quinta-feira, 24 de setembro de 2015

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32 por 32 - L32

Desenvolvi um novo estilo para a minha coluna 32 por 32. Inicio fazendo “observações gerais” sobre a semana que passou, em seguida falo um pouco da parte tática em “olho tático”, “vem por aí” é uma prévia do que esperar na próxima rodada, enquanto “perguntas que ficam” é uma área para responder as principais dúvidas geradas após os jogos e “no huddle” é um título gourmet para as famosas rapidinhas. Uso vídeos e imagens na coluna agora, algo bem completo. Espero que gostem e leiam toda quinta! Qualquer sugestão, a caixa de comentários está disponível sempre.

observações gerais

Jamaal Charles vilão

Ele conseguiu ótimos números (125 jardas, com média de 6 jardas por tentativa e 1 TD), é um dos melhores Running Backs da NFL disparado, mas tem que cuidar melhor da bola. Sofreu dois fumbles na partida, sendo o último ainda mais diretamente decisivo porque tirou qualquer chance do time se recuperar e selou a vitória do Broncos. Existem treinadores na NFL que dariam um chá de banco nele por isso…

No entanto, vale apontar uma crítica ao plano de jogo de Andy Reid. O jogo corrido de Charles estava com a altíssima média de 6 jardas por carregada e ainda assim ele não faz uso da forma que deveria do ataque terrestre quando o time chegava até a Red Zone. Basicamente os RBs ajudam demais a chegar até as últimas 20 jardas do campo e, quando estão por lá, o foco é o passe. Foram 6 lançamentos de Alex Smith nessa região do campo contra apenas 3 corridas do Jamaal Charles – Reid precisa equilibrar melhor isso e até focar mais nos seus RBs.

O Patriots bateu o Bills assim

Foram 59 tentativas de passe para Tom Brady e isso mostra que o Patriots ganhou esse jogo pelo ar e através do seu QB sobre uma defesa que é muito boa e uma das melhores da liga. Não é o ideal tantos passes por parte de qualquer quarterback, mas foi um caminho escolhido pela comissão técnica de New England, pois é bom frisar que tentaram apenas 8 corridas, sendo 7 com Dion Lewis, que acumulou 40 jardas por terra em uma ótima média de 5,7 jardas por carregada. Então não houve um abandono do jogo terrestre porque ele não estava funcionando, mas sim porque pelo ar as coisas se mostravam mais favoráveis para Brady e cia.

Um jogo de futebol americano se baseia, para o ataque, na tentativa constante de encontrar duelos favoráveis e o QB do Patriots é excelente nisso. Ele explorou muito o RB Dion Lewis no confronto contra LBs pesados – claramente um duelo favorável a Lewis – e o jogador recebeu para 98 jardas, uma marca que faz com que ninguém sinta falta de Shane Vereen, hoje no Giants. Dion só conquistou menos jardas pelo ar que Rob Gronkowski, o melhor TE da NFL. Separei aqui uma jogada importante já no início do jogo, pois o Bills abriu a partida com um TD já na primeira campanha e o Patriots amargou um three and out (três tentativas e punt, nenhum first down). Na segunda chance de ir a campo, o ataque de New England respondeu bem e essa foi a grande jogada do drive:

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Observe Rob Gronkowski circulado na cor vermelha, LB do Bills em amarelo e o CB Ronald Darby em azul. O TE do Patriots vai correr a rota “seam”, basicamente uma “go”, onde ele segue reto em profundidade.

gronk2

Importante perceber que essa marcação no TE do Patriots foi por zona. Atenção ao jogador em amarelo nos quadros 1 e 2 – todo o tempo ele cobre apenas a região dele (para impedir rotas curtas) e fica olhando durante toda a jogada para o QB Tom Brady, lendo seus olhos para buscar uma interceptação caso a bola fosse lançada na área, o que é uma das vantagens da cobertura em zona. A desvantagem podemos ver logo abaixo.

gronk3

Quando Gronkowski passa pelo LB (em amarelo), o CB Ronald Darby (em azul nos quadros 1 e 2) fica responsável pela cobertura do jogador em profundidade e imediatamente se desloca, porém o tempo de reação que ele leva é suficiente para Brady achar o espaço e explorar o duelo entre um TE muito forte e um CB mais frágil marcando sozinho e sem qualquer reforço de um Safety. Rob Gronkowski é derrubado apenas dentro das 10 jardas de ataque. Ótima jogada.

Cowboys e seus novos alvos

Gosta de números? Eu acho bem interessante. Vamos para alguns aqui.

