quinta-feira, 11 de junho de 2020

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Foi noticiado nesta segunda-feira, por Adam Schefter, da ESPN, que o running back Dalvin Cook, astro do Minnesota Vikings, não participará de nenhuma atividade do time (nem mesmo os treinos online, que vem acontecendo no lugar das primeiras fases da pré-temporada, devido à pandemia) enquanto ele não receber uma oferta de contrato “razoável” de sua equipe.

Cook, que está no último ano de seu contrato de calouro, está programado para receber cerca de US$ 1,3 milhão em 2020. Ainda segundo a ESPN, seu desejo inicial era se tornar o RB mais bem pago da NFL, posto assumido nas últimas semanas por Christian McCaffrey, com um contrato que lhe rende US$ 16 milhões por ano, em média, pelo tempo do acordo. Cook teria aceitado diminuir a pedida para cerca de US$ 13 milhões por ano, mas a primeira oferta do Vikings teria sido menor que US$ 10 milhões anuais. Temos então um impasse.

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Dalvin Cook teve uma excelente temporada em 2019, ficando no top 10 tanto em jardas quanto em touchdowns de scrimmage (juntando corridas + recepções), mesmo perdendo 2 partidas por lesão. Além, claro, de seu talento, lhe ajuda a filosofia do time: o Minnesota Vikings foi um dos poucos times que correu mais do que passou na última temporada. E isso não foi algo circunstancial, mas sim a maneira como o técnico Mike Zimmer enxerga o futebol americano. Essa combinação de fatores faz de Cook uma peça fundamental para a engrenagem do Vikings, e pode lhe dar vantagens na negociação contratual.

Mas nem tudo são flores para o atleta. Como citado no parágrafo anterior, Cook tem um histórico de lesões, e ele é bem significativo. Ele ainda não conseguiu participar de todos os 16 jogos de uma temporada regular na NFL, e na sua temporada de calouro, em 2017, ele sofreu uma séria lesão no joelho. Além disso, há a persistente questão sobre a valoração dos running backs como um todo, com a desvalorização deles no draft, e uma resistência cada vez maior a dar um segundo contrato com valores tão polpudos quanto os pedidos pro Cook.

Olhando para os últimos precedentes de greves contratuais de RBs, temos resultaods bem distintos. Ezekiel Elliott conseguiu uma gorda renovação com o Dallas Cowboys, enquanto Melvin Gordon, então no Chargers, esticou sua ausência para durante a temporada regular, viu seu substituto, Austin Ekeler, jogar bem e ganhar a posição. Assim, o Chargers o deixou ir embora e Gordon assinou com o Denver Broncos por um valor menor do que o originalmente oferecido pelo LA Chargers para sua continuidade na Califórnia.

Mas casos como o de Gordon e Austin Ekeler não acontecem toda hora. É complicado dizer se o Vikings já tem em seu elenco um potencial substituto de bom custo benefício para Cook, caso a renovação empaque. Os maiores candidatos são Alexander Mattison e Mike Boone, jogadores de bom potencial, mas ainda inexperientes. E a experiência dos jogadores deve ser um fator ainda mais preponderante que o normal em 2020, devido ao tempo reduzido de contato pessoal entre atletas e treinadores antes da pré-temporada.

Outro fator relevante, e que é uma novidade para esta temporada, é o novo acordo trabalhista. Se Cook simplesmente não aparecer durante o training camp, seu status para a próxima Free Agency muda: ele deixaria de ser um Free Agent irrestrito para ser um FA restrito: o Vikings teria o direito de igualar eventuais ofertas que ele receba. Isso sem falar na pesada multa de US$ 40,000 por cada dia de ausência.

No final das contas, essa é uma situação complexa, em que ambos os lados tem muito tanto a ganhar quanto a perder. O ponto que deve, ao meu ver, ser o definitivo, será o quanto o Minnesota Vikings acredita que Dalvin Cook pode ser a peça central do ataque para o médio e longo prazo. Vimos motivos para acreditar e para duvidar da viabilidade disso. A bola (e a caneta) está nas mãos do GM Rick Spielmann.


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