sexta-feira, 8 de junho de 2018

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Desde 2000 todas as campanhas do New England Patriots foram positivas, ou seja, fazem dezessete anos nos quais o time termina a temporada com mais vitórias que derrotas. Esse é o atual recorde na NFL, que caminha a passos largos para ser ampliado para 18, 19, 20 ou até quando Belichick e Brady continuarem em Boston. Foram 15 aparições na pós temporada, 8 Super Bowls disputados com 5 anéis conquistados. Sem dúvidas é a maior dinastia já vista na NFL e uma das maiores dentre todas as ligas americanas. Olhando assim, parece até fácil certo? Mas a realidade é completamente diferente para o restante da liga.

De 2000 para cá, 20 das 32 franquias conseguiram ir para a pós-temporada por pelo menos três anos consecutivos. Se subirmos a régua para cinco aparições consecutivas nos playoffs, o número cai para 9 franquias, sendo que seis delas estão no limite da linha de corte. Os líderes são o já falado Patriots, que possui 9 aparições consecutiva dentre 2009 a 2017 (número que deve ser ampliado), o Indianapolis Colts, que possui as mesmas 9 presenças em pós temporada, entre 2002 e 2010, e o Green Bay Packers, que foi aos playoffs entre 2009 e 2016. A partir de agora utilizarei o termo dinastia para definir essas situações de dominância dentro da divisão e até certo ponto na conferência conferência. Se considerarmos uma dominância na liga como um todo, faltam exemplos na era moderna da NFL.

E qual é o segredo? O que todos estes times que conseguem sucesso ano sim e ano também têm em comum?

O primeiro ponto, com certeza o mais importante, é bastante óbvio: você precisa de um quarterback. E nesse caso um “mísero” franchise QB não basta. É necessário um atleta de elite, um dos melhores não só da sua geração, mas da história. O Packers possui Aaron Rodgers. O Patriots, Tom Brady. E o Colts, entre 2002 e 2010 tinha o ataque liderado por Payton Manning. Três atletas espetaculares, decisivos, capazes de carregar o time nas costas quando necessário e de comandar viradas que enchem os olhos até dos rivais. Três nomes que sem sombra de dúvidas estarão no Hall da Fama do Futebol Americano assim que forem elegíveis.

Mas um time carregado nas costas pelo seu quarterback não se torna uma franquia. Ele precisa estar equilibrado, bem dirigido e principalmente bem treinado. Dificilmente você verá uma dinastia com trocas de técnicos no meio dela. E novamente, temos aqui semelhanças entre esses três times. Tony Dungy, hoje membro do Hall da Fama, comandou o Colts entre 2002 e 2008. Mike McCarthy lidera o Packers desde 2006. Bill Belichick forma a dupla mais temida com Brady desde 2000. Essa sintonia entre quarterback e head coach é imprescindível para o sucesso.

Mas tem outro fator que não pode ser deixado de lado e que pode acabar uma dinastia. O time precisa ter sorte. Ah, mas competência não é o suficiente? Às vezes não é não. A sorte que me refiro é quanto a lesões, fator completamente imprevisível que pode acabar com o ano de uma franquia. A perda do quarterback ou de alguns jogadores importantes por estarem machucados pode acabar com uma temporada, ou até mesmo com várias. Um exemplo bem atual e triste para os fãs da bola oval é a situação de Andrew Luck no Colts. Com ele, o time jogando em seu melhor nível, o time tem chances de brigar na AFC. Já sem ele, figura no topo do draft.

A não ser que consigam substituir uma dupla de quarterback e head coach de elite por outra, algo que seria de uma sorte e competência inigualáveis, a dinastia do Patriots está chegando em seus últimos anos. Mesmo sendo um monstro, Brady está próximo de se aposentar e o mesmo pode se dizer de Belichick. Dificilmente veremos na NFL uma dominância neste nível novamente, a liga está mudando e ficando mais equilibrada, com times conseguindo sair de campanhas pífias direto para os playoffs. Mas existe algum time que esteja pronto para ao menos tentar ocupar, em algum nível, o espaço que o Patriots está deixando?

Considerando os dois pontos principais abordados, dois times podem ser citados por terem duplas promissoras de quarterback e técnico. O atual campeão do Super Bowl, também atendendo pelo nome de Philadelphia Eagles, tem o ataque liderado por Carson Wentz (que teve sua temporada de MVP interrompida por uma lesão) e conta com Doug Pederson como técnico. Já em Los Angeles, o Rams possui Jered Goff no under center e Sean McVay chamando as jogadas. São duas duplas extremamente jovens em suas posições e que tem muito a se provar ainda mas que podem ser o pontapé inicial de uma grande rivalidade na NFC, ou até mesmo de uma nova dinastia.

 

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