quarta-feira, 6 de junho de 2018

Compartilhe

Por mais que a AFC tenha sido menos competitiva do que a NFC nos últimos anos, o Titans merece elogios por sua evolução e, obviamente, por ter chegado aos playoffs na temporada passada. No entanto, a sensação é de que a equipe não fazia parte de fato da elite da NFL. Diferente do também emergente Jaguars, que, mesmo com Blake Bortles, já é considerado uma força da Conferência, o Titans entra na temporada 2018 precisando se solidificar nesta posição. No texto de hoje, iremos destacar alguns pontos fundamentais para o sucesso da equipe de Tennessee na próxima temporada.

LEIA MAIS: Conheça alguns calouros que podem surpreender em 2018

Marcus Mariota e Matt LaFleur


Mesmo tendo sido escolhido após o QB do Buccaneers, Jameis Winston, para algumas pessoas, incluindo este que vos escreve, Marcus Mariota era o melhor QB daquela classe. Entretanto, apesar de alguns bons momentos, Mariota ainda não demonstrou tudo o que se esperava. É válido destacar ainda que outros QBs, escolhidos em anos posteriores ao ex-jogador de Oregon, já tiveram temporadas superiores ao principal jogador do Titans. Dito isto, após três temporadas na NFL, o status de Mariota se confunde com o que falamos acima sobre o momento do próprio Titans. Tanto o QB, como a equipe, entram na temporada 2018 precisando se provar. Enquanto Mariota estará em seu 4º ano na liga com a melhor estrutura de apoio que já possuiu, o Titans, por sua vez, também reuniu um time talentoso e preparado para vencer, o que não ocorria há um bom tempo.

Ao analisarmos os números, é possível perceber uma queda (acentuada) no desempenho individual de Mariota na última temporada. Sem eximir o QB de sua parcela de culpa – até porque algumas de suas decisões em campo foram absolutamente questionáveis – é justo mencionar que boa parte das críticas em relação ao desempenho do ataque recaiam, com justiça, sobre o ex-HC, Mike Mularkey. Utilizando um esquema ultrapassado e que não explorava grande parte do potencial de Mariota, o Titans viu seu ataque aéreo ficar na 23ª posição na última temporada, com uma média inferior a 200 jardas aéreas por jogo. Diante deste cenário, mesmo com a classificação aos playoffs, e a conquista de uma vitória na pós-temporada, o Titans decidiu pela troca do comando técnico. A contratação de Mike Vrabel, ex-Coordenador defensivo do Texans, trouxe uma grande e necessária reformulação no comando do time. Falando especificamente sobre o ataque, a contratação de Matt LaFleur, o novo coordenador ofensivo, é a grande aposta da equipe para, finalmente, explorar todo o potencial de seu QB e, por consequência, transformar o ataque.

Podemos afirmar que, teoricamente, a escolha de LaFleur é perfeita. Nas últimas duas temporadas tivemos a oportunidade de acompanhar dois ataques extremamente empolgantes, modernos e criativos. Estas unidades eram comandadas por: Kyle Shanahan, (Falcons em 2016); e por Sean McVay (Rams na última temporada). O que algumas pessoas não sabem é que Matt LaFleur era o treinador de QBs com Shanahan no Falcons, e o coordenador Ofensivo com McVay no Rams. É certo que o grande mérito pelo sucesso destas unidades é resultado, prioritariamente, das mentes ofensivas brilhantes de Shanahan e McVay, no entanto, LaFleur, exercia uma função de confiança com ambos e, na “pior das hipóteses”, aprendeu muito com essa dupla de brilhantes treinadores.

Se a forma como enxergaremos o Titans após esta temporada pode mudar de acordo com o desempenho de Marcus Mariota, podemos afirmar que LaFleur terá um papel vital nesta possível mudança de status da equipe. Caso consiga extrair o melhor de seu principal jogador, o novo coordenador ofensivo contribuirá bastante no processo citado no início deste texto de solidificação do Titans como um desafiante real ao título da AFC.

