quarta-feira, 16 de Maio de 2018

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Com a Free Agency e o Draft de 2018 na história, os 32 times da NFL já montaram a maior parte de seus elencos para a próxima temporada e, aos poucos, estão começando suas atividades preparatórias. Ao longo dos últimos meses, algumas franquias optaram por investir em suas defesas ou buscaram novos quarterbacks, enquanto outras tentaram maximizar o arsenal em torno de seus passadores. Com isso, diversos QBs estão sorridentes, pensando no estrago que poderão fazer no próximo campeonato com as novas armas.

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Assim, decidimos elencar os quarterbacks que estão mais felizes com as recentes aquisições de suas franquias, esboçando largos sorrisos na espera pela próxima temporada, sem uma ordem específica.

Eli Manning (New York Giants)

Apesar da lista não estar em ordem, ninguém está mais feliz com os resultados da offseason de 2018 do que Eli Manning. Mesmo após uma série de temporadas muito inconsistentes, nas quais se tornou claro que ele não é mais um quarterback capaz de fazer a diferença, o Giants deu um voto de confiança no duas vezes vencedor do Super Bowl. Com a oportunidade de selecionar o QB do futuro da franquia com a segunda escolha geral do último Draft, o GM Dave Gettleman optou por investir em outros setores da equipe e apenas trouxe um novo passador na quarta rodada.

Uma série de investimentos foi feita em diversas facetas do time para que ocorresse uma melhoria em relação ao ano passado. Um dos aspectos mais criticados no Giants das temporadas passadas foi a ausência de um jogo corrido no mínimo sólido. Para isso, o RB Saquon Barkley foi escolhido na segunda posição do Draft, sendo uma arma de extremo dinamismo tanto correndo quanto recebendo. Pensando em abrir espaços para o ataque terrestre e em fornecer mais tempo para que Eli possa executar seus passes, foram adquiridos o LT Nate Solder e o OG Patrick Omameh via Free Agency e o OG Will Hernandez no Draft. Para completar, a franquia ainda passou por uma reformulação na diretoria e na comissão técnica e agora tem como treinador principal Pat Shurmur, já experiente na função e que vem de um ótimo trabalho como coordenador ofensivo do Vikings. Dessa forma, com bloqueios melhores, um RB capaz de receber uma carga maior de trabalho e uma quantidade exorbitante de armas além de uma defesa com talento, Eli Manning deve estar sorrindo de orelha a orelha e não possui desculpas para um novo ano com desempenho abaixo da média.

Mitchell Trubisky (Chicago Bears)

Selecionado com a segunda escolha geral do Draft de 2017, Mitchell Trubisky está entre os quarterbacks que podem ter o maior salto de qualidade nessa temporada. Em seu ano de calouro, jogou com um grupo de recebedores extremamente abaixo da média, com opções que teriam dificuldades de entrar na rotação de vários outros times. Com este claro problema em vista, o GM Ryan Pace tratou de procurar novas armas para seu jovem QB, atacando esta necessidade tanto na Free Agency quanto no Draft. Assim, os WRs Allen Robinson e Taylor Gabriel e o TE Trey Burton chegaram pelo mercado e os WRs Anthony Miller e Javon Wims foram selecionados no Draft.

Com isso, a equipe passou por uma reformulação total em seus alvos e talvez Trubisky precise de um período para desenvolver uma química com os novos companheiros, mas certamente terá um material humano melhor para trabalhar. Para melhorar sua situação, o Bears ainda se desfez do conservador John Fox e contratou a jovem mente ofensiva Matt Nagy como novo técnico principal. Tido como um dos melhores nomes a sair da árvore de Andy Reid, Nagy deve oferecer o melhor ambiente possível para que Mitchell alcance seu potencial.

Patrick Mahomes (Kansas City Chiefs)

Décima escolha do Draft de 2017, Patrick Mahomes está entre os quarterbacks que não foram titulares no ano passado, mas terão a oportunidade em 2018. Depois de uma temporada necessária para aprender o ataque de Andy Reid e se condicionar melhor ao ritmo da NFL, além de trabalhar para corrigir erros de consistência que apresentava na universidade, Mahomes será o titular indiscutível do Chiefs com a troca de Alex Smith para o Redskins.

