quarta-feira, 21 de Março de 2018

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Após os primeiros e frenéticos dias da Free Agency da NFL, é o momento de olharmos para trás e destacarmos os vencedores e os perdedores desta primeira semana de negociações. Para este texto, estamos considerando as contratações dos free agents, e as trocas feitas pelas equipes. Como sabemos, campeonatos não são decididos em março, no entanto, é válido analisarmos as movimentações dos times neste início do “ano” na NFL. Caso seu time esteja como um perdedor neste texto, não se desespere, pois a Free Agency é só uma etapa na construção ou no aprimoramento dos times.

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Vencedores

Minnesota Vikings

O primeiro time na categoria dos vencedores não poderia ser outro que não o Vikings. Após conseguir o grande nome da free agency, o QB Kirk Cousins, a equipe de Minnesota ainda trouxe um dos melhores defensores disponíveis, Sheldon Richardson. O Vikings, que já possuía uma ótima equipe, adiciona duas figuras importantíssimas ao seu elenco e se coloca definitivamente como candidato ao Super Bowl. Se considerarmos uma defesa que já contava com nomes como Harrison Smith, Linval Joseph, Everson Griffen e Xavier Rhodes, a adição de Richardson trás ainda mais qualidade e segurança. Do outro lado da bola, a chegada de Cousins era a peça que faltava para comandar um ataque recheado de bons jogadores como Adam Thielen, Stefon Diggs, Kyle Rudolph e Dalvin Cook. O QB, inclusive, é o maior vencedor individual desta Free Agency. Cousins conseguiu um contrato de 3 anos com valores totalmente garantidos. Isto, sem dúvidas, é algo extremamente relevante do ponto de vista dos jogadores. O modelo de vínculo do novo QB do Vikings deve impactar nos novos acordos – principalmente dos QBs – que serão assinados nos próximos anos. Com as ótimas adições nesta free agency, o Vikings, entra ainda mais forte na temporada 2018 e tem tudo para deixar ainda mais espetacular a disputa pela NFC.

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Chicago Bears

Como a grande maioria das equipes faz após selecionar o seu QB, o Bears buscou, neste início do mercado, cercar Mitch Trubisky com talento. A chegada do, discutivelmente, melhor WR disponível, Allen Robinson, é uma mostra clara da intenção da equipe de Chicago. Nesta mesma linha, o Bears também assinou com o WR Taylor Gabriel e com o TE Trey Burton. É provável que a equipe mantenha este projeto durante o draft no próximo mês e traga ainda mais peças que ajudem Trubisky a se firmar na NFL. Na parte defensiva, as chegadas de Aaron Lynch e, principalmente, a manutenção de Prince Amukamara e Kyle Fuller trazem mais tranquilidade para a unidade que foi a 9ª melhor em pontos cedidos na última temporada, e a 7ª mais eficiente contra o jogo aéreo. No balanço da free Agency do Bears, o saldo é positivo, pois, os objetivos principais, que eram dar uma equipe de apoio mais talentosa para Trubisky, além de conseguir um legítimo WR 1, foram atingidos com êxito.

Cleveland Browns

Falar do Browns é sempre uma tarefa interessante, porém, muitas vezes, decepcionante. A equipe de Cleveland, que tem a simpatia da maioria dos torcedores de outras equipes aqui no Brasil, parece, ao menos nos últimos anos, estar fazendo tudo correto, todavia os resultados acabam sendo iguais – por vezes, até piores do que nas temporadas anteriores. Mais uma vez, o Browns parece ser um vencedor nesta Free Agency – como também parecia em outros anos, e como, aparentemente, o foi no último draft. Por todas as movimentações feitas pelo GM John Dorsey, a simpática equipe de Cleveland parece estar a uma escolha certa de QB de voltar a ser, ao menos, competitiva novamente. Dentro deste pensamento, um movimento bem interessante foi à chegada de Tyrod Taylor, que mesmo estando longe dos melhores de sua posição, tem condições de conduzir a equipe no período de transição para o novo QB que, provavelmente, será escolhido no draft. Além dele, o Browns trouxe alguns nomes de capacidade comprovada que efetivamente podem contribuir neste ataque. Jogadores como Jarvis Landry e Carlos Hyde trazem muita qualidade para uma unidade que já contava com bons atletas como Josh Gordon, Corey Coleman e David Njoku. Na parte defensiva, apesar da troca contestável do DT Danny Shelton, o Browns buscou alguns nomes interessantes para fortalecer o elenco como Damarious Randall, Terrance Mitchel e Chris Smith. Ao que parece, a defesa, principalmente a secundária, deve receber mais alguns reforços via draft. Analisando de uma forma geral, a free Agency do Browns foi mais um passo dado pela equipe em direção a evolução, tomara que, desta vez, seja realmente efetivo.

