sexta-feira, 8 de março de 2019

Compartilhe

Na NFL, muitas vezes uma aposta simplesmente não rende o esperado. Um GM que precisa decidir sobre a montagem do seu elenco em todas posições titulares e reservas precisa ter consciência que ele simplesmente irá falhar e o time ficará desprovido de talento em alguma posição, isto é um fato da vida, e não apenas da NFL.

Uma singela alternativa à um desempenho insatisfatório de um atleta que gerou alguma expectativa é a troca. Melhor do que simplesmente dispensá-lo e admitir o erro, é tentar capitalizar qualquer tipo de retorno sobre aquele jogador que simplesmente não encaixou no sistema de jogo que lhe fora pedido para executar. Uma peça do dominó de Quarterbacks caiu recentemente, com o Denver Broncos enviando o QB Case Keenum para o Washington Redskins juntamente com uma escolha de 7ª rodada do Draft de 2020 por uma escolha de 6ª rodada da franquia da capital.

Leia Mais: Jornal do Draft – Edição Número 3

Leia Também: No mercado, Nick Foles quer convencer em uma nova equipe da NFL

Esqueça as escolhas de Draft envolvidas no processo. É muito mais que isto.

Analisando friamente o efeito da troca nas duas equipes e no jogador envolvido, não vemos nenhum perdedor na situação. O Broncos ficou melhor, o Redskins ficou melhor e Case Keenum se beneficiará disto. Não se pretende dizer que agora as equipes farão o próximo Super Bowl e que será um confronto de Joe Flacco contra Keenum pelo troféu Vince Lombardi, mas que simplesmente é difícil olhar para esta troca e imaginar algum time ficando em pior situação que estavam anteriormente, simplesmente isto.

As equipes ficam em melhor situação comparados ao que poderiam ter feito. O Broncos se livrou do salário de Keenum – que tinha base de U$ 18 milhões e mais importante, reduziu o valor garantido de U$ 7 ára U$ 4  milhões a serem pagos em 2019, valor este que Keenum ainda contará no teto salarial da franquia do Colorado, mas é um valor bem mais maleável que pagar milhões de dólares a um atleta que seria o reserva de Joe Flacco.

O Redskins consegue uma alternativa viável para o cargo de QB titular em 2019 por apenas U$ 3.5 milhões e uma relativamente pequena queda na parte final do Draft de 2020. Agora, com o Quarterback Alex Smith na longa e nada garantida estrada para a recuperação de sua horrível lesão sofrida na última temporada, a franquia escolherá o titular entre Keenum e Colt McCoy, com quem se mostrar o melhor atleta simplesmente vencendo a titularidade para a temporada de 2019.

Keenum acaba ganhando U$ 500 mil a mais em bônus contratuais simplesmente evitando ser cortado pelo Denver Broncos após uma temporada e o recorde de 6-10 obtido ao longo da campanha. Em vez de procurar emprego em outra franquia, ele chegará para o Redskins ganhando U$ 7.5 milhões, o que é uma bela quantia, mas principalmente, ele será inserido em um dos (talvez o único) time em que ele tem a razoável chance de competir (e vencer) a disputa para ser o Quarterback titular na próxima temporada.

Mas claro que nem tudo são rosas. Podemos também lembrar o desempenho simplesmente trágico dele na temporada passada com o Denver Broncos, em que ele nunca esteve em sintonia com seus recebedores e nem totalmente ambientado ao esquema do coordenador ofensivo, é verdade, mas em um passado nada distante lá no Minnesota Vikings em 2017, tivemos um desempenho muito bom do veterano, simplesmente movendo as correntes do ataque e evitando desperdiçar a posse de bola com maestria ao longo de todo o ano. O resultado foi a ida do Minnesota Vikings até o NFC Championship Game no qual só foram parados por Nick Foles e o Phialdelphia Eagles – que viria a ser o grande campeão daquela temporada.

O estilo de jogo de Keenum, ao menos na teoria, combina bastante com o que Jay Gruden, seu novo HC, espera de um Quarterback. Um lançador móvel, capaz de escapar do pocket, se mover lateralmente e estender a jogada para porventura conseguir um passe em movimento são características muito apreciadas por Gruden e que com certeza serão exploradas nos treinamentos pré-temporada.

Mas o grande perdedor nesta situação é com certeza John Elway. O lendário ex-Quarterback do Broncos que assumiu o cargo executivo de maior prestígio dentro da organização vem se mostrando terrível em suas escolhas naquela posição que o consagrou como um dos maiores jogadores de todos os tempos. O fato de ter conseguido contratar o também lendário Peyton Manning para suas últimas temporadas que culminaram em duas aparições em Super Bowls (com uma vitória), é de certa forma esquecido quando colocamos na balança todas as péssimas decisões feitas ao longo dos últimos anos: entre oferecer U$ 50 milhões para Brock Osweiller, recrutar Paxton Lynch com a primeira rodada do Draft, assumir o erro que foi ter contratado Keenum e por último ter trocado por um Quarterback em declínio que perdeu a titularidade para um calouro ao longo da temporada (Joe Flacco), Elway merece críticas pelo desempenho na montagem do time na posição mais importante de todas.

Mas para Keenum, Redskins e Broncos, foi uma vitória tripla, concorda?


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Leave A Reply