quarta-feira, 20 de maio de 2015

Compartilhe

e foi assim - L32

Chegamos finalmente à última coluna sobre os melhores Super Bowls de todos os tempos. Na semana retrasada, o jogo escolhido foi o Super Bowl XXV entre New York Giants e Buffalo Bills, com vitória da franquia de New York. Nesta semana, o primeiro colocado é o Super Bowl XLII entre New York Giants e New England Patriots, considerado o melhor de todos os tempos. Vamos lá!

New York Giants e New England Patriots duelaram no University of Phoenix Stadium, em Phoenix, Arizona. O Giants (10-6) se classificou para os playoffs como Wild Card, tinha vencido o Green Bay Packers na final da NFC por 23 x 20 e surpreendeu a todos nesse playoff por não ter feito uma grande campanha na temporada regular. Já o Patriots (16-0) não havia perdido nenhum jogo na temporada e ganhou do San Diego Chargers por 21 x 12 na final da AFC, por isso era considerado o grande favorito para essa grande final. O QB Tom Brady foi escolhido o MVP da temporada e o melhor jogador ofensivo, o que aumentou ainda mais o favoritismo da equipe de New England. Já New York confiava no seu pass rush para não deixar Brady respirar em nenhum momento.

Como foi o jogo – A partida começou com o Giants gastando o relógio o máximo que podia com corridas e passes curtos com alto índice de acerto. Esse jogo fazia com que o QB Tom Brady e o ataque do Patriots ficassem no banco por muito tempo, enquanto cansava a defesa de New England. Em uma boa campanha de 10 minutos, com os RBs Brandon Jacobs e Ahmad Bradshaw achando bons espaços na linha de scrimmage, o Giants conseguiu chutar um FG de 32 jardas com o K Lawrence Tynes e abriu 03 x 00. O pass rush do Patriots tentava pressionar o QB Eli Manning, mas a linha ofensiva estava indo muito bem na proteção ao seu QB. O primeiro quarto teve apenas um campanha de cada equipe, com os dois times jogando de forma bem parecida: ataque balanceado para não ficar tudo nas costas dos QBs. Com o domínio das linhas ofensivas ante as linhas defensivas, os dois QBs jogam tranquilamente sem qualquer tipo de pressão, por enquanto. E termina assim o primeiro quarto, com New England bem perto da end zone, mas o Giants vencendo por 03 x 00.

Na volta para o segundo quarto, logo na primeira jogada, o RB Laurence Maroney corre para uma jarda e coloca o Patriots na frente por 07 x 03, logo após o extra point. Depois dessa pontuação, as defesas começam a levar mais vantagem contra os ataques e o pass rush, principalmente do Giants, faz a diferença para não deixar New England abrir vantagem. Na primeira campanha de New York, o QB Eli Manning tenta um passe para o WR Steve Smith perto da end zone, mas acaba sendo interceptado pelo CB Ellis Hobbs. Diferente do que acontecia até o primeiro quarto, as campanhas se tornam mais rápidas e ninguém consegue ficar muito tempo em campo. Ainda assim, a estratégia dos dois times permanece a mesma e um pouco parecida, combinando o ataque entre corridas e passes, para que a pressão, que nesse momento era muito grande, diminuísse em cima dos QBs. O pass rush de New York vai com tudo e obriga o QB do Patriots a se livrar rapidamente da bola, o que faz com que a porcentagem de acerto diminua e as pancadas minam a força do grande Quarterback de New England. O principal destaque da linha defensiva do Giants é o DE Justin Tuck, que não deixa Brady ter sossego em momento nenhum. Em mais uma pressão de Justin Tuck, o QB Tom Brady leva uma pancada e acaba soltando a bola que é recuperada pelo DE Osi Umenyiora, já no campo de ataque. O segundo quarto se arrasta entre muitas pancadas e pouca efetividade dos ataques, muito por conta do grande momento das defesas nessa parte do jogo, que terminou em 07 x 03 a favor do Patriots.