LEIA MAIS: Os QBs mais decepcionados com a offseason de 2018

Coadjuvantes no ataque

Seguindo no ataque, além dos principais pilares para esta evolução já citados, alguns outros jogadores precisam contribuir de forma realmente efetiva nesta unidade. Dentre eles, dois jovens, que já estavam na equipe em 2017, podem ser muito importantes na evolução do setor: Corey Davis e Derrick Henry.

Escolhido na primeira rodada do Draft 2017, Davis teve uma temporada de calouro bem discreta. Com alguns problemas médicos e a dificuldade de se adaptar em um ataque que, como já dissemos, estava longe de ser fluido, Davis teve apenas alguns pequenos lampejos do talento demonstrado em sua carreira no College. Na próxima temporada, já mais adaptado ao jogo entre os profissionais, é fundamental que o WR assuma, de fato, a posição para a qual foi escolhido e seja o principal alvo de Mariota.

O caso de Henry é diferente, pois o RB já teve duas temporadas na liga em que, aos poucos, foi mostrando suas qualidades, além de uma boa evolução em algumas aéreas deficientes de seu jogo. Em 2018, sem a presença de DeMarco Murray, é esperado que o (literalmente) grande RB, se firme como titular, e seja peça relevante dentro do ataque. Assim como Davis, Derrick tem o talento necessário e, na próxima temporada, terá a oportunidade de se firmar como o RB principal da equipe. O jovem e talentoso trio formado por: Mariota, Davis e Henry; é, em teoria, uma bela “espinha dorsal” deste ataque que pode  durar, inclusive, por mais algumas temporadas. Contudo, não basta mais ser apenas promissor, é o momento de ser efetivo em campo.

Encaixe das novas peças

Como pode ser observado pelo que falamos acima, com a exceção do novo coordenador ofensivo, as peças mais importantes para esta possível mudança de patamar do Titans já se encontravam no elenco. Contudo, a equipe fez algumas adições pontuais na offseason que podem ser bem úteis neste processo. Na Free Agency, as chegadas do RB Dion Lewis, que é um complemento ideal para Derrick Henry, além de uma ótima válvula de escape para Mariota; e do CB Malcolm Butler, que eleva a secundária da equipe a um novo nível; são contratações cirúrgicas que reúnem condições de contribuir desde a semana 1 da temporada. Além deles, vale destacar a contratação do bom DT, Bennie Logan, que chega para contribuir na forte defesa contra o jogo terrestre, que foi a 4ª melhor da liga na última temporada.

Leia textos exclusivos a cada semana sobre todos os times da NFL. Seja um assinante L32

No Draft, mesmo realizando apenas 4 escolhas, o Titans trouxe, ao menos, dois jogadores que podem contribuir imediatamente na equipe – não por coincidência, eles estavam entre os melhores jogadores defensivos da classe. O LB Rashaan Evans, que chega para assumir a posição de ILB titular desde a semana 1, e o pass rusher, Harold Landry, que possui qualidades para ser muito útil na rotação e, em pouco tempo, assumir a posição de titular, são adições de talento bem interessantes.

A equipe de Tennessee, que está no ‘grupo” dos times jovens, promissores e com bastante talento, mas que ainda não se estabeleceram na liga – terá um ano muito importante em 2018. Recentemente, em  uma situação semelhante, temos o caso positivo do Jaguars. Todavia, também temos um exemplo decepcionante de uma equipe que era bastante promissora, mas, que, até agora, pouco entregou em campo (Buccaneers). Em resumo, o cenário apresentado é favorável ao Titans para próxima temporada. É possível afirmar, inclusive, que a equipe atual é mais forte do que a da última temporada que chegou aos playoffs. O grande dilema é se essas mudanças que, aparentemente, foram bastante positivas, surtirão o efeito desejado dentro de campo.

Para vocês, o que podemos esperar do Titans e de Marcus Mariota em 2018? Comentem!


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe