quarta-feira, 28 de novembro de 2018

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Durante a última derrota do Cincinnati Bengals no último domingo para o Browns por 35 a 20, Andy Dalton saiu no terceiro quarto por conta de uma lesão no polegar direito. No inicio dessa semana, o jogador foi colocado na IR e ficará de fora do resto da temporada. Atualmente com uma campanha 5-6 e com Jeff Driskel assumindo como QB titular, a equipe não tem mais nenhuma ambição na temporada e aguarda o inicio de 2019. No entanto, os torcedores devem cobrar e a diretoria agir. O Bengals não pode continuar na mesma de sempre e precisa de mudanças. Entre elas, sua dupla de HC e Quarterback. 2018 precisa ser o último ano de Andy Dalton e Marvin Lewis.

Primeiro vamos falar de Dalton. Já não é segredo pra ninguém que o Quarterback do Bengals é um símbolo da mediocridade. A famosa linha de Andy Dalton, marcada por ficar exatamente no média entre QBs bons e ruins, expressa bem o quanto seu talento é avaliado. É possível vencer com o camisa 14, não existe dúvida, porem, não está acontecendo. Já são 3 temporada sem ir aos playoffs, com 5 derrotas no wildcard em anos anteriores, e Dalton pode ser considerado entre os principais culpados. É claro, não é o único, mas vem contribuindo para a incrível mediocridade que a equipe alcança temporada após temporada.

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Desde 2011, são apenas duas temporadas passando das 4000 jardas, duas passando a marca dos 25 TDs e uma com um Record superior as 10 vitórias. Dalton é um QB sólido, mas que não consegue brilhar em partidas decisivas e carregar a equipe quando necessário. Sempre apoiado em seu elenco de apoio, o QB teve todas as chances do mundo e não conseguiu dar alegria e sucesso na pós temporada para a torcida do Bengals. Dessa forma, chegou a hora de dar lugar a outro. Para se livrar do jogador, a tarefa do Bengals é bem simples. Apesar do cap hit de 16 e 17 milhões em 2019 e 2020, que é até onde vai seu contrato, se cortado nessa offseason o dead cap é de 0. Em outras palavras, o Bengals poderá se livrar de seu QB sem pagar um centavo.

No entanto, não é só de Dalton que esse texto vai tratar. Como pudemos ver até agora, Marvin Lewis também tem grande participação nesse espírito medíocre do Cincinnati Bengals. Desde 2003 como Head Coach na equipe, o treinador só não está a mais tempo no cargo do que Bill Belichick no Patriots. Um dos grandes responsáveis por elevar o Bengals de patamar, Lewis deve ser considerado um dos grandes treinadores da história da equipe. No entanto, este ciclo já não é mais saudável. Desde a temporada 2015/2016 quando conseguiu uma sequência de 5 idas aos playoffs e sempre caindo no wildcard, já existe uma conversa sobre a demissão do HC. Na época, um dos elencos mais talentosos da Liga que caia e perdia jogos inacreditáveis para si mesmo. Má gerencia do cronometro, de jogadores e decisões questionáveis foram minando o trabalho do treinador que após 3 temporada ruins continua tendo seu trabalho questionado.

O elenco se deteriorou, grandes nomes foram “desperdiçados” e a equipe não obteve sucesso. Alguém precisa ser responsabilizado por isso, e uma das cabeças é a de Lewis. Em 2018, após começar inesperadamente bem a temporada com um recorde de 4-1, já são 5 derrotas em 6 jogos e uma campanha negativa de 5-6 sem perspectiva de melhora, principalmente agora sem seu QB titular. Sem falar nas decisões tomadas, como a contratação de Hue Jackson, recém demitido do Browns após ter o segundo pior aproveitamento de um HC na história da NFL com apenas 3 vitórias em 40 jogos.

2018 precisa ser um ano marcado por um fim de ciclo em Cincinnati. A torcida merece poder voltar a ter esperanças de um novo ano promissor, e isso não vai acontecer enquanto essa dupla permanecer na cidade. O Bengals provavelmente terá uma escolha dentro do top 12 do próximo Draft e pode escolher um QB, o problema é a classe fraca na posição. No entanto, a Free Agency promete ser movimentada, nenhum grande nome, mas diversas opções devem aparecer se cortadas como Jameis Winston, Derek Carr e Ryan Tannehill, além de Teddy Bridgewater. Já para a posição de HC, a equipe pode aproveitar a nova leva de coordenadores ofensivos que estão fazendo sucesso. Nomes como Matt Lafleur, John DeFilippo e Josh McDaniels devem ser os mais cobiçados, cabe a equipe se decidir e mudar o rumo da franquia o quanto antes em busca de sucesso.


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