Na volta do intervalo, percebe-se uma diferença, New England fica com a posse de bola por quase 9 minutos. Isso se dá muito pelo WR Wes Welker que começa a aparecer, ao receber bolas como slot WR e furar a secundária do Giants. Com essas rotas curtas de Welker, os passes são mais rápidos e a pressão em cima do QB Tom Brady não chega tão rápida e forte como aconteceu no segundo quarto. Apesar da maior velocidade nos passes, mais uma vez um sack acaba com uma boa campanha do Patriots. O Giants não vinha bem no ataque, o QB Eli Manning não acertava passes considerados fáceis para a sua capacidade e o seu principal alvo, o WR Plaxico Burress, não aparecia para ajudar o seu QB. Então, New York se mantém no jogo por causa da grande partida que fazia sua defesa, principalmente na pressão ao QB e contra o jogo corrido. Já o QB Tom Brady só podia contar com o WR Wes Welker e algumas boas corridas do RB Laurence Maroney, já que o principal alvo, o WR Randy Moss, estava muito bem marcado e pouco aparecia. E assim se arrasta o terceiro quarto, com os times “suando sangue” para conquistar algumas jardas e manter seus ataques vivos. Terminava o quarto ainda 07 x 03 para o Patriots e toda a emoção reservada para o último quarto de partida bem equilibrada.

No último quarto o primeiro passe do QB Eli Manning, em uma jogada de play action, foi uma big play de 45 jardas, acendendo o ataque do Giants na partida. Com esse passe, o ataque se enche de confiança e vai para cima. Em novo play action, o QB Eli Manning acha o WR David Tyree na end zone para o TD e New York passa a frente por 10 x 07 logo no começo do último quarto, prometendo um grande final de jogo. Nesse momento não tinha mais ataque balanceado, a responsabilidade do jogo estava toda em cima dos QBs. E foi Tom Brady que mostrou primeiro a que veio, em uma campanha toda nas suas costas, dessa vez contando com os dois principais WR da franquia, Moss e  Welker. O QB, bem protegido, lançou na end zone para o WR Randy Moss marcar o TD de New England, que virava a partida para 14 x 10, restando menos de três minutos para o fim do jogo. O detalhe do lance foi a marcação individual contra um dos melhores WRs da liga e o escorregão do CB Corey Webster para facilitar o trabalho de Moss. A partir de então, o QB Eli Manning tinha que jogar o drive de sua vida para dar o tal sonhado título depois de 17 anos de seca. Foi uma campanha cheia de emoção para as duas torcidas e víamos o QB Eli Manning com lançamentos espetaculares e flertando com o perigo. A jogada mais espetacular foi quando ele escapou de sofrer o sack três vezes, incluindo um do DE Jarvis Green, que tem 131 kg, e puxava-o para baixo. Por incrível que pareça, ele continuou em pé para uma conexão linda com o WR David Tyree, que manteve viva a chance de vitória do Giants. Só faltava um cara aparecer para ajudar o QB Eli Manning e esse cara era o WR Plaxico Burress. Novamente em uma marcação individual, dessa vez da secundária do Patriots e com um escorregão do CB Ellis Hobbs, Burress recebeu a bola na end zone e deu a vitória que muitos achavam improvável, por 17 x 14. O QB Eli Manning, que fez excelente último quarto, foi eleito o MVP do Super Bowl XLII!

Destaques da partida:

 

New York Giants

QB Eli Manning – 19/34 para 255 jardas, 2 TDs e 1 INT

WR David Tyree – 3 recepções para 43 jardas e 1 TD.

DE Justin Tuck – 5 tackles, 2 sacks e 1 fumble forçado.

New England Patriots

QB Tom Brady – 29/48 para 266 jardas e 1 TD.

WR Wes Welker – 11 recepções para 103 jardas.

LB Adalius Thomas – 5 tackles, 2 sacks e 1 fumble forçado.

FIM DE JOGO – NEW YORK GIANTS 17 x 14 NEW ENGLAND PATRIOTS.

Obs: Se tiver opinião divergente, pode comentar a sua lista de melhores Super Bowls da história na caixa de comentários.

Compartilhe

Comments are closed.