Na semana 1, esses foram os números dos principais recebedores do Cowboys no jogo contra o Giants (recepções – jardas):

Lance Dunbar 8 – 70
Terrance Williams 5 – 60
Jason Witten 8 – 60
Cole Beasley 4 – 49
Dez Bryant 5 – 48

Na semana 2, sem o WR Dez Bryant em campo devido a uma lesão, o ataque aéreo dependeu muito mais de Terrance Williams e Jason Witten, com uma ajuda de Lance Dunbar diante do Eagles:

Terrance Williams 4 – 84
Jason Witten 7 – 56
Lance Dunbar 3 – 45
Cole Beasley 4 – 14

De cara dá para notar uma queda de rendimento do WR Cole Beasley, que saiu de 4 recepções para 49 jardas na semana 1 para 4 recepções e 14 jardas na 2. Claro que é muito cedo para afirmar que ele vai render menos, mas certamente terá mais dificuldades. Da mesma forma o RB Lance Dunbar, que não conseguiu ser tão ativo no jogo aéreo quanto foi contra o Giants. Isso é o famoso efeito dominó, já que Dez Bryant atraia a marcação do CB – muitas vezes o melhor do time adversário – e ainda a atenção de um LB ou Safety quando dobravam a cobertura sobre ele, assim abria espaço para os companheiros. Beasley sabia se aproveitar muito bem dessa situação.

A média de recepções e jardas aéreas de Dez Bryant em 2014 foi de 5,5 recepções para 82,5 jardas por jogo. São 82,5 jardas extras que o Cowboys precisa tentar atingir com seus demais recebedores agora que Bryant fica de molho por um bom tempo.

Vejamos às médias de Terrance Williams, Jason Witten, Cole Beasley e DeMarco Murray – para efeito de comparação com Dunbar – na temporada passada:

Terrance Williams  2,3 – 38,8 (média de 2,3 recepções e 38,8 jardas por jogo)
DeMarco Murray 3,5 – 26
Jason Witten 4 – 43,9
Cole Beasley 2,3 – 26,2

Ou seja, em média esses 4 jogadores conquistavam pelo ar 134,9 jardas por partida em 2014. E recai sobre eles especialmente – com Dunbar no lugar do Murray – a responsabilidade de subirem esses números para atingir as 82,5 que o Dez Bryant costumava somar. Portanto, a média dos 4 precisa ser de 217,4 ou o mais próximo disso possível para que a ausência do WR não seja tão sentida. Na semana 2, primeira sem Dez, eles somaram 199 jardas, um bom sinal de que tudo poderia se ajustar, até que…

Cowboys e seu novo QB

Tony Romo está fora de 6 a 8 semanas, vou me basear em 8 como o prazo provável. Brandon Weeden o substituirá nas seguintes partidas:

Falcons (casa)
Saints (fora)
Patriots (casa)
Bye Week
Giants (fora)
Seahawks (casa)
Eagles (casa)
Buccaneers (fora)

Difícil apostar em um Cowboys com Weeden como QB ganhando a maioria desses confrontos. Talvez 2 ou 3 vitórias? De qualquer forma, os números lá acima sobre os recebedores seguem valendo. Mas vai ser mais complicado alcançá-los.

DeMarco Murray engolido contra ex-time

Veja a jogada abaixo que mostra muito bem o motivo da absoluta ineficácia de Murray nesse início de temporada:

Não tá fácil para ninguém, hein Murray? A linha do Eagles em 2014 conseguia ótimos bloqueios para a corrida – a melhor da NFL no quesito, segundo o PFF -, mas esse ano a coisa está bem diferente por lá. Muitas vezes, como no caso do vídeo, jogadores o atacam antes da linha de scrimmage completamente desbloqueados. Pause o vídeo em 4 segundos e veja que o “gap” que Murray devia ter atacado era o B, entre o Right Tackle e o Right Guard, mas ele nota a OL indo toda para a direita e segue a jogada desenhada por Chip Kelly, que esqueceu de designar alguém para bloquear o Sean Lee.

Se liga no problema: Josh McCown, Eli Manning e Carson Palmer tem mais jardas corridas na atual temporada que DeMarco Murray. Sem um jogo corrido efetivo, o ataque do Eagles vai sofrer muito, até por ser um ataque “up tempo” que acelera as jogadas e usa muito “no huddle”. Mesmo quando a defesa está bem como no último jogo, fica tempo demais em campo e a equipe dificilmente vai conseguir vencer assim. Bradford foi bem mal, mas se precisar conduzir o ataque nas costas, não vai conseguir mesmo. Murray precisa aparecer e a OL acertar os bloqueios.

