sexta-feira, 9 de novembro de 2018

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Tudo pode acontecer em uma temporada da NFL. Já vimos viradas incríveis, sequências de vitórias altamente improváveis e times dando a volta por cima mesmo com início sonolento. Um candidato improvável para tal virada nesta temporada é o Indianapolis Colts. Com metade dos jogos disputados, o time conta com uma campanha 3-5. Historicamente as estatísticas não são das melhores: times que iniciaram a temporada entre 1990 e 2013 com 3 vitórias e 5 derrotas foram em média apenas 7% das vezes para a pós temporada. Mas fatores como a evolução do time e um calendário mais amigável em novembro e dezembro podem alterar os rumos da temporada. Irei abordar alguns fatores chaves para uma possível virada de mesa do Colts neste ano.

Principal nome: Andrew Luck

Isso não é segredo nenhum: Luck saudável é um quarterback excelente. E ele parece estar recuperado esta temporada, sem dúvida sua melhor nos últimos 4 anos. O prêmio de comeback player of the year só não está garantido porque J.J. Watt está forte no páreo. Nas duas últimas partidas foram mais de 70% de passes completos e 7 TDS (sem nenhuma INT). Neste ano, Luck já lançou para 2.187 jardas, 23 touchdowns e 8 interceptações, com passer rating médio de 96,2 e completando 65,8% dos passes que tentou. E ele tem tentado passes, talvez mais do que deveria. Foram 3 jogos com mais de 50 bolas lançadas, incluindo uma partida contra o Texans onde lançou a bola 62 vezes. Tudo isso para mostrar que o problemático ombro está no lugar.

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Fator chave – Defesa

Como já falado, o ombro de Andrew Luck vai muito bem, obrigado. Mas o quarterback precisa que sua defesa jogue bem para vencer jogos. No início da temporada, esta unidade estava colocada entre uma das piores da liga, mas pelo menos nas últimas semanas esta expectativa está sendo contrariada. Mesmo que os números de jardas e pontos cedidos não sejam tão bons, a defesa do Colts é a segunda na liga que mais desviou passes e tem conseguido com certa frequência forçar turnovers. Além disso, a defesa até antes da semana 8 era a 10ª em sacks por tentativa de passe e a 3ª em tackles para perdas de jardas na liga.

Além de continuar e manutenção da evolução desta unidade, melhorar contra o jogo corrido é uma das maiores chaves para que o Colts ainda possa ter sucesso neste final de ano, especialmente devido aos running backs que o time irá ter pela frente: Saquon Barkley, Ezekiel Elliott, Leonard Fournette (se saudável) estão entre os melhores da liga e todos estarão no caminho do Colts até dezembro.

Como está o restante da temporada?

O restante da temporada do Colts não é lá tão difícil. Dos 8 jogos restantes 5 serão contra rivais de divisão: jogos fora de casa e em casa contra Jaguars e Titans e uma partida fora de casa contra o Texans. Para continuar sonhando, pelo menos 4 vitórias devem sair desses 5 jogos, de forma a afundar o Jaguars e tomar a vice liderança na divisão que hoje pertence ao Titans. A defesa acima citada deverá se provar especialmente contra o jogo corrido, afinal o Titans costuma correr muito com a bola (apenas eles e o Seahawks correram mais que lançaram) e o Jaguars conta com o retorno de Leonard Fournette, que se voltar saudável é imprescindível para o ataque do time funcionar.

Os outros 3 jogos são contra o Cowboys, Giants e Dolphins. Surpreendentemente, o Dolphins deve ser a partida mais difícil desta lista. Além de ter uma campanha melhor que os outros dois, é um adversário direto na desejada vaga no wildcard. Vencer o Giants é praticamente uma obrigação: Eli Manning está longe de ser capaz de liderar o ataque e o time da Big Apple, mesmo com Barkley e OBJ, é hoje um dos piores da liga. O Cowboys é uma vitória absolutamente possível, afinal Dak Prescott está muito aquém do quarterback que colocou Tony Romo no banco. Aqui novamente a chave será parar o jogo corrido de Ezekiel Elliott.

Conclusão:

Sem dúvidas é uma missão para Ethan Hunt nenhum colocar defeito. Esta metade final de temporada não será fácil: para ter chance, o time precisará vencer pelo menos 6 dos 8 jogos restantes, ficando com uma campanha 9-7, resultado absolutamente factível para uma vaga no wildcard. Andrew Luck será a chave no ataque, e a defesa defesa deverá crescer especialmente contra o jogo corrido, afinal dos 6 adversários apenas o Texans tem um quarterback preocupante, porém todos correm muito com a bola. Mas apesar das dificuldades e da baixa probabilidade, um desfecho como este é perfeitamente possível. Afinal, como diria nosso querido Everaldo Marques, enquanto tem bambu, tem flecha. E o Colts não parece querer parar de atirar.


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