quinta-feira, 7 de junho de 2018

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Como todos nós sabemos, o Cleveland Browns vem sendo uma verdadeira fábrica de tristezas. Depois de um recorde de 1-31 nas últimas duas temporadas sob regime do Head Coach Hue Jackson, a franquia promete lhe dar sua ultima oportunidade de conseguir vitórias, e acabar de vez com esse estigma de coitado e patinho feio da NFL. Desta forma, vamos dar uma olhada com um pouco mais de atenção ao ataque da equipe, que vem completamente remodelado para a temporada 2018 e tem tudo para funcionar.

Você pode até não acreditar, mas Hue conseguiu seu respaldo para HC tendo um ótimo desempenho no ataque. Ele era coordenador ofensivo do Cincinnati Bengals e conseguiu fazer um bom trabalho com Andy Dalton. Montou um esquema promissor, se destacou na chamada de jogadas e foi responsável por um dos melhores anos do QB dos Bengals. A questão que fica é, por que o ataque dos Browns foi tão desastroso nos últimos dois anos? Falta de talento? Mudança de esquema? A verdade é que muitas vezes um bom coordenador simplesmente não consegue ser um bom Head Coach, são dois cargos muito distintos que faz até mesmo as melhores mentes posicionais darem errado no comando geral. No entanto, o Browns de 2018 parece ter achado uma forma de resolver o problema.

Todd Haley. Isso mesmo. O manda chuva do ataque que causou calafrios nos Browns nas últimas temporadas agora veste marrom. O ex-coordenador ofensivo do Steelers agora chega a Cleveland e terá a missão de dividir o papel do comando do ataque com Hue, tanto na chamada de jogadas, como no desenvolvimento de talento. O que tirará um peso das costas do HC e trará mais tranquilidade para focar nas outras questões da equipe. Haley, apesar do histórico de brigas com Big Ben, é um coordenador veterano e muito reconhecido por seu trabalho. Suas questões com QB do Steelers dizem majoritariamente a respeito do ego dos dois, onde Roethlisberger queria ter mais autonomia sobre a unidade que comandava em campo, e o comandante de verdade fora de campo, não permitia. O que deu origem a todos os boatos com relação à aposentadoria de Big Ben por algumas das últimas offseasons.

Desta forma, a tendência do Browns é ganhar um ataque completamente novo. Uma unidade que busque explorar o que tem de melhor em seu elenco. Seja com passes curtos para o perigoso Duke Johnson saindo do backfield, que muitas vezes foi ofuscado pela preferência de corridas fortes pelo meio com o antigo RB da equipe, Isaiah Crowell, ou essas mesmas corridas, agora com Carlos Hyde, onde o corredor busca o contato e arranca na marra algumas jardas adicionais. Tudo isso sendo complementado com o calouro Nick Chubb, que se mostrou recuperado de uma grave lesão que sofreu no College enquanto atuava por Georgia, e pode se tornar um grande steal na segunda rodada, uma vez que já foi um dos jogadores mais dominantes da NCAA.

Já na posição de QB, Cleveland tem provavelmente a melhor situação desde que voltou a NFL em 1999. Isso porque Tyrod Taylor chegou de Buffalo via troca e Baker Mayfield foi escolhido com a #1 escolha geral do Draft. A tendência é que Taylor, que tem apenas mais um ano de contrato, segure a bronca nessa temporada, para que o calouro assuma a unidade em 2019. O que parece ser uma situação bem confortável para a equipe, já que após duas temporadas desastrosas, o importante mesmo para a franquia agora são vitórias, e Taylor, apesar do potencial menor, pode garantir isso. Ano passado, com um elenco limitadíssimo, conseguiu levar os Bills aos playoffs pela primeira vez em 17 anos, e com as baixas expectativas em cima da equipe nessa temporada, pode conseguir surpreender a todos com um bom ano e garantir um belo contrato em 2019 com outra franquia.

Além de tudo isso, o elenco de apoio ofensivo dos Browns também está muito mudado. A lenda da franquia, Joe Thomas, se aposentou após perder os primeiros jogos de sua carreira devido a uma lesão e deixa a posição de LT em disputa. Para o corpo de recebedores, Jarvis Landry chegou e promete ajudar Tyrod Taylor com passes curtos, aliviando a pressão de ter que carregar a equipe nas costas. Isso tudo sem contar também com o WR Josh Gordon, que fará a pré temporada com a equipe e terá bastante tempo para se adaptar ao novo ataque, já que chegou no meio do ano passado pós suspensão e mesmo assim obteve impacto.

Essa é a perspectiva do novo ataque dos Browns. Como sempre, o torcedor vê uma esperança no fim do túnel. Uma esperança de um ano melhor, conquistando vitórias e deixando de ser chacota na Liga. A confiança na posição de QB que não vinha a bastante tempo, agora parece ser pra valer. E tudo isso sob um novo regime, encabeçado pelo vitorioso e reconhecido GM John Dorsey, que promete tirar o nome do Browns da lama custe o que custar.

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