quinta-feira, 13 de junho de 2019

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Na última quarta-feira (12) o Tennessee Titans anunciou por meio das suas redes sociais e site oficial a aposentadoria da camisa 9 da franquia, uma homenagem ao Ex-Quarterback Steve McNair, que atuou pela equipe entre 1995 e 2006. Na AFC SUL, McNair fez história e foi escolhido por três oportunidades para o Pro Bowl, dividindo o prêmio de MVP da temporada 2003 com Peyton Manning. A decisão – Acertada – da franquia é mais uma das homenagens necessárias para o atleta que ajudou a revolucionar a posição de Quarterback e nos deixou em 2009, após um brutal assassinato.

Produto da universidade de Alcorn State, McNair precisou escolher entre o sonho de se tornar um Quarterback profissional e a chance de receber uma bolsa de estudos em uma faculdade de maior tradição no futebol americano, mas que exigia que o jogador atuasse como Defensive Back, posição na qual ele também havia atuado durante o ensino médio. A escolha pelo ataque se mostrou acertada e em 1995 McNair foi escolhido pelo Houston Oilers na 3ª posição geral do Draft para jogar como Quarterback da equipe texana. Em seus dois primeiros anos como profissional, o jogador participou de apenas seis jogos oficiais e não pôde mostrar toda a sua qualidade como titular. Em 1998, a mudança para Nashville e a criação do Tennessee Titans representaram também o verdadeiro cartão de boas-vindas do jogador à NFL.

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Logo na segunda temporada em Tennessee, ao lado do RB Eddie George e do WR Kevin Dyson, McNair fez parte de um dos ataques mais prolíficos e empolgantes de toda a liga. Naquele ano, o time terminou temporada regular com 13 vitórias em 16 jogos e chegou ao Super Bowl pela primeira vez após a realocação, sendo derrotado pelo St.Louis Rams de Kurt Warner em uma das finais mais equilibradas da história. Em Tennessee, McNair foi um dos personagens do “Music City Miracle”, um dos momentos mais espetaculares dos playoffs até os dias atuais.

Em seus anos como QB principal do Titans, o camisa 9 foi a grande liderança da equipe e principal personalidade no vestiário. Nem mesmo a sua saída para o Baltimore Ravens em 2006 foi contestada pela torcida, que continuou tratando McNair com muito respeito e carinho até a sua despedida do futebol americano, em 2008. Junto ao estilo diferenciado de atuar na posição, abrindo o caminho para Quarterbacks negros e muito mais móveis do que a NFL estava acostumada nos anos 90, o atleta teve uma carreira encurtada por diversas lesões e problemas físicos. “Você pode falar o nome de uma lesão e muito provavelmente Steve teve ela. Ainda assim, ele continuava se colocando à disposição para jogar e atuava muito bem” afirmou o ex-companheiro de equipe, Eddie George, que também terá a sua camisa aposentada pelo Titans em 2019.

Em treze anos como profissional, McNair conquistou 96 vitórias, cinco delas na pós-temporada, lançou para mais de 31.000 jardas, completou em média 60% dos seus passes e somou 174 TDs totais. Seus 37 TDs corridos representam a 4ª melhor marca da história para um QB até hoje, atrás apenas de Steve Young, Kordell Stewart e Cam Newton. Seu legado em campo e os 11 anos de serviço para o Titans foram mais do que suficientes para transformá-lo em uma  lenda da NFL e se manter até hoje como o maior QB da história da equipe. Logo após a sua aposentadoria, em 2008, o jogador afirmou: “Fisicamente eu já não consigo mais”.  Para a tristeza dos fãs do futebol americano, o descanso de McNair durou apenas 14 meses.

A MORTE EM 2009 AOS 36 ANOS

No dia 4 de julho de 2009, o corpo de Steve McNair foi encontrado com diversas marcas de disparos de arma de fogo em um condomínio no centro de Nashville. A sua namorada na época também foi encontrada morta, em um caso definido pela polícia como assassinato-suicídio, no qual a mulher teria sido responsável pelos tiros disparados contra o ex-jogador e logo em seguida atirado contra si própria. Até hoje, a motivação do crime segue desconhecida.

Em 2018, McNair não ficou entre os 25 semifinalistas da lista de atletas nomeados para o Hall da Fama da NFL. Embora ex-companheiros de time e contemporâneos acreditem que o jogador merecia a indicação, seu legado continuará sendo carregado geração após geração, independente da honraria. A mais nova homenagem para o eterno camisa 9 do Titans representa um privilégio que poucos jogadores da NFL podem receber ao final de suas carreiras e ajuda a manter atual  a influência do atleta dentro do esporte.

Da desconfiança das principais equipes universitárias em relação a sua capacidade como Quarterback, aos desafios de ser um signal caller negro na NFL e a sua trágica morte, McNair teve uma carreira diferenciada, intensa e histórica. A aposentadoria do número 9 em Tennessee é justa e necessária. Nenhum outro jogador poderia vestir esse número pelo Titans com tanta entrega e sucesso quanto Steve “Air” McNair.


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