sexta-feira, 19 de abril de 2019

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Embora a rotatividade de técnicos na NFL não ocorra de maneira precipitada como em outros esportes, as equipes atualmente parecem estar cada vez mais inclinadas a fazerem mudanças no comando técnico conforme os resultados vão deixando a desejar. Nos últimos três anos houve vinte e uma mudanças no comando das equipes da NFL, sendo oito em 2019.

Há diversos fatores que explicam essa tendência: problemas em gerir o vestiário, resultados ruins, atuações fracas ou, simplesmente, a não evolução de uma equipe. Fato é que os times da liga estão cada vez menos conservadores na hora de dar uma estabilidade exagerada aos comandantes das equipes. A probabilidade de haver demissões de alguns integrantes dessa lista em alguns casos é pequena, contudo ao final da próxima temporada, a demissão de pelo menos um deles não seria nenhuma surpresa. Vamos à lista dos cinco Head Coaches que precisam mostrar serviço ou se reinventar em 2019:

5º Lugar – Freddie Kitchens – Cleveland Browns (5 vitórias e 3 derrotas como técnico interino)


Eu sei que muitos torcedores dos Browns vão ficar cheteados, mas queria dizer de antemão que esta é a opinião impopular desta lista. Kitchens fez um ótimo trabalho ao fim da última temporada regular e mereceu o cargo de Head Coach, mas convenhamos que seu antecessor era um dos principais problemas da equipe de Ohio e não tinha como o time não melhorar depois da demissão de Hue Jackson e do coordenador ofensivo Todd Haley. Após isso, a equipe decolou (como era esperado) e Freddie Kitchens merece aplausos por ter melhorado alguns aspectos do time. Por exemplo, a proteção ao quaterback calouro Baker Mayfield e um melhor uso do RB Nick Chubb foram pontos cruciais para a evolução do Cleveland Browns no final da temporada. Com a chegada de Olivier Vernom para fazer dupla com Myles Garret, e de Odell Beckham Jr para reforçar um grupo ofensivo cheio de talentos como Jarvis Landry, David Njoku e Anthony Calloway, Freddie Kitchens tem a missão de levar este time aos playoffs. O Cleveland Browns precisa chegar ao final da temporada na briga pelo título da divisão ou no mínimo por uma vaga nos playoffs. Do contrário, questionamentos irão surgir e depois terem insistido três temporadas em um erro chamado Hue Jackson, os Browns podem não querer pagar pra ver (novamente).

4º Lugar – Jay Gruden – Washigton Redskins (35 vitórias, 44 derrotas e 1 empate)


Em seu sexto ano como head coach Jay Gruden precisa provar que pode ser o grande comandante a colocar o time da capital americana nos eixos. Na última temporada a equipe caminhava para o título da NFC East a passos largos, então veio à semana 11 e a grave lesão do QB Alex Smith. Como um balde de água fria, o ataque da equipe que já não era um dos melhores, tornou-se praticamente unidimensional. O Redskins que iniciou o ano com 6-3 terminou a temporada com uma campanha 7-9 amargando o penúltimo lugar na divisão pelo terceiro ano consecutivo. Para o próximo ano, o técnico Jay Gruden precisa ser mais criativo principalmente com o ataque aéreo da equipe que foi o 5º pior no ano passado. Numa divisão em que Cowboys e Eagles serão as forças a serem batidas, O Washington Redskins corre por fora por vaga nos playoffs. Há a possibilidade de que Josh Rosen vá para a equipe via troca com o Arizona Cardinals, mas provavelmente só saberemos o desfecho desse rumor no dia 25 deste mês quando ocorre o draft. Embora a defesa não seja espetacular, o Washington possui um grupo sólido e muito bom contra o jogo terrestre, sendo assim uma melhora na campanha da equipe passa necessariamente por uma evolução na parte ofensiva da bola. Jay Gruden precisa fazer sua equipe atingir a marca mínima de 10 vitórias (fato inédito que seria inédito), pois seu contrato vai até 2020 e ao que tudo indica a pressão por resultados será grande.

Leia Mais: Washington Redskins e a falta de sucesso com QB’s nos últimos anos

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3º Lugar – Doug Marrone – Jacksonville Jaguars (16 vitórias e 18 derrotas)


