segunda-feira, 14 de Maio de 2018

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498 dias. 71 semanas e 1 dia. 1 ano, 4 meses e 13 dias. Chame da maneira que quiser, mas este é o período que separa o dia 1° de Janeiro de 2017 da data de hoje (14/05). O que de tão especial aconteceu neste dia? Bem, foi neste Domingo em questão que o Indianapolis Colts venceu o Jacksonville Jaguars por 24 x 20 atuando no Lucas Oil Stadium, em Indianapolis. Até aí um resultado normal dentro da tão competitiva NFL que somos brindados em assistir, mas tal jogo em questão foi um marco na história do time mandante: foi o último passe lançado pelo Quarterback Andrew Luck. Seus 24 passes completos de 40 tentados e as 321 jardas obtidas pareceram apenas mais uma tarde comum para o atleta que se acostumou a compilar tais números, porém a torcida já se lembra com nostalgia do tempo que Luck defendia as cores da equipe.

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Uma misteriosa porém igualmente dolorosa lesão no ombro direito do atleta, claramente negligenciada pela comissão técnica nos meses anteriores custou a temporada de 2017 de Luck, e com isso se foram também quaisquer aspirações de sucesso do Colts na temporada que passou, fator evidenciado pelo recorde de 4-12 obtido e a certeza que as coisas só melhorarão quando a face da franquia estiver de volta aos gramados.

A nova diretoria e comissão técnica resolveu tomar como exemplo o descaso em tratar a lesão de Luck do antigo regime e adotou a cautela como principal característica do processo de recuperação. Desde então surgem diversos questionamentos sobre a disponibilidade de Luck para a abertura da temporada regular, afinal, várias reportagens dão conta que ele sequer lançou uma bola de futebol americano desde então. Mesmo assim, o otimismo toma conta de todos que convivem diariamente com o atleta e a volta daquele que uma vez foi considerado a nova face da NFL está se aproximando vertiginosamente e Setembro parece ser a data que finalmente o veremos de volta aos campos.

Mesmo que a citada cautela não permita dizer muito mais que isso, há razões para otimismo nos lados do Colts para a temporada que se iniciará na parte final deste ano. Sob o comando do novo HC Frank Reich, ele está saudável o suficiente para participar dos programas de intertemporada feitos até agora, claro que sem nenhum tipo de contato ou esforço mais desgastante, porém é importante ele estar junto com os atletas e reiterar a confiança em si, afinal, anos de times desconexos do Colts foram acobertados por um desempenho soberbo de Luck, que conquistou 33 vitórias na temporada regular entre 2012 e 2015, com três classificações consecutivas para a pós-temporada. Mais importante que isso, é o fato de aderir a uma programação estrita de recuperação e à seguir da melhor maneira possível, sem pular qualquer tipo de etapas dentro deste processo.

O fato de estarem fazendo isso há praticamente um ano e meio nos dá uma certeza (e um alívio, de certa maneira): o Colts conta com Andrew Luck para esta temporada. Conta a ponto de se sentir confortável para mover da 3ª para 6ª escolha geral do último Draft e passar a oportunidade de recrutar um dos três melhores prospectos disponíveis da posição, conta a ponto de recrutarem dois atletas de linha ofensiva nas rodadas iniciais do Draft deste ano para finalmente construírem uma linha ofensiva sólida para ele, conta a ponto de nem escutarem propostas de trocas pelos serviços de Luck, como foi ventilado no período pré-Draft. Enfim, com um monstruoso contrato a ser cumprido ainda, Luck e Colts parecem atados fortemente por um laço difícil de ser desfeito, e ao que tudo indica só se encerrará com uma aposentadoria, o que honestamente espero (pelo bem da NFL em geral) que esteja muito longe de acontecer.

“O plano é que ele estará aqui para nos liderar (na semana 1). Toda a reabilitação está apoiada em etapas. Sim, alcançamos aquele estágio. Estágio um, dois, três. Todos foram feitos. Estamos apenas progredindo nesta estrada.” Declarou Reich recentemente.

Contudo, não há motivos para apressar esta volta nas OTAs (sigla em inglês para atividades feitas na intertemporada) que acontecerão no próximo mês. Em vez disso, Luck estuda seu novo livro de jogadas e se ambienta ao esquema de jogo que Reich quer implantar para o Colts, que pela primeira vez nos últimos anos parece ter uma direção correta a seguir, montando uma base sólida mas que será necessário algum tempo até que combinem para ser algo maior. Contudo, o Training Camp será o ponto crucial para avaliarmos a disponibilidade Luck em 2018 e com isso qualquer remota chance de sucesso da temporada do Colts, que vê em Jacoby Brissett uma sólida opção para reserva e possível titular com o elenco de apoio correto ao seu redor, porém claramente não é o caso do Colts.

Luck e seu ombro ganham as manchetes desde a semana 3 da temporada regular de 2015, marco inicial de todo este processo que inclui as polêmicas decisões da equipe em ignorar a dor sentida no local e incluir seu principal jogador entre os titulares seguidamente, o que obviamente não funcionou.

Aos 28 anos de idade e com cinco temporadas atuando em seu currículo, Luck já chega em um estágio crucial dentro de sua carreira, que muitos previam ser vitoriosa entre os profissionais mas que não tomou o rumo correto desejado. Claro que nem sempre é culpa do veterano, mas são os fatos. Tratamentos na Holanda e na California buscam retomar o melhor de Luck à nível de NFL e, vários meses depois, estamos prestes a observar seu retorno aos campos.

 

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