quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Com a chegada do HC Frank Reich, a equipe do Colts elevou muito seu nível dos dois lados da bola. Para a defesa, dão-se muitos créditos para Chris Ballard e seus excelentes drafts desde que foi contrato, mas para o ataque, os créditos vão para Reich por dar nova cara para uma unidade com muitas interrogações.

Uma peça foi chave para esse novo ataque do Indianapolis Colts e não é a mais comentada quando se pensa no lado ofensivo: Marlon Mack.

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Ainda que estatisticamente não pareça, a equipe de Indiana se tornou com Reich um ataque Run First, ou seja, o jogo terrestre era posto em primeiro lugar na maioria das ocasiões. Olhando os números, parece insanidade análises deste tipo, haja vista que a equipe passou a bola 61% das jogadas, enquanto correu em 39%. Entretanto, ao analisarmos as partidas, é notada a grande participação do jogo terrestre, principalmente quando o camisa 25 estava em campo.

Devido a uma lesão na pré-temporada, Mack não jogou na semana 1 da temporada regular, uma derrota para o Belgals. Na semana 2 contra o Redskins, voltou e a equipe saiu vitoriosa, porém uma nova lesão o fez perder os próximos três jogos de seu time: três derrotas. Retornou com derrota para o Jets na semana 6. Posteriormente o Colts emplacou uma série de 5 vitórias consecutivas, seguida de uma derrota em um jogo atípico para o Jaguars, e mais quatro vitórias seguidas para fechar a temporada com 10-6 e a tão aguardada vaga para os playoffs.

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Existe algo em comum para se reparar no último parágrafo: Mack esteve presente em todas as 10 vitórias da franquia, enquanto em partidas que o RB não jogou, o time ficou 0-4.

Mais do que isso, ao observarmos as estatísticas das 4 derrotas, fica-se ainda mais interessante: Na semana 1, Luck passou a bola 53 vezes, enquanto o time teve um total de 19 corridas; na semana 3, foram 40 passes contra 12 corridas; na semana 4, 62 passes e 17 corridas e; na semana 5, 59 passes e 21 corridas. Em nenhum dos jogos, a equipe teve mais que 85 jardas terrestres no total.

Portanto, vemos uma unidimensionalidade extrema quando o RB titular não está campo, visto que o ataque não funciona em plenos efeitos, fazendo com que Luck tenha que passar a bola o dobro do que comumente vemos em jogos equilibrados entre corridas e passes.

A importância de Mack é vista também em seus números. Mesmo tendo sido limitado por lesões e jogado só 12 partidas, o RB emplacou 908 jardas e 9 TDs. A média de jardas por tentativa de 4,7 mostra a importância de cada toque que o running back tinha em campo. Os outros atletas da posição na equipe também tiveram uma quantidade considerável de snap, deixando Marlon mais descansado para fazer impacto, uma vez que não precisava ser o RB carregador de piano como é visto em algumas franquias.

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A grande efetividade de Mack, somada a filosofia ofensiva, não impactava somente no jogo terrestre, mas também no ataque aéreo. Uma unidade forte pelo chão abre muito espaço para o play action, e, já que só o fato de Mack estar em campo criava uma ameaça, Reich soube aproveitar muito bem esse status para abusar de grandes jogadas no play action. Dois jogadores se beneficiaram muito por essa questão: TY Hilton, pois tinha mais espaço para usar sua velocidade e habilidade de conseguir separação, criando grandes avanços e Eric Ebron, que foi extremamente efetivo na redzone, liderando os TEs em touchdowns na última temporada.

Sendo assim, é esperado ver um protagonismo oculto ainda maior para Mack neste ataque na próxima temporada, caso fique saudável. Frank Reich certamente pensará em outras formas de utilizar o RB, visto que os coordenadores defensivos já estão se preparando para o impacto de Marlon em campo e farão de tudo para anulá-lo, tirando, desse modo, uma grande arma que Luck e companhia têm em mãos. Talento o camisa 25 tem, por isso, o auxilio e seu time é de extrema importância para o conjunto inteiro ter uma grande temporada e ajudar sua franquia a chegar aos playoffs novamente.

Nyheim Hines e Jordan Wilkins são bons RBs, mas Marlon Mack tem um elemento especial que torna esse ataque espetacular de se assistir.

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