terça-feira, 6 de agosto de 2019

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Ironicamente, o nome do quarterback do Cincinnati Bengals é utilizado para ser uma marca de nível de jogo entre os passadores. Por ser considerado um jogador mediano, a escala Andy Dalton de QBs serve para observar quais atletas estão acima, abaixo ou se encontram na média da NFL.

Brincadeiras à parte, nenhum jogador gostaria de servir como parâmetro de mediocridade, tendo em vista que toda sua preparação durante sua vida foi para ser o melhor atleta possível enquanto em campo.

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Contudo, há fundamentos para colocar o QB como esse padrão. 

O primeiro, e mais claro, deles é o fato de Dalton nunca ter vencido um jogo de pós temporada em toda sua carreira, ainda que tenha chegado à quatro de forma consecutiva, totalizando um touchdown e seis interceptações, além de 218 jardas por jogo de playoffs. A grande questão é que em todas essas quatro temporadas – 2011, 2012, 2013 e 2014 – Dalton teve boa atuação, sendo selecionado para o pro bowl em duas oportunidades, 2011 e 2014.

A sua temporada de 2015 vinha sendo a melhor de sua carreira e a escrita de derrotas nos playoffs parecia que viria ser quebrada naquele ano. Porém, após um início 10-3, Dalton sofreu com lesões que encerraram tragicamente sua ótima temporada.

Após isso, três campanhas negativas nos últimos três anos. E, quando um time tem tantos resultados negativos consecutivas, dois nomes ficam claramente em xeque: o treinador principal e o quarterback titular. 

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Marvin Lewis, antigo treinador da franquia de Cincinnati, já se despediu, dando lugar ao jovem Zac Taylor, antigo treinador de QBs do poderoso ataque do Los Angeles Rams. A ideia é clara: seguir a tendência moderna de trazer uma jovem mente ofensiva para comandar o ataque, levando em consideração o sucesso recente que a jovem guarda vem tendo na NFL. 

O segundo nome que está com o cargo em risco é o de Dalton. Por mais que inegavelmente o camisa 14 não seja um jogador ruim, ele também não mostrou ser bom o suficiente para tranquilizar os torcedores e diretores de seu time, de forma a confiar que um legítimo QB da franquia está nos vestiários do Bengals. A sua inconstância em pós temporada é o fator que mais deve pesar para um possível desligamento de Andy do time.

Há uma saída para reverter esse quadro. Andy Dalton precisa mostrar na adversidade que é um quarterback que pode ser o líder de sua franquia. Para esta temporada, não contará, à princípio, com sua principal arma para o começo do ano de NFL em 2019, A.J. Green. Por isso, resta claro uma oportunidade perfeita para Dalton se mostrar como jogador, indicando que não foi só o impacto de Green que o fez ser o que é hoje.

Por fim, cabe ao ruivo quarterback, utilizar dessa temporada e de um estilo de jogo que deva o favorecer, tendo em vista as novas tendências trazidas por Zac Taylor, para elevar o nível da escala Dalton, quem sabe até passar o referido padrão para outro jogador (são muitos nesse miolo, convenhamos) e ter a tranquilidade de que em 2020 seu cargo como passador titular do Cincinnati Bengals estará mantido.

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