Merecem destaque

O Arizona Cardinals é uma das maiores forças da NFL atualmente. O time tem duas vitórias e, mais que isso, está jogando em alto nível, parecem muito bem treinados em campo – o entrosamento entre os jogadores é visível. O plano de jogo do Cardinals agrada também, sabem onde tem limitações e maximizam as qualidades da equipe. Bruce Arians está se mostrando um ótimo técnico novamente e se havia qualquer dúvidas sobre a defesa após a saída do coordenador Todd Bowles e até mesmo de jogadores do setor, pelo menos nessas duas primeiras semanas elas não existem mais. E digo mais, a franquia foi facilmente eliminada nos playoffs porque perdeu Carson Palmer e ficou totalmente inofensiva no ataque, mas com ele saudável no mata-mata, é time para fazer barulho.

Outro que merece elogios é o Washington Redskins. Jogo promissor do time da capital que tem um ótimo duo de Running Backs em Morris e Jones e uma linha defensiva que está assustando em termos de eficiência. Cowboys sem Romo e Dez Bryant, Giants esquizofrênico entregando jogos e Eagles com um ataque moribundo permitem que a torcida do Redskins sonhe.

Finalmente o Minnesota Vikings voltou aos trilhos. Depois de uma partida horrorosa no horário nobre, Bridgewater conseguiu atuar bem, a defesa pressionou demais Matthew Stafford e segurou o ataque terrestre do Lions, que amargou menos de 40 jardas. Esse é o Vikings que apostei antes da temporada começar.

Sherman tem problemas

A gravação tem pausas propositais para que você observe bem a cobertura. Richard Sherman é o terceiro de cima para baixo no slot:

Houve uma mudança de esquema de jogo em Seattle. Sherman alinhou no slot em diversas oportunidades contra o Packers e já tinha feito isso em 13 snaps na semana 1. Detalhe é que, em toda a temporada 2014, ele jogou apenas 16 snaps como nickel, marcando o recebedor no slot, então fica clara a mudança de postura.

Na final da NFC 2014, Aaron Rodgers lançou apenas 2 passes na direção de Sherman – que jogava fixo no lado externo do campo, muitas vezes com a ajuda do Safety – e acertou 1 para míseras 6 jardas. No jogo desse ano, além dessa jogada em que o CB ficou perdido, rolou TD em cima dele também. Não há motivos para desespero, torcedor do Seahawks, ele continua sendo um ótimo defensor, apenas terá um desafio maior caso sigam o alinhando também como nickel com frequência.

O Saints tem mais problemas que o Sherman

Desde 2012, o Saints tem um recorde 25-25, ou seja, 50% de aproveitamento. É um número muito aquém do que o que um time comandado por um dos melhores QBs da atualidade deveria apresentar e até por isso apostou-se muito em um melhor balanceamento do ataque com o RB Mark Ingram vindo de uma boa temporada e a linha ofensiva reforçada pelo C Max Unger (Ex-Seahawks e que veio na troca pelo Jimmy Graham). Até aqui isso não aconteceu e só dificulta ainda mais o trabalho da linha para proteger o QB quando o ataque não é uma dupla ameaça – foram 47 corridas para 158 jardas em 2 jogos, uma média de 3,4 por tentativa. New Orleans esperava números mais expressivos por terra e precisa deles.

Colts 0-2 e em clima de crise

Antes da temporada começar, o time era um dos favoritos ao Super Bowl para 10 entre 10 analistas. Hoje está beirando uma crise e não “apenas” por estar 0-2. Indianapolis esteve 0-2 em 2014 também, mas lá mostrava capacidade de reação, enquanto nesse ano é um time – especialmente o ataque – completamente desfuncional e que não consegue usar bem suas armas. Andre Johnson não tem sido um fator, os Tight Ends jovens e bons do time não receberam uma bola diante do Jets, Luck está apagado e a linha ofensiva não é uma desculpa. O coordenador ofensivo, Pep Hamilton, não tem resposta para as “blitzes” e o ataque sofre quando elas vêm – Jets e Bills mandaram direto. Válvula de escape não há, jogadas de screen, rotas “rub” que se cruzam e criam separação na marcação mano a mano também não são usadas. O OL Joe Reitz recebeu passe na end zone em uma jogada bizarra! Para completar, o técnico Chuck Pagano criticou Andrew Luck de forma ríspida e cutucou o GM Ryan Grigson ao dizer que a linha ofensiva do time é ruim desde 2012 quando o GM e treinador chegaram por lá.

