sexta-feira, 12 de julho de 2019

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Em 2017, com a lesão do quarterback Carson Wentz, que até então jogava a nível de MVP na temporada, o Philadelphia Eagles viu sua campanha ser ameaçada pela lesão de uma referência em campo. O reserva era Nick Foles, preterido no próprio Philadelphia Eagles e no Los Angeles Rams, teve que assumir a titularidade de um dos favoritos ao Super Bowl e que tinha a sina de não vencer o título da NFL. Responsabilidade gigante para um jogador da posição mais importante do jogo e que nunca passou a imagem de ser confiável, principalmente na pós-temporada. Começara ali a magia de Nick Foles, que foi ao Super Bowl e bateu o New England Patriots de Tom Brady. Depois de um 2018 voltando a ser reserva após a volta de Wentz, Nick Foles se tornou free agent e assinou com o Jacksonville Jaguars, por 4 anos e 88 milhões de dólares. A magia de Nick Foles funcionará no Jacksonville Jaguars?

Para contextualizar, precisamos entender como funcionava Nick Foles no Philadelphia Eagles, naquele período mágico dos playoffs da temporada 2017. O time de Philadelphia tinha um elenco recheado de talento, bem como uma comissão técnica competente e a fase boa de Carson Wentz antes da lesão, coincidiu com o salto de produção de vários jogadores chave. Sem contar a forte defesa, Doug Pederson tinha um ataque com nomes importantes produzindo em alto nível, nas posições de habilidade como Alshon Jeffrey, recém-chegado do Chicago Bears, Nelson Agholor, LeGarrette Blount, Jay Ajayi e Zach Eartz e na linha ofensiva, como Lane Johnson e Jason Kelce. Uma engrenagem que funcionava muito bem sob o comando de Pederson, fazia com que Nick Foles jogasse em uma situação confortável e pudesse executar o plano de jogo perfeitamente. O jogo corrido, com linha ofensiva e running backs jogando bem e encaixando boas corridas, abria espaço para as chamadas de run-pass option, onde Foles fazia a leitura e encaixava passes para seus recebedores, que também estavam em ótima fase.

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Sem tirar os méritos de Foles, que mesmo em situação tática confortável e com um elenco de apoio produzindo em alto nível, teve a competência de lançar passes precisos, especialmente em profundidade, o time do Jacksonville Jaguars de 2019 é diferente do Philadelphia Eagles de 2017. É diferente até do Jacksonville Jaguars de 2017, que ficou próximo de ir ao Super Bowl e encontrar Foles na grande decisão. O Jaguars de 2017, assim como o Eagles, tinha uma defesa forte e jogadores de ataque jogando em alto nível, fazendo com que seu quarterback na época, Blake Bortles, jogasse com conforto e com o piano do ataque sendo carregado pela linha ofensiva e por Leonard Fournette.


No Jaguars de 2019, o núcleo do ataque está enfraquecido. A linha ofensiva vai ganhar o reforço de Cam Robinson, que volta de lesão para ajudar uma linha que não jogou bem em 2018 e precisa ajudar o também recuperado de lesão, Leonard Fournette. O corpo de recebedores também não deve animar quem o vê no papel. Dede Westbrook, DJ Clark, Chris Conley, Marquise Lee e Keelan Cole não são wide recievers de elite, sem contar que um dos trunfos de Foles nos Eagles, a posição de tight end, não tem um jogador de alto nível em Geoff Swain e no calouro Josh Oliver.

Para este que vos escreve, a contratação de Nick Foles pelo Jaguars foi um avanço em relação ao último quarterback da equipe, Blake Bortles. Foles é melhor que Bortles e a franquia de Jacksonville até demorou para perceber que Bortles não era o franchise quarterback que eles desejavam e agora resolveram seguir em frente e fechar com Foles. Entretanto, a magia de Foles, apresentada nos momentos de emergência em Philadelphia, quando Carson Wentz se lesionada, não deve se repetir. O elenco de apoio em Jacksonville não será nem de perto parecido com o que Foles teve na Philadelphia, seja dentro de campo ou na comissão técnica. Foles tem condições de levar o ataque a um nível maior que em 2018, mas isso não significa necessariamente que o time voltará a brigar pelo título da AFC como em 2017. Não significa nem que o Jaguars voltará aos playoffs. Se a defesa não jogar voltar a jogar em alto nível e o núcleo jovem do ataque não evoluir a produção de seu jogo em 2019, dificilmente a magia de Nick Foles funcionará em 2019, jogando no time da Flórida e seu contrato de 88 milhões será considerado mais um erro crasso da franquia de Jacksonville.

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