segunda-feira, 6 de agosto de 2018

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Na última semana, surgiu a notícia que o Philadelphia Eagles recompensou o GM Howie Roseman e o HC Doug Pederson com extensões contratuais válidas até a temporada de 2022. É uma oferta digna a um trabalho muito bem feito – evidenciado é claro pela conquista do Super Bowl 52 em Fevereiro, mas embora o bom trabalho tenha alcançado seu ápice neste momento, foram alguns anos de decisões acertadas no ponto de vista administrativo, que transformaram o outrora time modelado pela passagem desastrosa do HC Chip Kelly em candidato à próxima dinastia dentro da NFL. Mas você se lembra de todos os movimentos feitos por Roseman na montagem do time? É uma pergunta complicada, afinal já se vão alguns anos desde que ele controla as operações da equipe. Vamos refrescar sua memória com o que de mais importante aconteceu com esta tradicional franquia, com uma bela história no passado e uma ótima perspectiva de presente e futuro pela frente.

A saída de Chip Kelly, após o final da conturbada temporada de 2015 reabriu a chance de Roseman tomar conta das decisões administrativas da equipe, principalmente no que diz respeito ao manejamento do teto salarial e também as renovações contratuais necessárias (ou não), mesmo que o dono Jeffery Lurie tenha a palavra final sobre o elenco, ele confiou a Roseman a reconstrução da equipe que outrora disputava grandes coisas na temporada.

A primeira grande cartada de Roseman foi confiar o cargo de novo HC a Doug Pederson, então coordenador ofensivo do Kansas City Chiefs e um discípulo do lendário Andy Reid, que por muitos anos comandou o próprio Eagles antes de abrir caminho para Chip Kelly, um mundo pequeno, não?! Após isso, em uma das trocas marcadas para sempre na história da NFL, o Eagles mandou cinco escolhas de Draft para o Cleveland Browns em troca da 2ª escolha geral do Draft de 2016, usada apara recrutar o QB Carson Wentz, da então desconhecida North Dakota State, da 2ª divisão universitária.

Na intertemporada antes da campanha vitoriosa em 2017, veio a construção final do elenco. Ao se livrar do contrato maluco do QB Sam Bradford (explicado mais abaixo), ele usou todo o espaço no teto salarial para assinar com quinze (!!!!) jogadores naquele ano, incluindo o WR Alshon Jeffery – crucial na conquista do título. Foi de Roseman também a palavra final para adquirir dois titulares da defesa campeã máxima, o CB Ronald Darby e o DT Timmy Jernigan, que chegaram adquiridos via troca de Bills e Ravens, respectivamente. Ainda na troca de Bradford (vou chegar lá), a escolha de 4ª rodada oriunda dela, tida por muitos como um mero peso dentro da negociação, foi utilizada para que trocassem pelo RB Jay Ajayi, então do Miami Dolphins, construindo um grupo de RBs dos mais dinâmicos da NFL, combinando jogadores de características diversificadas.

Incríveis sete dos onze titulares do  Eagles foram adquiridos em trocas ou mesmo na free agency, assim como atletas cruciais na rotação porém que não tem esta alcunha, como o DE Chris Long e o CB Patrick Robinson.

É admirável o trabalho de Roseman e o Eagles em vislumbrar o talento disponível em certos jogadores – muitos recrutados nas primeiras rodadas do Draft, e os incorporarem ao seu elenco, aflorando o melhor desempenho possível de tais atletas (Long e Robinson são grandes exemplos). Peguemos como um exemplo as trincheiras: três dos cinco titulares da linha ofensiva e cinco atletas da linha defensiva foram recrutados na primeira ou segunda rodada do  Draft. Não por acaso, ninguém pressionou o QB adversário mais vezes que o Eagles e a poderosa linha ofensiva guiou o terceiro melhor ataque terrestre da temporada, ou seja, a aposta nestas atletas valeu e muito.

A troca de Sam Bradford mudou a história da franquia

Pronto! Chegamos no ápice da gestão Howie Roseman no Philadelphia Eagles! De tudo aquilo feito no Eagles até hoje, nada se equipara à ação dele nesta situação. Para quem não se lembra, ele enviou o QB Sam Bradford para o Minnesota Vikings por duas escolhas de Draft – uma usada no DE Derek Barnett e outra enviada ao Dolphins pelo RB Jay Ajayi.

As ramificações desta negociação não se reduziram apenas a isto. Ao fazer esta troca a oito dias do início da temporada regular de 2017, Roseman não apenas livrou U$11 milhões do combalido teto salarial da equipe, como incorporou as citadas escolhas de Draft para seu time mas principalmente, abriu espaço para que Carson Wentz virasse o QB  titular naquela altura. Wentz já estava pronto  e pedia passagem no cargo, mas somente quando Bradford foi despachado para Minnesota é que isto realmente aconteceu. Wentz parece ser a nova futura face da NFL e mesmo perdendo o final da temporada e toda a caminhada nos playoffs com uma lesão no ligamento, lançou para 33 TDs e era um dos favoritos ao prêmio de MVP.

Ao que tudo indica, a base desta equipe vencedora montada pelo GM será mantida nos próximos anos. Jeffery, por exemplo, já renovou seu contrato por mais quatro anos e U$ 52 milhões de dólares após a ótima temporada que ele teve, mesmo com o Minnesota Vikings cotejando o talentosos WR.

O arrojo do GM na (re)montagem de um time outrora carregado de contratos pesados alocados em veteranos questionáveis em um elenco competitivo que é o atual campeão e lutará para manter o título conquistado é algo que com certeza ficará marcado na história da liga. Ele nos mostrou que sim, para vencer nesta liga os times precisam assumir riscos calculados e mais, observar coisas que outras pessoas jamais observariam em determinados jogadores.

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