sexta-feira, 4 de outubro de 2019

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Uma narrativa que toma conta da NFL nos últimos anos é em qual posição os lendários QBs que atuaram neste século se localizam quando falamos sobre os maiores da história da posição. Tom Brady, Drew Brees, Peyton Manning e Aaron Rodgers tem suas próprias estatísticas que os separam do resto no que diz respeito à isso – e buscam se colocar entre os maiores da história. Talvez seja até um fato apontar o quarteto seguramente entre os dez maiores de todos os tempos, mas também há algumas estatísticas interessantes quando mergulhamos no estudo destes atletas, e algumas específicas sobre o lendário QB do Packers saltam aos olhos, simplesmente pelo fato de que nunca imaginaríamos algo do tipo.

Que fique claro: Rodgers é sim um dos grandes Quarterbacks da história. Extremamente cirúrgico em seus passes, a proporção entre TDs e interceptações lanças é ridiculamente boa (a melhor de toda a NFL) e por conta disso, o Packers é sempre um postulante ao Super Bowl enquanto o camisa 12 tomar as rédeas do ataque dos cabeças de queijo. A equipe de Green Bay sempre tem uma boa chance de vencer seus jogos – a menos que seja contra um time com campanha positiva.

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As estatísticas que consegui compilar sobre o desempenho de Rodgers contra times com campanha positiva pouco tiram o mérito dele como um dos ótimos QBs de sua geração e também de todos os tempos, mas só corroboram o fato de que muitos (assim como eu) imaginavam o Packers mais dominante ao longo dos últimos anos enquanto desfrutava do auge físico e técnico do lendário QB que substituiu Brett Favre. Talvez as estatísticas dizem respeito à como o Packers falhou em compilar o maior número de talentos ao redor de seu principal atleta – e com toda a certeza um talento único na geração.

Mas, por outro, as estatísticas não mentem e os números frios denotam exatamente isto. Desde 2012, Aaron Rodgers está com o recorde de 17-26-1 contra equipes que terminaram a temporada com campanha positiva (9-7 ou melhor), o que dá um aproveitamento de pouco mais de 39% no período. Se pensarmos que 2012 foi há sete anos atrás, é uma grande amostra de temporadas e mais ainda, que o Packers teve muito tempo disponível para montar times talentosos ao redor de sua estrela máxima.

Durante este período, outros três Quarterbacks foram titular do Packers e atuaram contra equipes que terminaram o respectivo ano com mais vitórias que derrotas. Brett Hundley conseguiu uma vitória em oito jogos e Scott Tolzien e DeShone Kizer, por sua vez, tiveram uma derrota em uma única tentativa, mas claramente não são os tópicos principais deste texto. Se pensarmos apenas em times com campanha positiva no momento em que enfrentaram o Packers desde 2012, a estatística é de 7-24 para Rodgers, um número realmente muito ruim e que denota o fato que A-Rod não é tão dominante assim em partidas que realmente importam – contra rivais diretos da divisão ou mesmo da conferência.

O Packers está 0-37 em partidas que entrou no quarto período perdendo por mais de um ponto contra equipes com campanha positiva no momento do embate. Na temporada pessoa a equipe entrou em quatro partidas nesta situação – e foi derrotado nas quatro. Outras duas derrotas contra adversários diretos (Patriots e Seahawks) foram derrotas com as equipes entrando empatadas no derradeiro período das partidas.

Claro, você pode relembrar da furiosa vitória de virada contra o Bears na abertura da temporada passada, em que transformaram uma desvantagem de 21 x 03 em uma vitória de 24 x 23 – sendo a primeira vitória em 112 oportunidades que o Packers virou uma partida perdendo por dezessete ou mais pontos no último quarto das partidas. Rodgers voltou de uma lesão sofrida no primeiro tempo para guiar uma impiedosa vitória, lançando para quase 300 jardas e três TDs apenas no segundo tempo. Mas, para a fria análise das estatísticas, o Bears estava 0-0 na temporada, então não contava com uma campanha positiva.

Contudo, tal estatística não significa que Rodgers não é um grande Quarterback, mas pelo contrário. Podemos sim parar com a narrativa que tudo o que precisa para obter sucesso da NFL é um Quarterback de elite – e somente isto. As estatísticas de A-Rod contra times vitoriosos só denota que este esporte é um esporte totalmente coletivo e que o conjunto entre comissão técnica e um time sólido em todos os níveis é que realmente é importante para que uma equipe vença jogos neste esporte.

Além de que, da próxima vez que mostrarem estatísticas do tipo acerca de QBs amplamente mais criticados como Kirk Cousins e Matthew Stafford, apenas sem lembre do exemplo citado neste texto. O contexto para análise do recorde dos Quarterbacks em jogos grandes é sim muito importante e interessante, mas ir mal neste quesito não é exatamente uma amostra da deficiência técnica unicamente do Quarterback em questão, mas sim também do time que o cerca, concorda?


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