sexta-feira, 10 de agosto de 2018

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Antes da temporada passada começar o Los Angeles Rams era um time absolutamente desacreditado e seu quarterback, Jared Goff, era olhado com desconfiança pela maioria. Foi então que Sean McVay foi contratado para treinar o ataque e tudo mudou. Montando um esquema ofensivo espetacular e que favoreceu seu quarterback da melhor forma possível, conseguiu levar o Rams à liderança da NFC Oeste e a consequente pós-temporada, parando apenas em uma sofrida derrota para o Atlanta Falcons. Não só o Rams, mas Goff foi sem dúvida muito favorecido pelo trabalho desempenhado pelo novo técnico. Talvez não com o mesmo sucesso apresentado pela franquia de Los Angeles, mas outros jogadores poderão ser ajudados pela chegada de novos treinadores aos seus times em 2018

Mitchell Trubiski

O ataque do Bears definhou sob o comando do técnico John Fox. Estatísticamente durante os 3 anos com Fox a equipe foi a 30ª em pontos por jogo na liga e a 25ª em jardas por jogo. Então não é nenhuma surpresa que a vinda de Matt Nagy é vista com muito bons olhos. O ex-Chiefs trabalhou em toda sua carreira na NFL sob a tutela de Andy Reid e foi um dos responsáveis pelo desempenho espetacular que Alex Smith apresentou na temporada passada. Ou seja, o novo técnico chega com ótima bagagem e com experiência em como montar um ataque funcional na NFL.

Esses caras são ligados de forma diferente. Com Mitch, o que você percebe todos os dias é que o garoto é faminto. Ele quer ser o melhor. E ele fará o que for preciso para isso. Ele é muito focado.

Matt Nagy, comparando Alex Smith e Mitchell Trubisky.

Ótima notícia para Michell Trubisky, que além de ver o Bears adicionar peças de muita qualidade ao seu redor terá uma mente ofensiva competente o liderando. O próprio quarterback já afirmou que o sistema ofensivo proposto por Naty casa muito bem com seus pontos fortes e que ele o está aprendendo de forma bem natural, a ponto de já chamar mudanças de jogadas no huddle durante o training camp. A mudança não poderia ter sido mais favorável para o jovem quarterback que carrega a esperança dos torcedores de Chicago.

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Marcus Mariota

Marcus Mariota tem a inteligência, força no braço, precisão e mobilidade para ser um ótimo quarterback na NFL, mas mesmo assim não conseguiu ainda alcançar o próximo nível em seu jogo. E grande parte da culpa disso é de Mile Mularkey. O ex-técnico do Titans construiu um esquema de ataque baseado em conceitos ultrapassados ao invés de tentar se moldar para melhor utilizar os pontos fortes de seu quarterback. Para Mariota, a saída de Mularkey somada a chegada de Mike Vrabel trás um novo horizonte para sua carreira.

Nós estávamos morrendo de medo. Ele se livrou de Jadeveon Clowney e correu 40 jardas. Graças a Deus ele sentiu seu tendão correndo as 40 jardas ou aquele jogo não teria sido o que foi naquele dia em Houston. Ele é um talento especial, um garoto especial, e eu não posso esperar para trabalhar com ele e ajudá-lo no próximo estágio de sua carreira.

Mike Vrabel, se referindo a uma partida contra Mariota quando ainda era coordenador no Texans.

Após 4 anos como treinador de linebackers e coordenador defensivo do Texans e sendo um linebacker aposentado e uma mente mais defensiva, Vrebel não tem um esquema ofensivo preferido para forçar em seu quarterback. Muito pelo contrário, o técnico já declarou que sua tarefa mais importante no Titans será maximixar o jogo de Mariota. Além disso, Vrabel trouxe consigo o coordenador ofensivo Matt LaFleur, que nas últimas temporadas participou do ataque do Atlanta Falcons de Shanaham e do Los Angeles Rams de McVay. Com certeza o ambiente será muito melhor e Mariota terá tudo para evoluir em 2018.

Eli Manning

Provavelmente 2017 foi um dos piores anos na carreira de Eli Manning. E não falando apenas de seu desempenho dentro de campo, ou pelo fato do Giants ter terminado a temporada com tristes 3 vitórias, mas também pelo fato de ter sido colocado no banco de reservas por Ben McAdoo durante a temporada passada. McAdoo não estará mais em Nova Iorque em 2018, sendo substituído por Pat Shurmur. Como coordenador ofensivo do Minnesota Vikings ele levou um ataque que ocupava a 28ª posição em 2016 para a 11ª em 2017. Além disso, já não só declarou que confia em Eli para liderar o ataque do time nas próximas temporadas (isso mesmo, no plural) como também deu sinais de que está falando sério.

Bem, primeiramente, sobre Eli, esse cara é um profissional. O que você percebe é que você precisa de uma ou duas jogadas, e ele consegue se calibrar, ajusta seus pés e faz o lançamento. Depois de estar com ele um dia em campo eu percebi rapidamente porque ele tem sido tão bem sucedido por tanto tempo. Ele é um profissional.

Pat Shurmur, sobre Eli Manning.

O Giants poderia ter escolhido um quarterback com a segunda escolha do draft. Muitos apontavam esta a escolha mais assertiva, dada a idade avançada de seu titular (Eli entra 2018 com 37 anos). Porém o time selecionou o running back Saquon Barkley e isso comprova que ainda acreditam em Manning. Em seus melhores anos, o quarterback teve ao seu favor um jogo corrido consistente, trabalhando bem com play actions. Mesmo que o Giants alegue ter pego Barkley por ser o melhor jogador disponível no Draft, essa adição faz muito bem ao jogo de Eli.


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