terça-feira, 30 de abril de 2019

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Passados alguns dias do final do draft de 2019, vem as reflexões sobre as escolhas, sobre as disputas de lugares no elenco e sobre os possíveis ganhadores das batalhas por posição ao final do training camp. Algumas unidades se fortaleceram, outras nem tanto, mas a análise deste texto remete a um espaço de tempo maior que o da offseason 2019. A unidade analisada será a defesa do Washington Redskins, que vem sendo montada e reforçada há pelo menos 2 anos e que quase levou um ataque limitado aos playoffs em 2018.

Antes de qualquer coisa, lembremos que os Redskins lideraram a NFC East por boa parte da temporada de 2018, jogando partidas muito boas, como no jogo contra o Green Bay Packers, de Aaron Rodgers e só não venceu a divisão porque ocorreu o apocalipse dos quarterbacks no time, que sofreu com lesões de Alex Smith e Colt McCoy. O fato é que a defesa de Washington jogou bem em 2018, porém a unidade defensiva dos Redskins e algumas peças nunca são citados quando se discute os bons jogadores de defesa da liga. Poucas pessoas perceberam, mas em 2018, a defesa dos Redskins ficou a um Colt McCoy de ir aos playoffs e estamos falando de um quarterback extremamente limitado, que era reserva de Alex Smith, que já é um quarterback, no mínimo, normal. A partir daqui, vamos dissecar as peças da defesa de 2018 e as adições da free agency e do draft de 2019 e analisar o porquê dessa unidade ser subestimada por alguns analistas

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A secundária de Washington era considerada um elo fraco nos últimos anos, mas o front office se mexeu com peças de peso. Assinaram um contrato grande com Josh Norman, após o divórcio com Dave Gettelman e o Carolina Panthers, mais tarde, assinaram com D.J. Swearinger, draftram Kendall Fuller, que foi um dos melhores nickelbacks da liga nos Redskins e ano passado, trocaram por Ha Ha Clinton-Dix. Podemos julgar o rendimento dos jogadores e outros fatores, mas o fato é que tirando Josh Norman, a secundária rendeu próximo do esperado e do salário que recebiam. Kendall Fuller foi trocado na offseason passada na troca por Alex Smith sendo bastante subestimado pelos general managers, tanto de Kansas City, quanto de Washington. O quanto ele rendeu com os Chiefs em 2018 é uma discussão diferente, mas em seu tempo de Washington Redskins, foi várias vezes subestimado, atuando muito bem em uma posição que cresce exponencialmente na liga em importância. Nesta offseason, o time deu um contrato grande para o safety Landon Collins (6 anos, 84 milhões) e tirou o cornerback Dominique Rodgers-Cromartie da aposentadoria, reforçando a secundária.

LANDOVER, MD – SEPTEMBER 18: Wide receiver Dez Bryant #88 of the Dallas Cowboys argues with cornerback Josh Norman #24 of the Washington Redskins during the first quarter at FedExField on September 18, 2016 in Landover, Maryland. (Photo by Rob Carr/Getty Images)

Os linebackers tiveram Zach Brown e Mason Foster fazendo um trabalho decente pelo meio. Ainda assim, trouxeram o talentoso e problemático Reuben Foster, talento de primeira rodada de Alabama, draftado pelos 49ers que já enfrentou suspensão e foi dispensado de San Francisco por se envolver em mais um caso de violência doméstica. Infelizmente, Foster é um péssimo exemplo fora do campo e pode ser suspenso mais vezes no futuro, mas é um talento inegável que ajudaria muito a defesa dos Redskins se não tivesse o histórico criminal e as atitudes lamentáveis que tem.

A linha defensiva talvez seja o destaque do time, com jogadores jovens e muito competentes sob contrato, a linha defensiva foi montada no draft com talentos muito acima da média como Jonathan Allen e Da’ron Payne, que sem dúvida são os melhores jogadores da posição no elenco e potenciais futuras estrelas da liga. Arrisco dizer que Allen e Payne sejam os melhores jogadores do elenco. Os dois são jogadores de linha completos, com capacidade de pass rush e que são muito bons contra o jogo terrestre, com versatilidade que fazem com que a defesa possa atuar com várias formações diferentes para as situações de jogo, com os dois alinhando em 1, 3 e até 5-technique, no caso de Allen.

O pass rush teve 46 sacks em 2018, 13 deles do jogador mais subestimado do time e para mim, o jogador mais subestimado de toda NFL, Ryan Kerrigan é um EDGE extremamente regular desde que foi draftado em 2011 e muito pouco comentado. Kerrigan nunca teve uma temporada com menos de 7.5 sacks e jogou todos os jogos do seu time desde que entrou na liga. Preston Smith foi para o Green Bay Packers, mas o time draftou Montez Sweat, calouro vindo de Mississipi State que tem potencial e será privilegiado por jogar em um front seven com tanto talento, principalmente no pass rush.

A defesa dos Redskins jogou bem em 2018 e pode dar um salto em 2019, levando o time a competir na difícil NFC East, com as adições no ataque e um pouco de sorte para fugir das lesões, a unidade defensiva de Washington pode fazer barulho em 2019 e ser um pouco mais notada pelos fãs e analistas da NFL em todo o mundo.

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