segunda-feira, 1 de junho de 2020

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Há pouco mais de 1 ano, os torcedores do New York Giants estavam mergulhados em incertezas sobre o futuro da equipe da NFC Leste na posição de Quarterback. Em um movimento esperado, a franquia selecionou um QB logo na 1ª rodada do Draft de 2019, se antecipando a aposentadoria do ídolo Eli Manning, que deixaria o futebol americano profissional ao final da última temporada. A escolha do GM Dave Gettleman, porém, não foi a mais popular, selecionando o QB Daniel Jones logo na 6ª posição geral. Considerado mais um projeto a ser moldado do que uma resposta imediata, Jones vinha de uma carreira universitária apenas razoável em Duke e não teve o apoio inicial dos torcedores em NY. Agora, aos 23 anos e titular absoluto do time, Jones se prepara para novos desafios em 2020 depois de surpreender positivamente toda a NFL.

Titular em 12 jogos, Jones começou a sua trajetória pelo Giants no banco de reservas, mas logo teve o seu nome chamado pelo então técnico Pat Shurmur para comandar o time titular e dar início a sua história em NY. A ideia era simples: Sem grandes chances de brigar pelos playoffs, o Giants daria espaço para o jogador se acostumar com a velocidade do jogo profissional na NFL e mostrar algumas de suas armas, além de detectar quais os setores em que precisaria evoluir. O resultado final da “experiência Jones” acabou sendo muito positivo, com o QB terminando a temporada com 24 TDs, 3027 jardas totais e 61% de aproveitamento nos passes. Mais do que números, Daniel Jones mostrou frieza, personalidade para liderar um ataque profissional mesmo aos 22 anos e uma capacidade atlética que poucos esperavam dele; Ao todo, o camisa 8 somou 279 jardas, 2 TDs e 21 primeiras descidas correndo com a bola em 2019.

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Agora como o principal líder da unidade ofensiva, não há mais dúvidas em Nova York que Jones pode brilhar na liga caso encontre a situação ideal para continuar se desenvolvendo. Em 2020, o camisa 8 precisará trabalhar para diminuir o número de interceptações (12 como calouro) e de sacks sofridos na temporada passada (38). Além disso, Jones sofreu 18 fumbles  no seu ano de estreia, uma das marcas mais altas da história do esporte. Ainda que os números sejam considerados normais para um calouro que está em processo ajuste à velocidade do jogo profissional, Jones e a comissão técnica do Giants sabem que por mais que o QB aumente o número de jardas e de passes para TDs nos próximos anos, será a sua capacidade de evitar turnovers, cuidar melhor de bola e colocar a equipe nas melhores situações para vencer o jogo que irão definir sua carreira na NFL.

O desenvolvimento como QB de Daniel Jones passará agora sob um novo comando técnico. Em 2020, o New York Giants terá Joe Judge como treinador principal e Jason Garrett, ex-Dallas Cowboys, como Coordenador Ofensivo. Se Judge é um estreante na posição que conta com a experiência de ter trabalhado com Bill Bellichick em New England, Garrett foi o comandante do Dallas Cowboys em 9 temporadas e também atuou como QB da NFL em sua carreira como atleta. O processo de adaptação a um novo esquema de jogo durante uma pandemia que promete diminuir o número de treinos presenciais deverá causar certa dificuldade para o trabalho do trio, mas espera-se que Jones comece a nova temporada atacando mais o fundo de campo e “soltando o braço” contra as defesas rivais. Além disso, a nova comissão técnica trabalhará com 4 novos jogadores de linha ofensiva adquiridos pela franquia durante a offseason e o Draft de 2020,  buscando diminuir o número de sacks sofridos pelo QB e potencializando o jogo corrido.

O CAMINHO PARA O SUCESSO É LONGO E PASSA POR DANIEL JONES

Ainda é difícil colocar o New York Giants como possível candidato aos playoffs em uma conferência nivelada por cima como é a NFC, mas a expectativa é que o time tenha um ano muito mais produtivo do que em 2019, quem sabe até dobrando o número de vitórias conquistadas na temporada passada (4). Sob o comando de Daniel Jones e de uma nova comissão técnica, serão dois os principais objetivos da franquia em 2020: Melhorar as estatísticas ofensivas do setor (18º em pontos somados e 23º em jardas totais em 2019) e mostrar a torcida que NY já tem mais certezas do que pontos de interrogação no atual momento de reconstrução da franquia, começando por um desempenho sólido do seu novo QB.

Outro fator que poderá acelerar o desenvolvimento e o sucesso do jovem jogador no nível profissional é o desempenho dos atletas ao redor do camisa 8. É inegável que o Giants conta hoje com um dos melhores e mais versáteis jogadores da NFL na figura do RB Saquon Barkley, mas o restante do setor ainda precisa se tornar mais regular e confiável. Quando não pôde contar com Barkley e seu principal recebedor, Sterling Shepard, Jones não foi capaz de achar formas para superar os rivais e mostrou que o elenco, dos dois lados da bola, ainda carece de qualidade. A torcida sabe que não será um ano fácil em Nova York e que o momento ainda é de reconstrução. Porém, diferente de 2019, o Giants conta agora com uma situação sólida na posição de QB e pode começar a construir um time competitivo a partir dele, como manda o manual de uma equipe em reformulação.


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