Há um ano colocar o nome de Doug Marrone nesta lista seria um completo absurdo. Depois de quase bater o New England Patriots numa final de conferência na temporada de 2017, No ano passado o Jacksonville Jaguars frustou não só os torcedores como todos que esperavam um bom desempenho da equipe da Flórida. Embora a defesa ainda atuasse em alto nível, a ausência do RB Leonard Fournette e o péssimo desempenho do QB Blake Bortles foram suficiente para enterrar o ano de um time que começou com três vitórias em quatro jogos. A equipe foi a penúltima em pontos por jogo com a lamentável marca de 15.3 e em seis oportunidades anotou menos que 10 pontos. Doug Marrone, que já vinha sendo questionado desde as chamadas conservadoras na final de conferência em Foxborough, não conseguiu destravar o ataque anêmico da equipe. O resultado disto foi uma temporada que não vai deixar saudades. Para 2019, Os Jags contrataram Nick Foles para ser o signal caller e apesar de ter um grupo menos talentoso a seu dispor do que tinha na Filadélfia, o QB pode ter um bom desempenho na próxima temporada. Com três equipes bem equilibradas, a AFC South deve ser a divisão mais difícil de 2019. Logo,  colocae todas as fichas no jogo terrestre pode ser um grande tino no pé. Doug Marrone precisa mais do que nunca ser agressivo e criativo no playbook, pois as boas lembranças parecem já ter ficado no passado.

2º Lugar – Mike Tomlin – Pittsburgh Steelers (125 vitórias e 66 derrotas)

Adentrando a décima segunda temporada com técnico nos Steelers, Mike Tomlin se vê talvez no momento mais crítico da carreira. Em seus quatro primeiros anos a frente da equipe foi a dois Super Bowls tendo conquistando o trófeu na temporada 2008 e sofrendo uma derrota em 2010. Isto lhe credenciava como um head coach de carreira bastante promissora e de fato, nos oito anos seguintes foram cinco idas aos playoffs (em três delas sendo o campeão da AFC North).Todavia, o desempenho na pós-temporada não enche os olhos. Em apenas uma das oportunidades o Steelers chegou a final da Conferência Americana (quando perdeu para o New England Patriots em janeiro de 2017). Além disso, Mike Tomlin não consegue gerir o vestiário da equipe e episódios completamente bizarros viraram rotina pro time da Pennsylvania. O QB Ben Roethlisberger costuma ir a um programa de rádio local em Pittsburgh e criticar abertamente os colegas de time. Ex-atletas da equipe afirmam que os jogadores mais badalados como Antonio Brown recebiam tratamento diferenciado como não dormir na concentração com os outros jogadores e chegar atrasado sem receber qualquer multa ou punição. Em uma entrevista o técnico ainda se irritou quando foi questionado por um repórter sobre o comportamento de Brown. “O que você quer que eu faça? Coloque-o no banco?” – Tomlin replicou. O resultado dessa má condução das principais estrelas do time todos nós pudemos acompanhar nessa intertemporada. O RB Le’Veon Bell e o WR Antonio Brown deixaram a equipe de maneira traumática para os torcedores e para o front office, mas pelo menos o ambiente da equipe tende a melhorar. O time possui dez escolhas no próximo draft e, apesar de vir de um momento delicado na offseason, pode surpreender. Mike Tomlin mais do que nunca precisa tomar as rédeas do vestiário se quiser reconquistar o crédito com o grupo e com a torcida. Depois de um ano aonde nem sequer chegou a pós-temporada, o técnico dos Steelers tem quer fazer a equipe evoluir com muito menos talento a disposição do que possuía nos últimos anos. É uma missão difícil, mas não impossível.

1º Lugar – Jason Garret – Dallas Cowboys (77 Vitórias e 49 Derrotas)


Efetivado no cargo de head coach em 2011 depois de uma sequência 5-3 no fim da temporada regular de 2010, Jason Garret é o quinto técnico mais antigo no cargo entre as equipes da NFL. Apenas Bill Belichick, Sean Payton, Mike Tomlin e Jonh Harbaugh estão a mais tempo no cargo do que o técnico dos Cowboys, sendo que todos estes já conquistaram um Super Bowl, enquanto Garret nunca chegou a uma final de conferência. Em 8 anos, o técnico foi aos playoffs em apenas três oportunidades e em apenas duas ocasiões conseguiu ter mais que dez vitórias na temporada regular. As principais críticas vêm pelo fato de que o técnico, que no início da carreira era tido como uma das grandes mentes ofensivas da liga, não conseguir extrair todo potencial ofensivo do ataque da equipe do Texas o que deixa a impressão que os Cowboys nunca darão aquele passo final rumo a um Super Bowl. Guardadas as devidas proporções, o título da NFC East ano passado terminou caindo no colo do time devido à queda vertiginosa do Washington Redskins (lesão de Alex Smith) e ás apresentações formidáveis da defesa de Dallas (6ª em pontos por jogo). O coordenador ofensivo Scott Lineham foi mandado embora e o técnico de quartebacks Kellen Moore foi promovido a coordenador ofensivo para tentar incendiar o talentoso grupo ofensivo dos Cowboys em uma hora que toda e qualquer ajuda é mais que bem-vinda. Garret chega a seu último ano de contrato com, literalmente, a corda no pescoço e vai precisar muito mais que uma vaga nos playoffs se quiser manter o emprego.

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