terça-feira, 13 de novembro de 2018

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Um mês atrás, o Cincinnati Bengals parecia despontar como uma das forças da AFC para 2018. Com quatro vitórias nas cinco primeiras partidas, aliadas a campanhas irregulares dos rivais Steelers e Ravens, a impressão era que Cincy estaria muito forte no páreo pelo título da divisão. Mas, desde então, as coisas não correram mais tão bem. O Bengals perdeu três dos últimos quatro jogos, viu o Steelers se recuperar e abrir vantagem na liderança da AFC Norte, e as perspectivas não são as melhores, especialmente após a acachapante derrota sofrida, em casa, para o New Orleans Saints no último domingo, que culminou na demissão do coordenador defensivo Teryl Austin.

A maré começou a virar justamente no jogo contra o Pittsburgh Steelers. O que aconteceu a partir dali – e se repetiu até mesmo na vitória contra o Tampa Bay Buccaneers – é que a defesa do Bengals foi exposta. Jogo após jogo, a situação apenas piorava, e nem mesmo a bye week trouxe algum alento, pelo contrário. No jogo derradeiro de Austin, o Saints anotou touchdowns nas suas três primeiras campanhas, e pontuou nas primeiras nove (nove!!!). Foram 509 jardas totais cedidas para o time de New Orleans, número que poderia ser pior, pois o Saints já tinha 456 ao final do terceiro quarto e tirou o pé no final. Isso “salvou” a atuação de ser a pior do ano da defesa em termos absolutos: cederam 576 jardas ao Tampa Bay Buccaneers e 551 ao Kansas City Chiefs. Caso a defesa do Bengals mantenha a proporção de jardas cedidas por jogo até o fim do ano, terminaria 2018 com incríveis 7,272 jardas concedidas, o que seria a pior marca de todos os tempos.

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Outro ponto no qual a defesa de Cincinnati vem sendo historicamente ruim é na hora de evitar conversões de terceira descida. A unidade defensiva já enfrentou 130 terceiras descidas em 2018, e permitiu a conversão em 73 delas, o que dá 56,2%, a pior marca da NFL. E mais: esta estatística é medida pela Liga desde 1996 e, desde então, nenhum time cedeu mais que 49% das terceiras descidas que enfrentou.

Com Teryl Austin fora, o técnico Marvin Lewis acumulará também a função de coordenador defensivo. Lewis foi o coordenador defensivo do histórico Baltimore Ravens de 2000, mas isso já faz quase 20 anos. É muito difícil imaginar que ele consiga transformar essa defesa no meio da temporada, com o mesmo grupo de jogadores e sem muito tempo para treinamentos. Além disso, é estranho ver que, mesmo após seguidas temporadas abaixo da expectativa, as mudanças ocorridas na comissão técnicas acabam deixando Lewis ainda mais poderoso.

Afinal, o Bengals demitiu os dois coordenadores que começaram o ano (Ken Zampese, o coordenador ofensivo, saiu após a Semana 2), algo que nunca havia acontecido na história da franquia. Se mesmo trocando ambos os coordenadores, o time não ir aos playoffs, vai ficar difícil (mais uma vez) defender Marvin Lewis. Mas é fato também que, devido a sua incrível estabilidade no cargo, não será surpresa nenhuma caso ele continue, mesmo se vier novo insucesso.

Dito isso, a chance de redenção é legítima. Mesmo com todos os problemas, o time ainda tem uma campanha positiva (5-4) e teria hoje o segundo wild card na Conferência Americana. Vontaze Burfict voltará ao time e, por mais que ele não venha jogando bem, é um jogador de talento inegável. O calendário também é mais acessível do que na primeira parte da temporada, com um confronto direto contra o Ravens, e ainda tendo Browns (duas vezes), e os claudicantes Raiders e Broncos. A curva do time está na descendente, mas isso não quer dizer que a temporada acabou.


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