sexta-feira, 20 de julho de 2018

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Todo ano a NFL premia um jogador que demonstra perseverança ao superar adversidades e se recuperar de situações complicadas no ano anterior, seja por não estar em campo no ano anterior, estar se recuperando de uma lesão grave ou até mesmo ter baixa performance. A premiação recebe o nome de Comeback Player of the Year (CPOY), cuja tradução é um pouco complicada, com um significado próximo a Melhor Retorno a NFL. Abaixo listarei alguns dos principais candidatos a premiação na temporada de 2018.

Andrew Luck (QB do Indianapolis Colts)

Luck talvez seja o nome mais óbvio nessa lista. O jogador tem enfrentado problemas em seu ombro direito há um bom tempo e perdeu toda a temporada passada após passar por uma cirurgia. Porém dessa vez todos os passos da recuperação estão sendo cumpridos com o maior cuidado possível e é esperado que ele esteja reabilitado para o início do training camp do Colts. Vale lembrar que estamos falando de um jogador que lançou para mais de 4000 jardas em 3 temporadas diferentes (2012, 2014 e 2016), além de ter a marca de 40 passes para touchdown em 2014. Caso ele se mantenha saudável durante da temporada e faça em campo uma fração do que fazia antes da lesão será impossível entregar o título para outra pessoa.

J.J. Watt (DE do Houston Texans)

As duas últimas temporadas de Watt foram cortadas precocemente por lesões. Em 2016, jogou apenas 3 jogos antes de uma lesão nas costas. Em 2017, após começar demostrando sua antiga dominância dentro de campo, sofreu uma fratura na perda esquerda. Sem vê-lo por tanto tempo, é fácil esquecer que Watt não havia perdido nenhum jogo até sua lesão de 2016. Sua dominância entre 2012 e 2015 foi espetacular, registrando média de 17,5 sacks e 78,5 tackles combinados nesse período, além de ser selecionado para o All-Pro e para o Pro Bowl nos 4 anos. Caso ele volte da mesma forma que começou 2017, jogando pelo menos 80% do que costumava, continuará um dos melhores pass rushers da liga e será um candidato fortíssimo a premiação.

David Johnson (RB do Arizona Cardinals)

Foi triste para o torcedor do Cardinals ver Johnson perder a temporada passada após uma lesão no pulso esquerdo no primeiro jogo da temporada, contra o Detroid Lions. Ainda mais depois do 2016 do jogador, quando 1.239 jardas pela terra e 879 jardas pelo ar (um total de impressionantes 2118 jardas) com 20 touchdowns combinados. O atleta entra em 2018 completamente recuperado, com Justin Pugh e  Andre Smith adicionados a linha ofensiva e um esquema de ataque que favorece o jogo corrido. Isso sem nem entrar na sua habilidade de receber passes, que será valiosa para ajudar Bradford (ou Rosen, nunca se sabe). Podemos esperar o jogador como principal peça do ataque do Cardinals em 2018.

Odell Beckham Jr. (WR do New York Giants)

As 3 primeiras temporadas de Odell na liga foram espetaculares: em 2014 ganhou o premio de melhor rookie ofensivo do ano e recebeu 1.305 jardas para 12 TDs em 12 jogos; em 2015, 1.450 jardas e 13 tds em 15 jogos; em 2016 foram mais 1.367 jardas e 10 TDs na sua primeira temporada cheia. Plenamente recuperado de sua fratura no tornozelo que o fez perder quase toda a temporada passada, Beckham está utilizando a intertemporada para voltar ainda mais explosivo esse ano, que é seu último no contrato de calouro. Vendo seus colegas de classe recebendo grandes acordos podemos imaginar o nível de motivação do jogador. Caso consiga estar presente em todos os jogos desta temporada e desempenhando no nível que conhecemos, deverá receber um contrato histórico e de quebra poderá levar a premiação de CPOY.

Aaron Rodgers (QB do Green Bay Packers)

Esse é um daqueles casos que o Comeback Player of the Year pode também vir a ser o MVP (Most Valuable Players, ou jogador mais valioso) da temporada. Lesões no ombro são sempre complicadas para quarterbacks, mas com um Aaron Rodgers completamente recuperado o Packers vira automaticamente um candidato ao Super Bowl. E a tendência é que ele esteja 100% para temporada. Sua capacidade de gerar big plays do nada (somada a consistência que consegue fazer isso) é inigualável. Com o TE Jimmy Graham criando situações desfavoráveis às defesas adversária nas últimas 20 jardas do campo poderemos ver uma chuva de touchdowns. Se saudável, Rodgers com certeza voltará em seu melhor nível.

Deshaun Watson (QB do Houston Texans)

Pode parecer estranho colocar um segundanista na briga por essa conquista, mas Deshaun Watson é uma exceção. Antes de romper o ligamento cruzado anterior, Watson caminhava a passos largos para a conquista de melhor calouro do ano. Nos 6 jogos que iniciou como titular, completou 62,7% dos passes tentados para 1597 jardas e 18 touchdowns, com apenas 7 interceptações e um passer rating de 103,6. Se não bastasse, ainda correu para 253 jardas e 2 TDS. Desempenho espetacular para um calouro. O Texans melhorou a linha ofensiva tanto no draft quanto na free agency, o que facilitará a vida de Watson em seu segundo ano. A amostragem que tivemos foi pequena, mas impressionou muito.

Menções honrosas

Rishard Sherman (CB San Francisco 49ers)

Voltando de uma lesão no tendão de aquiles e agora jogando no rival, Sherman entra a temporada querendo provar que ainda consegue ser o cornerback que encantou a liga. Até porque seu contrato depende disso.

Jimmy Graham (TE do Green Bay Packers)

Com desempenho bem ruim na sua última temporada no Seahawks, Graham se junta a um ataque com Aaron Rodgers na esperança de ser utilizado como era em New Orleans.

Eric Berry (S do Kansas City Chiefs)

Sua capacidade de recuperação é inegável. Já se recuperou de uma lesão no tendão de aquiles em 2012 e Linfoma de Hodgkin em 2014 (quando ganhou o CPOY). Caso consiga voltar deste novo problema no tendão jogando em alto nível, pode se tornar o segundo jogador na história a ganhar a premiação.

 

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