terça-feira, 7 de agosto de 2018

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Na noite deste último domingo Cleveland Browns e Buffalo Bills confirmaram uma troca envolvendo o WR Corey Coleman. Escolha de primeira rodada da equipe de Ohio em 2016, Coleman teve dois anos como profissional abaixo da média após conviver com lesões e Quarterbacks questionáveis passando a bola. Mesmo assim, seu desempenho é considerado individualmente decepcionante visto que foi o primeiro recebedor selecionado de sua classe, mesmo após ter uma grande produção em seus anos de NCAA. Diante dessa situação, os Browns decidiram por envia-lo para os Bills por uma escolha de sétima rodada de 2020.

Primeiro precisamos contextualizar os problemas vividos pelo recebedor para analisar se as criticas as más atuações são justas ou não. O primeiro e mais importante, lesões. Corey Coleman quebrou a mão não uma, mas duas vezes em dois anos com os Browns. Tanto em 2016 em seu ano de calouro, como em 2017, o jogador acabou perdendo jogos por essa fratura, onde até chegou a retornar para o resto da temporada, mas sempre muito inconsistente e sem confiança. Esse segundo fator ainda traz mais consequências. Um jogador sem confiança costuma perder em mais alguns aspectos de seu jogo, e o principal para Coleman foram os drops. A falta de confiança e o medo pós lesão faz com que aspectos previamente estabelecidos do seu jogo caiam de alguma forma, prejudicando o desempenho do atleta.

Como se não bastasse, o WR é alvo de críticas fora dos campos. Algumas pessoas acusam o jogador de ser ruim de vestiário. Seja por problemas de personalidade, convívio com outras pessoas ou um companheiro de time ruim, a fama do jogador correu tanto que tomou os noticiários durante este Training Camp. Tentando estabelecer uma nova filosofia após terminar o ano 0-16 na temporada passada, jogadores assim ficam fora dos planos do novo GM John Dorsey. Que deu um recado claro após trocar o jovem recebedor por praticamente nada, sendo a compensação apenas formalidades.

Desta forma começa uma nova era para o jogador, um recomeço com o Bufallo Bills. Cercado de jovens jogadores, o novo ataque do Bills que já era uma incógnita antes da troca, ganha ares ainda mais misteriosos. Isso porque até o momento ainda não temos a confirmação nem do QB titular e nem da situação do RB LeSean McCoy, que se está com problemas na justiça após ser acusado de agressão pela ex namorada. A única certeza que temos é que Josh Allen é o QB do futuro da equipe e deve ser nele o pensamento de encaixe com qualquer nova peça do time.

Allen é um QB com um braço simplesmente sensacional. Capaz de fazer todos os lançamentos do campo sem nenhuma dificuldade quanto a força, seu problema por enquanto está em fazer antecipação ao seu recebedor. Enxergar onde o seu WR estará e soltar a bola em um ponto futuro é primordial para um QB na NFL hoje, e assim, sua adaptação com Coleman tende a ser um pouco complicada, pelo menos no inicio. Sem ter um físico sensacional, Coleman é um bom corredor de rotas e precisa do passe na janela certa após deixar seu marcador para trás. Felizmente, os dois ainda terão um Training Camp inteiro para se adaptar um ao outro.

Com relação ao corpo de recebedores como um todo, a adição de Coleman cai como uma luva. Alinhando ao lado oposto de Kelvin Benjamin, Wide Receiver clássico de posse de bola, o recém chegado dará uma dinâmica maior ao grupo e poderá deixar Jeremy Kerley tranquilo no slot, enquanto tira um pouco da responsabilidade de Zay Jones, que não foi bem na temporada de calouro no ano passado. Além de alguns outros nomes jovens do elenco, a aposta da franquia para seu desenvolvimento está no novo coordenador de posição, Terry Robiskie , famoso por seus trabalhos na Liga desenvolvendo talentos, como Julio Jones e Roddy White.

Já na questão do impacto da troca no fantasy, Coleman deve ter mais snaps e ser mais visado em Buffalo, ao invés da grande competição que tinha em Cleveland, aumentando seu valor. Enquanto as “ações” de Jarvis Landry e Josh Gordon também entram em alta com uma opção a menos no jogo aéreo da equipe. A queda fica por conta de Kelvin Benjamin e Zay Jones, que verão a competição por volume de jogo da equipe crescer.

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