terça-feira, 10 de julho de 2018

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Já estamos em julho, e finalmente a pré-temporada se avizinha. Em poucos dias as equipes estarão reunidas novamente para o training camp, e aí é sem parar até o Super Bowl. E embora obviamente as expectativas de todos para o começo da temporada sejam bem altas, as perspectivas variam de acordo com o time analisado. Em uma Liga em que apenas 12 de 32 times vão aos playoffs em cada ano, não são todos os que entram com chances realistas de jogar em janeiro. E se a temporada acaba mais cedo com frequência, empregos ficam ameaçados. Ao final de cada temporada regular, invariavelmente alguns técnicos e/ou GMs são dispensados e o trabalho em seus antigos times recomeça.

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No texto de hoje, vamos focar nos treinadores. Quais deles são, na visão deste que vos escreve, os que estão mais ameaçados de perder o emprego em caso de uma temporada regular abaixo das expectativas, não necessariamente em uma ordem de probabilidade.

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– Adam Gase (Miami Dolphins): Gase viu seu elenco ser quase que desmanchado: Jay Ajayi, Ndamukong Suh e Jarvis Landry foram embora. Ryan Tannehill está saudável (por enquanto) e a impressão é que 2018 é um ano de ‘ou vai ou racha’ pra ele. O mesmo provavelmente se aplica ao técnico. Mais um ano de dominação do Patriots na divisão, combinado com uma campanha ruim na Flórida, e o Dolphins é candidato sério a uma repaginação de toda a franquia para 2019.

– Vance Joseph (Denver Broncos): mesmo com apenas um ano em Denver, John Elway considerou demiti-lo em janeiro último, mas mudou de ideia a pedido dos jogadores. A percepção é que Joseph, um técnico de mente defensiva, foi atrapalhado pela situação dos QBs do time. Para 2018, chegou Case Keenum que, se não é o melhor do mundo, é melhor do que os que jogaram ano passado (Brock Osweiler, Trevor Siemian e Paxton Lynch). Se o time não melhorar, ele está seriamente ameaçado.

– Hue Jackson (Cleveland Browns): muita gente considerou surpreendente a manutenção de Jackson mesmo após o histórico 0-16 do ano passado, especialmente após o Browns ter contratado um novo GM. Ele ganhou um voto de confiança, novos QBs e um elenco reforçado como um todo. Mas um novo ano ruim pode fazer John Dorsey ir buscar um nome de sua confiança, escolhido por ele próprio.

– Marvin Lewis (Cincinnati Bengals): após várias temporadas chegando nos playoffs e perdendo logo de cara, o Bengals nos últimos anos passou longe de chegar lá. Andy Dalton estagnou, e o time como um todo regrediu. Nada disso foi capaz de fazer com que Marvin Lewis perdesse seu posto, mas se a espiral negativa continuar, pode ser que isso mude no final do ano.

– Dirk Koetter (Tampa Bay Buccaneers): Koetter chegou a Tampa com fama de guru de QBs, e foi até promovido de coordenador ofensivo para técnico principal porque o time tinha medo de perde-lo. Na época, sobrou para Lovie Smith. Mas é inegável que o sucesso de Koetter está atrelado ao desempenho de Jameis Winston. Com o QB sendo uma máquina de turnovers  dentro do campo (mesmo contando com um elenco de apoio muito talentoso) e arrumando encrenca fora dele, a situação tende a ficar insustentável.

– John Harbaugh (Baltimore Ravens): outro que correu riscos de perder o emprego em janeiro, pelas palavras do dono da franquia. Pode ser que ele ganhe um tempo a mais para lapidar Lamar Jackson, mas a verdade é que, mesmo tendo um inegável prestígio, ele entra em 2018 bastante pressionado.

– Jay Gruden (Washington Redskins): Dan Snyder é um dos donos mais voláteis de toda a NFL. Em um período curtíssimo de tempo ele viu um dos arquirrivais conquistar o Super Bowl e uma tumultuada troca de QBs em seu próprio time. Caso 2018 não corra do jeito que ele planeja, não se surpreenda caso haja mudanças.

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