil. Se dedicou também a trabalhos de conscientização contra violência doméstica, além de possuir sua própria inciativa de caridade, a SCORE Foundation, que ajuda diversos projetos no Texas e no Tennessee (de onde é natural). Tudo, somado a sua ética profissional impecável, o fez vencedor do Walter Payton Man of the Year em 2012, premiação dada em reconhecimento a serviços prestados pelos jogadores fora do campo.

A relação com Tony Romo

Quando Witten chegou no aeroporto de Dallas em 2003, havia apenas outra pessoa no translado que levava ao hotel. Tony Romo. Os dois se tornaram amigos logo no início de suas carreiras. Witten e Romo ficavam quase todos os dias após as atividades do time serem encerradas treinando junto do técnico David Lee (que hoje é técnico de quarterbacks no Bills). Na época, eram apenas um tight end em evolução (ainda usado como full back ou em times especiais) e o segundo quarterback reserva.

Em 2006 Romo assumiu a titularidade na posição de quarterback no Cowboys e teve uma carreira excelente. Mas ele mesmo assume que muito de seu crescimento se deve a sua relação com Witten, tanto pessoal como profissional. Para Romo, Witten sempre foi aquele jogador que todos no time, sejam calouros ou veteranos, tentavam imitar. O jogador que é usado como exemplo pelos técnicos de como você deve se comportar, de como ser um profissional.

A carência de um Super Bowl e o Hall da Fama

Infelizmente essa era do Cowboys liderada por Witten e Romo não conquistou nenhum anel para a franquia. Foram sete visitas a pós-temporada protagonizadas por esta dupla, mas o mais longe que conseguiram chegar foi ao Divisional Round. Seria a cereja no bolo que faltava para a carreira desse tight end.

A partir de 2023 o jogador terá a chance de adicionar mais uma conquista para seu currículo, podendo ser indicado para o Hall da Fama do Futebol Americano. Há poucas dúvidas de que Witten receberá o paletó dourado em Canton, mas talvez demore um pouco. Mesmo considerado por muitos um jogador que deveria ser nominado já em seu primeiro ano elegível, o retrospecto dos últimos tight ends não é animador. Nenhum dos oito tight ends na era moderna que entraram para o Hall da Fama o fizeram na sua primeira tentativa. Mas independente disso, sua hora sem dúvidas chegará.

Confira aqui a história do Hall da Fama do Futebol Americano.

Para o torcedor que desejar matar a saudade, Witten comentará o Monday Night Football pela ESPN a partir da próxima temporada. E só nos resta agradecer a tudo o que ele fez pelo esporte e desejar uma carreira tão brilhante nessa nova etapa quanto a que teve na NFL.

 

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