terça-feira, 19 de junho de 2018

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O San Francisco 49ers é um dos times mais intrigantes para a temporada que se avizinha. Após péssimas campanhas nas últimas temporadas desde a saída de Jim Harbaugh, o time passou por uma súbita transformação após a aquisição de Jimmy Garoppolo via troca com o New England Patriots. A equipe que parecia em 2018 destinada a uma escolha no topo do draft, rapidamente se tornou candidata a uma vaga nos playoffs. Mas se o novo QB e a sua parceria com o técnico Kyle Shanahan dão esperanças para a torcida, também há motivos para ficar com um pé atrás. Um deles é o número ainda baixo de peças de apoio já provadas na NFL. Outro é a pouca experiência de alguns de boa parte do elenco.

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O time do 49ers em 2017 foi formado por um número muito significativo de calouros, inclusive alguns não draftados. É plausível imaginar que a falta de experiência possa ser um fator importante contra eles caso briguem por algo maior no final do ano.  Figuras que foram escolhas altas nos drafts mais recentes, como Josh Garnett, Solomon Thomas, o calouro Mike McGlinchey e Reuben Foster são jogadores que ainda tem muito a evoluir dentro e/ou fora de campo, e pra isso precisam de boas influências no vestiário. É aí que entram em cena dois jogadores que terão um papel fundamental no time, tanto dentro quanto fora de campo. Um deles quem tem mais tempo de casa entre todos os jogadores, enquanto o outro é recém chegado.

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Joe Staley foi uma das escolhas de primeira rodada do 49ers no já longínquo draft de 2007. Desde então, ele viu lá na Califórnia praticamente tudo que pode acontecer com uma franquia: mudanças de General Manager, técnicos, esquemas ofensivos, etc, etc. Quando ele chegou, o time era fraco, um tempo depois foi ao Super Bowl e virou uma das grandes forças da Conferência Nacional durante alguns anos, depois voltou a ser um dos piores elencos da Liga e agora está novamente em uma curva ascendente. O mais importante: sempre jogando em alto nível, sendo selecionado para seis Pro Bowls (inclusive a última edição), Staley não dá o menor sinal de regressão, não se mete em encrencas e, mesmo perto de completar 34 anos, segue intocável na linha ofensiva Niner e ainda é um dos melhores em sua posição em toda a NFL.

A novidade maior que 2018 trouxe para sua carreira, no entanto, é bem diferente: preparar o seu sucessor. Mike McGlinchey chega inicialmente para ocupar a ponta direita da linha ofensiva, mas a tendência inicial é que ele seja deslocado para o outro lado no dia em que Staley resolver pendurar as chuteiras (seu atual contrato termina no final de 2019). E o que se viu até aqui nos treinamentos de offseason foi que o veterano realmente abraçou a causa, tratando McGlinchey como se fosse um irmão mais novo. Certamente o calouro tem muito a aprender com ele.

No outro lado da sideline, a contratação mais badalada do 49ers na última Free Agency também terá um papel importante de mentoria. Richard Sherman chegou, claro, primeiramente pelo aspecto técnico. É um jogador de qualidade mais do que comprovada, com muita experiência no esquema implementado no ano passado pelo coordenador defensivo Robert Saleh (que trabalhou com Sherman em Seattle). Mas ele também veio para ser o líder que a defesa não tinha. Ele já pagou jantares e serviu de assistente técnico para os outros defensive backs (é bom lembrar que Sherman ainda se recupera de lesão e só deve voltar inteiramente aos treinos no training camp). E a secundária do 49ers é um grupo ainda muito jovem. Seu companheiro no outro lado do campo, Ahkello Witherspoon, ainda está em seu segundo ano, bem como o free safety Adrian Colbert. O mesmo também se aplica para o linebacker Reuben Foster, provavelmente o jogador mais talentoso de toda a unidade. Talvez o que ainda faltava para este grupo fosse alguém que mostrasse o caminho das pedras.

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