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Perdedores

Seattle Seahawks

Entre as equipes que mais perderam nesta Free Agency, o nome do Seahawks é quase uma unanimidade. A famosa defesa da equipe, que já não vinha produzindo no mesmo nível, terá, nesta temporada, uma formação completamente diferente. As saídas de Michael Bennett e Richard Sherman representam o fim de uma era que trouxe muitas vitórias para a equipe de Seattle. Como se não bastasse a saída de antigos ídolos, no caso de Sherman, a dor para o torcedor é ainda maior com o CB assinando com o rival 49ers. Na parte ofensiva, o ótimo Russell Wilson parece estar ainda mais solitário na tarefa de guiar este ataque. Além da já tradicional dificuldade em conseguir bons OLs que protejam seu principal jogador, o Seahawks perdeu dois dos principais alvos de Wilson; Jimmy Graham e Paul Richardson. Um dos critérios para considerar uma equipe vencedora ou perdedora é analisar o peso dos jogadores que chegaram e comparar com os que saíram. Considerando todos os nomes mencionados acima que deixaram a equipe, se compararmos com Ed Dickson, Barkevious Mingo e Marcus Johnson, que são nomes que chegaram, é impossível não apontar o Seahawks como um grande derrotado deste início da free agency.

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Miami Dolphins

O Dolphins foi um time que trabalhou bastante neste início de Free Agency e, provavelmente, é o dono do movimento mais surpreendente, a dispensa do DT Ndamukong Suh. A quantidade de bons, ou conhecidos, jogadores que entraram e saíram da equipe é considerável. No entanto, no balanço entre essas movimentações, a imprenssão é que o Dolphins sai no prejuízo. Se considerarmos que Suh, Jarvis Landry, Julius Thomas, Lawrence Timmons, Jermon Bushrod e Mike Pouncey foram titulares na maioria dos jogos da última temporada, a equipe acaba abrindo muitas brechas em seu elenco. As chegadas de Josh Sitton, Danny Amendola, Albert Wilson e Robert Quinn são interessantes, porém são jogadores experientes e que não parecem trazer uma grande evolução em relação aos que saíram. Pelo contrário, a sensação é que nomes como Landry e Suh dificilmente serão substituídos à altura. Outro ponto questionável é que nomes como os de Sitton e Amendola, jogadores experimentados e de capacidade incontestável, porém já veteranos, seriam bem mais interessantes em times mais preparados para disputar uma vaga no Super Bowl. Este não parece ser o caso do Dolphins que terá a volta de Ryan Tannehill em um ataque que é uma incógnita.

New England Patriots

Existe uma sensação, baseada no histórico vencedor e na impressionante regularidade, que enquanto a dupla Bill Belichick e Tom Brady estiver em New England, a equipe será forte e competitiva. Não estamos aqui para dizer que isto não é verdade, ou que na próxima temporada o Patriots irá decair, no entanto, isto não nos impede de apontar o time como um perdedor desta free agency. Algo que merece ser destacado é que as trocas feitas pela equipe, principalmente, as negociações com o Browns que trouxeram Danny Shelton e Jason McCourty, foram, em teoria, favoráveis. Entretanto, o que coloca o Patriots entre os times perdedores nesta primeira semana é o fato de que a equipe, com a exceção de Rex Burkhead, perdeu todos os seus free agents importantes. Apenas nesta offseason, deixaram a equipe: Malcolm Butler, Nate Solder, Dion Lewis, Danny Amendola e Martellus Bennett. Todos são jogadores adaptados, identificados com a equipe, e que foram fundamentais nas últimas campanhas vitoriosas do Patriots. A saída, principalmente, de Nate Solder transforma a posição de LT em uma grande necessidade – e dificílima reposição – em uma função vital no ataque. Caso não estivéssemos falando do Patriots, certamente, qualquer outra equipe que perdesse tantos titulares relevantes, estaria sendo apontada com muito mais freqüência como uma equipe enfraquecida nesta free agency.

Concordam com as equipes listadas no texto? Comentem!


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1 comentário

  1. Airis P. de Souza on

    Eu sou um dos torcedores mais críticos dos Patrios e das jogadas de BB, mas não o vejo como um time que mais perdeu nessa off season.
    Perdeu Malcolm Butler e contratou Jason McCourty, isso já deveria ter sido feito ano passado, quando Jason McCourty estava dando sopa no mercado e o Butler insatisfeito com seu contrato.
    Dion Lewis por melhor que seja, não tem como pagar caro a um RB da forma divida que os Patriots jogam.
    Danny Amendola: infelizmente a idade chega pra todo munto, e a quantidade de WR no elenco com contrato jogaram contra ele.
    O caso do Martellus Bennett literalmente é o mesmo do Amendola, não dá pra condenar.
    Acredito que BB não fez força pra ficar com Nate Solder, talvez pensando nos reservas que estão lá ou até mesmo numa 1ª rodada desse draft. Tudo pode ser facilitado se o LaAdrian Waddle voltar da free agent para os Patriots, melhora a rotação.
    No caso do Solder saberemos mais com o decorrer do campeonato.

    Pra não dizer que eu concordo com tudo, BB deixou escapar o melhor ILB da free agent (Preston Brown) que é uma maquina de tackle. Saiu muito barato para o Cincinnati Bengals. Seria otimo ver essa linha de LB (Van Noy – Preston Brown – Hightower ou Harvey Langi) e com isso liberando o Hightower para DE.

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