terça-feira, 15 de Maio de 2018

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Depois de um período de Free Agency bastante controverso, a equipe do Miami Dolphins balançou as estruturas da equipe depois de um ótimo Draft reforçando bastante seu elenco. Se algumas semanas atrás nós nos questionávamos se existia um plano em Miami, hoje nós pelo menos entendemos um pouco do que aconteceu. Adam Gase e companhia estão apostando alto suas fichas em Ryan Tannehill, que se não mostrar que pode retomar seu bom futebol de antes da lesão, acabará em apuros.

Quando fazemos um levantamento em geral do plantel do Dolphins, uma resposta é consensual: falta talento. Sejam skill players, jogadores de renome ou aqueles caras polêmicos onde passam. A falta de jogadores em que a torcida de Miami possa se agarrar e torcer por uma bela apresentação era pouca. O suspiro de talento que a equipe tinha até ano passado com Ndamukong Suh e Jarvis Landry se foi, e agora?

O GM da franquia, Mike Tannenbaum, parece ter entendido o sentimento do torcedor. Nas primeiras rodadas do Draft trouxe jogadores que podem se desenvolver e assumir rápido esse posto de referencia de talento no roster.

Na primeira rodada, a equipe selecionou Minkah Fitzpatrick, um dos principais jogadores defensivos da classe e o defensive back número #1 de muitos boards. A adição de Minkah é sensacional. Seja pelo ponto de vista técnico, um dos melhores jogadores da classe, quanto por valor posicional, um jogador top 5 na #11 geral, quanto por encaixe de esquema, o Dolphins enfrenta Rob Gronkowski 2 vezes por ano. O produto de Alabama chega em Miami já provavelmente como titular e dará uma cara a essa defesa que ficaria órfã de um nome que pudesse confiar para gerar grandes jogadas.

Já na segunda rodada, um nome que promete cumprir o papel deixado por Jarvis Landry de uma forma diferente. O escolhido foi Mike Gesicki, Tight End de Penn State. Com seus 1,98m  de altura, o recebedor é excelente recebendo bolas pelo meio do campo, e vai atuar também como uma maquina de recepções. Buscando melhorar a vida de Tannehill tanto pelo meio do campo, quanto na redzone, o jogador vem pra ser a cara desse ataque e atuar de uma forma parecida como Jimmy Grahan atuou pelos times onde passou. Para complementar Gesicki, o Dolphins ainda trouxe outro TE Durham Smythe, reconhecido jogador de Notre Dame quando o assunto é bloqueios. O que acaba com todo o questionamento a Gesicki por não saber bloquear.

Na terceira rodada o Dolphins percebeu a carência que existe no seu copo de Linebackers e trouxe um nome para fechar a unidade, sendo Jerome Baker, de Ohio State, o escolhido. O LB chega para fechar um trio com bastante potencial com Kiko Alonso e Raekwon McMillan. Nesse esquema, terá mais liberdade para poder se preocupar diretamente com o jogo aéreo, sua maior especialidade, e dar o suporte ao jogo terrestre quando necessário. Numa Liga em que o passe ganha cada vez mais importância, principalmente na marcação de Slot Receivers e Tight Ends mais leves e rápidos, Baker pode crescer de importância rápido dentro da equipe e se tornar um titular bem sólido.

Para terminar com a seleção de grandes nomes, na quarta rodada o Dolphins selecionou o Running Back Kalen Ballage, de Arizona State. Ballage era a estrela do programa de futebol dos Devils e fazia de tudo na equipe. Além de correr muito bem entre os Tackles e ter velocidade para corridas abertas, ele também tem um catch muito natural e pode se tornar uma grande arma recebendo passes saindo do backfield. O jogador chega para compor o comitê de RBs da equipe junto com Kenyan Drake e o veteraníssimo recém chegado Frank Gore, sendo a peça mais versátil da equipe.

No geral, boas escolhas para a equipe, sendo uma das mais bem avaliadas em geral no Brasil a fora pelo talento presente na classe. Escolhas essas que se atingirem a expectativa, podem salvar a franquia da mediocridade que assombrava a cidade a tantos anos. Jogadores que podem ter impacto imediato e criar identificação com a torcida já desde a semana 1. E era isso que a franquia do Dolphins precisa, talento e identificação.

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