sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Compartilhe

Antes da temporada começar, houve muita expectativa quanto ao desempenho de Marcus Mariota em 2018. Boa parte da “culpa” pela evolução demorada do jogador sempre foi colocada em Mike Mularkey, antigo técnico do Titans e que teimava em um esquema de ataque ultrapassado e que pouco favorecia o jovem quarterback. Com Mike Vrabel sendo contratado como novo head coach e Matt LaFleur (que participou do ataque do Falcons de Shanahan e do Rams de McVay) vindo para ser coordenador ofensivo, pintou-se um cenário muito favorável para que Mariota finalmente desse o tão aguardado próximo passo em sua carreira. Mas até agora esse passo não parece estar indo na direção correta.

O início de temporada tem sido duro para o quarterback. Sua média de jardas por partida até o momento é de apenas 158, sendo que na semana 4 contra o Eagles foram 344 jardas lançadas (algo que ainda puxou sua média para cima). Nas duas últimas semanas foram 246 jardas combinadas. Fora isso, Mariota tem mais interceptações (4) do que touchdowns (2) até o momento, algo que infelizmente não é novidade para o torcedor do Titans, afinal isso aconteceu nas duas últimas temporadas. E para piorar ainda mais, na última semana contra o Ravens sofreu mais sacks do que acertou passes na partida. Mas até que ponto tudo isto que está acontecendo é culpa de Mariota?

Leia Mais: Palpites da NFL – Semana 7

Leia Também: Dicas de Fantasy Football – Semana 7

Sua semana 1 (uma derrota para o Miami Dolphins) foi bem difícil e suas estatísticas mostram isso: 9 de 16 passes completos para 103 jardas, nenhum touchdown e duas interceptações. Mesmo que ambos os turnovers tenham acontecido após a lesão que o jogador sofrou no cotovelo, seu desempenho poderia ter sido muito melhor. Mariota ainda não parecia confortável dentro do esquema de LaFleur. Além disso, ao menos um touchdown foi em sua conta: uma conexão para Luke Stocker, quando o tight end estava completamente livre para correr para o TD, porém o passe acabou saindo muito fraco, possibilitando a recuperação da defesa. Houveram boas jogadas protagonizadas pelo jogador, mas em geral seu desempenho estava mediano no máximo mesmo antes da lesão.

Após ficar de fora na vitória sobre o Texans na semana 2, ainda se recuperando da lesão, Mariota teve que voltar a campo já na semana 3 para substituir Blaine Gabbert (que saiu de jogo com uma concussão). O Titans acabou vencendo o Jaguars por um magro 9 a 6 fora de casa importantíssimo para este início de temporada e muito disso ocorreu a capacidade de Mariota converter terceiras decidas críticas para manter o ataque em campo, como neste passe com boa movimentação dentro do pocket e que manteve viva a campanha que acabou no field goal que colocou o time à frente no placar. A vitória poderia até ter sido mais tranquila se não fossem drops de seus recebedores em alguns momentos importantes (especialmente em third downs). No geral seu desempenho foi muito melhor que suas estatísticas indicam.

A semana 4 veio com mais uma vitória, desta vez em casa, contra o atual campeão Philadelphia Eagles por 26 a 23. Mariota teve seu melhor desempenho na temporada, com 344 jardas, 2 touchdowns, uma interceptação e ainda um TD corrido. Nesta partida vimos um Mariota que não dava as caras em anos, esbanjando movimentação no pocket, jogando bem contra a pressão apresentada pela defesa do Eagles e espalhando passes com precisão. Porém novamente seu jogo foi atrapalhado por drops dos recebedores (5 na partida). Sua interceptação foi em um passe ruim? Foi. Mas fora isso o quarterback teve uma partida ótima.

Entrando na partida contra o Bills depois de uma ótima vitória, a derrota por 13 a 12 na semana 5 foi um balde de água fria para o torcedor. Mariota lançou para 129 jardas e uma interceptação, completando apenas 14 de seus 26 passes. Mas novamente seu desempenho não foi tão ruim quanto os números mostram. Lembra do problema de drops dos recebedores já citados? Pois é. O maior exemplo disso é a jogada abaixo, que deveria ter sido um touchdown: uma jogada que Mariota conseguiu estender se movimentando bem, achou um Nick Williams completamente livre que deixou a bola escapar de forma miserável. Fora isso, a forma que LaFleur chamava as jogadas foi no mínimo questionável e os recebedores também falharam em conseguir separação. Seu desempenho não foi bom, muito longe do que apresentou na semana anterior, mas nem tudo que aconteceu foi sua culpa.

Marcus Mariota acertou apenas 10 passes na derrota por 21 a 0 para o Ravens. E foi “sackado” 11 vezes. ONZE. É difícil de avaliar muita coisa sobre o desempenho do quarterback em uma partida como essa, afinal é algo completamente atípico. Alguns dos sacks foram culpa dele? Foram. Mas outros foram pelo péssimo trabalho dos guards, pelos recebedores que não conseguiam separação e pelo esquema de LaFleur que não o favoreceu muito durante a partida. No final, foram apenas 15 passes tentados com 10 completados para 117 jardas em uma partida para ser esquecida.

Concluindo, Mariota não está jogando o que esperávamos, mas nem tudo que está acontecendo é sua culpa. Nas duas últimas partidas o trabalho de LaFleur deve ser questionado, afinal foram apenas 12 pontos marcados, todos eles contra os Bills. O grupo de suporte também está deixando-o na mão em muitos momentos, seja pela sua linha ofensiva que derreteu frente ao Ravens ou pelos seus alvos que falham em se desmarcar e em conseguir completar recepções, semana após semana. Se esses pontos melhorarem, Mariota deve apresentar a esperada evolução. Ainda é cedo para que o torcedor bata o martelo e comece a pedir um novo quarterback.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.