O Colts tem talento para se recuperar, mas as chances de Super Bowl se reduzem muito, pois a estratégia em Indianápolis era brigar pelo topo da AFC para decidir em casa nos playoffs. Agora complicou.

olho tático

Peyton Manning vs Gary Kubiak não existe

Peyton Manning é uma lenda da NFL. Especulou-se, no entanto, que com a chegada de Gary Kubiak, novo treinador do Broncos, o QB não seria mais o foco do ataque do time do Colorado. Ledo engano. Ao menos é o que mostram as primeiras duas semanas da temporada. Como Kubiak gosta de usar a linha ofensiva no sistema de “zone blocking” e enfatiza o jogo corrido, a esmagadora maioria da imprensa americana pregava ser o fim do controle do ataque por parte de Manning e que seus passes seriam coadjuvantes em uma peça onde o jogo corrido seria o ator principal. Na realidade, isso não vem acontecendo e não é minha opinião – são fatos:

Média de tentativas e jardas por jogo do Denver Broncos (tentativas – jardas):

(2014) 27,6 – 111,5
(2015) 23,5 – 65

Os números não mentem, você já deve saber. A equipe vem usando menos o jogo corrido do que John Fox usou em 2014 quando os comandava. Todos devem estar se perguntando qual seria o motivo desse ataque ser tão menos explosivo até o momento e a resposta engloba alguns fatores que devem ser levados em consideração.

1- Como você pode ver no vídeo acima, mostrei duas jogadas seguidas em que o RB C.J. Anderson é derrubado rapidamente para zero ou poucas jardas. E essa média de 65 jardas corridas por jogo só torna o trabalho de Peyton e seus recebedores mais difícil.

2- A linha ofensiva do Broncos perdeu peças importantes para a Free Agency e para a enfermaria. O trabalho da unidade até aqui, seja bloqueando para a corrida ou protegendo seu QB, tem sido pífio.

3- Como uma coisa leva a outra, Peyton Manning tentou 8 passes para além de 20 jardas. Não acertou nenhum. É o fim? Ele está velho e vai morrer? Bom, certamente é um veterano e não é imortal, mas não é o fim do mundo. Peyton pode render e uma ajuda da linha ofensiva ajudaria muito nesse processo de tentar transformar esse ataque em algo mais explosivo. Vale lembrar também que o Broncos perdeu duas armas muito importantes desde que ele saiu do Colts e foi para lá: Eric Decker e Julius Thomas. Fica mais fácil para os adversários focarem no Demaryius. Sanders compensa pelo Decker, mas o TE Owen Daniels está apático em campo.

4-  O Denver Broncos enfrentou duas boas defesas em Chiefs e Ravens. Vale observar a evolução provável contra setores defensivos menos talentosos.

Jogada muito bem bolada

Separei uma jogada bem interessante e criativa do Kansas City Chiefs. Testaram ela nesse jogo de pré-temporada contra a até então melhor defesa da NFL e você pode esperar vê-la novamente em algum momento decisivo do ano. Aliás, o Chiefs precisa melhorar na Red Zone e jogadas como essa seriam uma ótima saída.

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Preste atenção na imagem acima. Preste bem atenção na imagem acima. Percebeu? O RB Jamaal Charles (em azul) está alinhado como WR e o WR Jeremy Maclin (amarelo) está posicionado como RB. Mas por que? A ideia da jogada é fazer com que o CB Cary Williams (verde) marque Charles e que o LB Bruce Irvin (laranja) cubra o Maclin, certamente um duelo favorável ao recebedor que é bem mais rápido. Andy Reid foi muito esperto e basicamente escolheu quem ele quer contra o seu WR. Criativo, não?

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No desenvolvimento da jogada, observe que aconteceu exatamente como o planejado. CB Cary Williams tentando anular o RB Jamaal Charles (verde) e o LB Bruce Irvin (laranja) tentando correr atrás do WR jeremy Maclin (amarelo). Na saída, Maclin já tem uma vantagem de 6 jardas de separação.

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TD Chiefs! Essa foi uma das jogadas mais legais que vi na pré-temporada e é bom ficar ligado porque devemos vê-la novamente esse ano.

vem por aí

O que vem por aí na semana 3:

– Tem Redskins e Giants, em jogo que o Washington pode afundar de vez o rival. Já imaginou o time de Eli e Odell Beckham Jr. começando 0-3?

