segunda-feira, 5 de novembro de 2018

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Para os mais nostálgicos, lembrar com afinco de uma época em que determinada equipe era dominante tanto ofensiva quanto defensivamente serve de alento frente à períodos obscuros de fracassos e insucessos. Pergunte a um torcedor mais antigo do Buffalo Bills para lhe contar acerca de época de ouro do QB Jim Kelly e comparar com o time liderado por Nathn Peterman no último domingo e veja a riqueza de detalhes: é assim que as coisas são. Em uma liga tão competitiva quanto à NFL, mudanças anuais do equilíbrio de forças (salvo raras exceções).

No Carolina Panthers, o sucesso obtido em um passado nada distante está de volta. Parece que estamos em 2015 novamente para a franquia de Charlotte. A vitória acachapante contra o frágil Tampa Bay Buccaneers por 42 x 28 na última rodada garantiu não apenas a terceira vitória consecutiva na temporada (e a décima em casa se contarmos a temporada passada também) como elevou o patamar da equipe dentro não apenas da NFC Sul, a conferência que tem o New Orleans Saints, outro favorito, como também coloca a franquia na possibilidade de ao menos sonhar com grandes voos ainda nesta temporada, culminando talvez no terceiro Super Bowl da história da franquia ainda jovem, fundada em 1995.

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A equipe anotou um total de 35 pontos apenas no primeiro tempo (pela primeira vez na história do time) contra os rivais de Tampa e fechou a citada trinca de vitórias na temporada. Tais vitórias foram contra nada menos que o atual campeão – o Philadelphia Eagles, atuando fora de casa em vitória em que engataram uma virada após estarem perdendo por duas posses no derradeiro período e contra o Baltimore Ravens, então melhor defesa da NFL em pontos cedidos, mas que o ataque comandado pelo QB Cam Newton anotou 36 pontos e nunca foi ameaçada durante praticamente todo o jogo.

 

Nos três últimos jogos, este ataque pareceu como o de 2015 – com uma variedade incrível de jogadas e formações até pouco ortodoxas, mas que vem dando muito resultado. O GIF mostrado abaixo ressalta uma jogada que resultou em um dos TDs contra o Buccaneers na última rodada – uma reversão tripla em que a bola começou com o QB Cam Newton, passou pelo WR DJ Moore que cruzou da esquerda para a direita e no processo entregou para o WR Curtis Samuel, que fez a rota contrária e costurou toda a defesa adversária até a end zone.

Tudo passa pelo QB Cam Newton nesta altura da temporada. O MVP da citada temporada de 2015 também compila ótimos números também em 2018 tanto pelo ar quanto pelo chão, e esta imprevisibilidade pelo chão é o que torna o ataque tão especial no momento. Os WRs DJ Moore e Curtis Samuel e principalmente o RB Christian McCaffrey também são ótimas armas nesta variação de jogadas do coordenador ofensivo Norv Turner, que merece destaque por fazer um ótimo trabalho na coordenação deste ataque, o grande ponto forte da equipe até agora.

Este não é o mesmo time que ficou 17 x 00 atrás do placar contra o Washington Redskins no começo da temporada, é um ataque bem diferente.

O WR Curtis Samuel perdeu as três partidas iniciais após um procedimento cirúrgico para corrigir um problema de batimentos cardíacos irregulares; o TE Greg Olsen fraturou a perna logo na primeira semana da temporada e só retornou na quinta partida da equipe e o WR calouro DJ Moore só foi introduzido no plano de jogo após o veterano WR Torrey Smith se machucar. Podemos dizer que agora Turner tem o arsenal disponível para continuar fazendo estragos nas defesas adversárias.

Claro que nem tudo são flores neste time. A letargia em alguns momentos – marcada pelo apagão do ataque dentro das partidas ainda precisa ser consertada, mas isto era algo corriqueiro até naquele time de 2015 que venceu quinze dos dezesseis jogos da temporada regular e avançou até o Super Bowl.

Na última rodada, a tranquila vantagem de 35 x 7 rapidamente virou 35 x 28 já no começo do último quarto, com o Bucs liderado pelo QB Ryan Fitzpatrick na busca pela improvável virada. O outrora imparável ataque não conseguia ficar em campo e a defesa cansada nada pode fazer frente à unidade ofensiva de Tampa nesta partida. Em 2015, o Panthers vencia o Packers por 20 x 00 antes de vencer por uma posse de bola; quase perderam uma liderança de 31 pontos contra o Seattle Seahawks nos playoffs e claro, quase extirparam uma vantagem de 28 pontos contra o New York Giants até o QB Cam Newton guiar a campanha da vitória por 38 x 35.

A combinação da imaginação de Turner para explorar cada ponto positivo dentro das características de jogadores explosivos com a capacidade Cam Newton em orquestrar todas as formações e esquemas que o Panthers opera atualmente coloca o time em um outro patamar com relação ao poderio ofensivo – talvez se aproximando de New Orleans Saints e Los Angeles Rams, os dois times que são referência neste setor na atual temporada. Unindo isto à uma poderosa unidade defensiva com vários nomes interessantes, sendo o LB Luke Kuechly o principal deles, torna este time do Carolina Panthers uma das forças dentro da conferência nacional e uma equipe que deve se colocar na briga por grandes coisas na temporada.

 


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