segunda-feira, 9 de julho de 2018

Compartilhe

A carreira de Teddy Bridgewater até o momento não tem sido nada fácil. Selecionado no final da primeira rodada do Draft de 2014 pelo Minessota Vikings, o jovem quarterback teve um início próspero e impressionou em suas duas primeiras temporadas. Porém em 30 de agosto de 2016, durante um treino, o jogador sofreu uma lesão que mesmo sem contato foi gravíssima. Exames confirmaram um rompimento do ligamento cruzado anterior além de outras lesões na estrutura do joelho, inclusive com um deslocamento de sua articulação. O tempo de recuperação foi estimado em 19 meses.

Leia mais: As principais disputas entre quarterbacks nas atividades organizadas

A lesão fez com que não somente ele perdesse completamente as temporadas de 2016 e 2017, mas também encerraram sua história no Vikings, que acabou contratando Kirk Cousins nesta intertemporada. Passados 2 anos sem vê-lo jogar fica até fácil de esquecer do quão promissor o jogador era. Nos 13 jogos que esteve em campo em sua temporada de calouro jogou em 13 oportunidades, completando 259 dos 402 passes tentados (64,4%), um total de 2.919 jardas, 14 touchdowns e 12 interceptações. Nessa temporada ele alcançou alguns recordes, como o maior percentual de passes completos em um jogo por um calouro com pelo menos 40 tentativas (75,6%) e se tornou o primeiro calouro a completar mais de 70% dos passes em 4 jogos seguidos.

Seus números em 2015 melhoraram um pouco: completou 292 dos 447 passes lançados (65,3%), terminando a temporada com 3.231 jardas, com 14 touchdowns e 9 interceptações. Mas os números muitas vezes mascaram a realidade, e este é um dos casos. O elenco do Vikings não era a potência que é hoje. A linha ofensivas estava entre as piores da liga, o corpo de recebedores não ajudava e todo o ataque do time ainda era voltado para o running back Adrian Peterson. E mesmo que o volume total foi baixo, seus percentuais foram bons: em 2015 foi 9º em percentual de passes completados, 17º em jardas por tentativa e 13º em passer rating. Nada mal para um jogador apenas em seu segundo ano na liga, jogando por um ataque deficiente e que não lhe ajudava muito.

A oportunidade para Teddy Bridgewater voltar aos gramados da NFL veio com o verde e branco do New York Jets. O acordo fechado foi de 1 ano e 6 milhões de dólares. Mas isto está longe de garantir sua presença em campo, já que deverá competir por posição com o ex-Browns Josh McCown e com Sam Darnold, terceira escolha geral do Draft deste ano.

Leia textos exclusivos a cada semana sobre todos os times da NFL. Seja um assinante L32

As atividades organizadas já estão concluídas e o desempenho de Bridgewater impressionou quem o viu e rendeu elogios da imprensa e dos técnicos. De acordo com o jornal nova-iorquino Daily News, o atleta tem apresentado fluidez em seus movimentos sem nenhum sinal de incômodo no joelho, como se a lesão nunca tivesse existido. Esse tipo de análise é perigoso antes da pré-temporada (quando o corpo do jogador será posto a prova contra defesas adversárias) mas os sinais são promissores.

Darnold é o futuro do Jets, o time não o teria selecionado tão alto no Draft à toa. Mas caso ele não se mostre ainda pronto para iniciar a temporada como titular, a disputa ficaria entre McCown e Bridgewater. Porém McCown já está com 39 anos e indo para o fim de sua carreira. Caso o Jets decidisse trocá-lo, seu valor seria irrisório. Já Teddy ainda é bastante jovem, tem apenas 25 anos de idade (1 mês e meio mais velho que Carson Wentz). Se as apostas na evolução e saúde dele durante o training camp e na pré-temporada se mostrarem corretas, a franquia pode usar esse valor em uma troca com alguém que precise de reforço no under center. Não seria um cenário muito diferente do que ocorreu entre Vikings e Eagles após a lesão de Bridgewater, quando o Vikings deu duas escolhas (1ª e 4ª rodada) por um Sam Bradford que não estava nos planos do futuro do Eagles.

Os interessados por uma possível troca por ser qualquer um em uma situação de perder o reserva por lesão, ou até mesmo alguma franquia que acredite em Bridgewater para seu futuro. E times sem profundidade na posição de quarterback temos vários. Um exemplo foi o Indianapolis Colts, que vive na incerteza da volta de Andrew Luck. A franquia foi obrigada a fazer uma troca com o Patriots por Jacoby Brissett (na época segundo reserva de Tom Brady). Agora imaginem uma lesão de Dalton, ou Wilson, ou Mariota, ou Newton. Isso colocaria uma franquia desesperada no mercado atrás de alguém para ser seu titular na esperança de não perder a temporada. Em uma situação assim com certeza a aposta feita pelo Jets já se pagaria.

Para Bridgewater a próxima temporada será decisiva em sua carreira. Por ser ainda novo, sua saúde ainda é a principal preocupação: o atleta deverá provar que está saudável e pronto para jogar na NFL. Se somado a isso mostrar que ainda continua com a mesma calma no pocket, precisão e capacidade de estender jogadas que tinha nos tempos de Vikings, merecerá uma posição na liga. O simples fato da forma como ele lidou com essa trágica situação, sem nunca reclamar, desistir ou apontar culpados já mostra seu caráter. Só por isso já é digno de admiração.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Leave A Reply