Como se passar de reserva para titular já não fosse o suficiente para que Mahomes ficasse contente com o resultado da offseason, ele entrará em um ataque comandado por um dos melhores treinadores dos últimos vinte anos e com grandes armas como o WR Tyreek Hill, o TE Travis Kelce e o RB Kareem Hunt, além de uma linha ofensiva muito sólida. Após anos com foco na defesa, o Chiefs deve passar a se concentrar no ataque para vencer jogos, o que foi reforçado pelo gigantesco contrato oferecido para o WR Sammy Watkins, que promete encaixar de maneira magnífica com os talentos do jovem QB. Resta saber se ele irá corresponder.

Marcus Mariota (Tennessee Titans)

Uma das grandes decepções de 2017 foi a temporada abaixo da média de Marcus Mariota. Preso em um ataque de formações muito condensadas e pesadas, sem grandes playmakers ao redor e com grande previsibilidade e problemas físicos. Por isso, cometeu diversos erros com a bola e deixou a desejar para quem esperava um grande salto, mesmo tendo avançado até as semifinais de conferência na fraca AFC

Durante a offseason, o Titans demitiu o técnico Mike Mularkey e trouxe Mike Vrabel para seu lugar. Com histórico trabalhando com defesas, Vrabel tratou de encontrar uma mente ofensiva promissora para guiar seu ataque. Dessa forma, Matt LaFleur foi contratado como coordenador ofensivo da equipe. Ele exerce a mesma função no Rams de Sean McVay no ano passado e foi o técnico de QBs do Falcons e Redskins sob a tutela de Kyle Shanahan. Agora, finalmente terá a oportunidade de chamar jogadas, no que pode servir como uma grande oportunidade para receber entrevistas de treinador principal no ano que vem.

Além da mudança no comando da equipe, uma contratação pontual foi feita ao trazer o RB Dion Lewis, que oferece um alvo para passes curtos e ainda é um corredor elusivo para complementar o gigante Derrick Henry. O WR Corey Davis, escolhido na quinta posição geral do Draft de 2017, também é um ponto de promessa no time, por conta de seu desempenho nos playoffs. Também vale ressaltar o grande esforço do GM Jon Robinson em promover uma evolução na defesa, com a contratação do CB Malcolm Butler e as escolhas dos talentosos LB Rashaan Evans e EDGE Harold Landry nesse último Draft.

Matthew Stafford (Detroit Lions)

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Mesmo sem receber nenhuma nova arma para o ataque aéreo ou uma mudança de coordenador, Matthew Stafford ainda pode estar na lista de quarterbacks mais contentes da offseason. Isto se dá porque, pela primeira vez em anos, o Lions se movimentou para tirar dele o peso de conduzir o ataque praticamente sozinho. Por meio de aquisições no Draft e na Free Agency, a equipe reforçou de forma considerável seu jogo corrido e a linha ofensiva como um todo.

Os RBs LeGarrette Blount e Kerryon Johnson são físicos e capazes de converter situações de jardas curtas nas quais o time tanto teve dificuldade recentemente e o C Frank Ragnow e o OT Tyrell Crosby apresentam ótima força de jogo e capacidade de gerar movimento nas trincheiras para abrir buracos para os corredores avançarem. Portanto, Stafford terá um suporte que teve poucas vezes e o sistema ofensivo do Lions se tornará menos previsível por consequência.

Menções honrosas

Uma série de quarterbacks se tornaram obscenamente ricos nesta offseason e ainda receberam boas armas. Foram os casos de Matt Ryan, Kirk Cousins e Jimmy Garoppolo. Ryan renovou por 5 anos e um total de US$ 150 milhões e ainda ganhou o WR Calvin Ridley como novo alvo no Draft. Garoppolo assinou por mais cinco temporadas e US$ 137,5 milhões, além de ver o 49ers trazer reforços para a linha ofensiva e novas peças para o ataque aéreo, como os WRs Dante Pettis e Richie James, além de contratar o RB Jerrick McKinnon. Já Cousins causou um enorme impacto na Free Agency ao assinar um vínculo de três anos e US$ 84 milhões totalmente garantidos para deixar o Redskins e assumir o posto de QB titular do Vikings. Assim, chega em um time com ótimos alvos e um RB jovem e bem definido, além de uma das melhores defesas da liga.


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