– Falcons e Cowboys é um jogo de um time em ascensão contra outro que não sabe como as coisas vão ficar sem Tony Romo e Dez Bryant em campo. Partida para ver o tamanho do buraco que se meteu o Dallas.

– Eagles e Jets. Olha, Sam Bradford que se prepare muito bem para esse jogo porque enfrenta uma defesa que forçou 10 turnovers em 2 jogos e que joga em casa. Ah! E o ataque do Eagles foi péssimo contra o Cowboys, o Jets tem uma linha defensiva de altíssimo nível e DeMarco Murray também vai ter dificuldades como vem tendo por toda a temporada.

– Steelers e Rams vais ser um duelo muito interessante entre um dos melhores ataques da NFL contra uma das melhores defesas. Imperdível. Le’Veon Bell volta de suspensão e o Pittsburgh terá dupla ameaça por terra com ele e DeAngelo Williams.

– Bills e Dolphins vão brigar por uma vitória muito importante contra um rival de divisão. Há uma luta intensa entre Bills, Dolphins e Jets pelo segundo lugar da AFC Leste e nada mais crucial que confrontos diretos. A linha defensiva de Miami precisa jogar de acordo com as expectativas.

– Broncos e Lions é um jogo que não me animo tanto, mas está no horário nobre e vamos assistir, né? Com essa minha empolgação é capaz de o jogo ser muito bom. Lions vem de duas derrotas fora de casa, mas enfrenta um time muito eficiente em seus domínios e há boas chances de começar 0-3 a temporada. Broncos vence, mas o ataque ainda não convence ninguém. Agora vai?

– Chiefs e Packers em Green Bay tem o time da casa como favorito. Mesmo com os desfalques que se acumulam por lá, é difícil acreditar que alguém seja capaz de bater os cabeças de queijo no Lambeau Field, mas o Chiefs tem uma defesa sólida e um jogo corrido eficiente capaz de deixar Aaron Rodgers bastante tempo apenas assistindo, o que seria o ideal para ter uma chance.

perguntas que ficam

Como fica a NFC Leste?

Fica completamente aberta e imprevisível. As duas próximas semanas vão ser importantes para ter uma melhor noção de quem se apresenta como a maior força da divisão, se é que algum deles vai despontar. Redskins vem de uma boa partida, Eagles muito mal, Giants entregando jogos e Cowboys sofrendo com lesões de jogadores muito importantes.

O Bills não tem uma defesa tão boa assim?

Buffalo tem uma defesa extremamente talentosa e não é porque perdeu levando vários pontos do Patriots que isso mudou. E a boa notícia lá é que não é só a defesa que é boa, mas o ataque não tem sido inoperante e isso é um bom sinal para quem quer pensar em playoffs.

no huddle

– Bills nunca tinha cedido 466 jardas aéreas na história. Brady e o Patriots conquistaram mais essa marca.

– Derek Carr mostrou que é gente grande contra a boa defesa do Ravens. Foram 351 jardas, 3 TDs e apenas 1 INT. Sangue frio na última campanha para levar seu time à vitória. Boa!

– Jaguars, Raiders, Buccaneers, Browns e Redskins nunca tinham vencido na mesma rodada. Aconteceu nessa semana 2.

– No último ano, os kickers erraram 8 extra points, porém já são 9 desperdiçados em apenas duas semanas com a nova regra.

– O Giants continua entregando jogos no fim.

– Ravens, Seahawks e Colts estão entre os times 0-2 na atual temporada. Quem imaginaria?

– No entanto, o Seahawks pega o Bears em casa e deve sair da seca de vitórias.

– São 1.022 dias, 545 passes e 43 TDs desde a última interceptação lançada por Aaron Rodgers em casa.

– Steelers e 49ers foi o primeiro jogo que acabou com o resultado 43 x 18 na história da NFL.

– Ben Roethlisberger e Carson Palmer (sim, ele mesmo) são os melhores QBs em termos de aproveitamento lançando para mais de 20 jardas.

– Aliás, Big Ben acertou 10 de 15 passes para 20 ou mais jardas. Nenhum outro QB tem mais de 5 passes certos para essa distância.

– Tight Ends Coby Fleener e Dwayne Allen não tiveram nenhuma bola lançada em sua direção por Andrew Luck no jogo contra o Jets. E olha que até o OL Joe Reitz foi alvo.

– Julian Edelman somou 11 recepções para 97 jardas na semana 1. Veio a semana 2 e ele compilou os mesmos números! Seguindo assim ele se encaminha para bater a marca de Wes Welker, que teve 123 recepções em 2009.

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